O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Celso Amorim, classificou como inaceitável qualquer pretexto para intervenção estrangeira no Brasil, ao comentar a decisão do governo dos Estados Unidos de incluir o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de organizações terroristas globais. A declaração foi feita à GloboNews nesta quinta-feira (28).
Amorim afirmou que a cooperação internacional no combate ao crime organizado é positiva, especialmente em áreas como lavagem de dinheiro e tráfico de armas. No entanto, ele ressaltou que ações unilaterais que possam abrir margem para intervenção não serão toleradas pelo Brasil.
A declaração ocorre após o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciar a designação das duas facções criminosas como “terroristas globais especialmente designados”. A medida pegou o governo brasileiro de surpresa, já que não houve comunicação prévia por parte de Washington.
Antes mesmo do anúncio oficial, Amorim já havia manifestado preocupação com a equiparação do crime organizado ao terrorismo. Em evento internacional, ele disse que essa abordagem não contribui para o combate efetivo às organizações criminosas e que é essencial compreender as motivações por trás dos delitos.







