Criciúma inaugurou um espaço de acolhimento voltado a mulheres que sofreram violência. A iniciativa visa proporcionar um novo começo, com apoio completo para que elas possam retomar suas vidas com independência e segurança. O abrigo tem capacidade para atender até 20 pessoas, incluindo mulheres e seus filhos, e dispõe de uma equipe especializada para oferecer acolhimento e encaminhamento a serviços de saúde, educação e colocação profissional.
O prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, destacou o compromisso da gestão com a proteção feminina: “A Casa de Acolhimento é um local preparado para garantir segurança, dignidade e a chance de uma recomeço. Isso representa um compromisso com a vida, com o respeito e com a certeza de que nenhuma mulher precisa enfrentar a violência sozinha. Estamos fortalecendo uma rede de proteção que acolhe, orienta e cria condições para que essas mulheres reconstruam suas histórias com autonomia e esperança.”
O abrigo é destinado a mulheres que possuem medidas protetivas e não contam com rede de apoio ou recursos financeiros para se manter de forma autônoma. O acesso ao serviço ocorre por meio dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), dos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) ou após o registro de boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), localizada na Rua Desembargador Pedro Silva, esquina com a Rua General Lauro Sodré, bairro Comerciário.
A secretária municipal de Assistência Social, Dudi Sônego, explicou que o espaço foi concebido para oferecer atendimento humanizado e integrado. “Cada detalhe da Casa de Acolhimento foi planejado para que as mulheres encontrem um ambiente seguro e acolhedor, onde possam recuperar a confiança e planejar uma nova fase de vida. Além da proteção imediata, oferecemos acompanhamento técnico e acesso aos serviços necessários para promover autonomia e quebrar o ciclo de violência”, afirmou.
Além do abrigo, o município disponibiliza o benefício do aluguel social para mulheres em situação de vulnerabilidade econômica, permitindo a continuidade do processo de recomeço fora da casa. Caso a família da vítima more em outra cidade ou estado, também é concedida passagem de ônibus, assegurando o deslocamento seguro até o destino.
Para garantir a segurança das acolhidas, a casa não possui identificação externa e o endereço não será divulgado.
Fonte: Pref. de Criciúma








