O atacante Paulinho, do Palmeiras, foi denunciado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por causa da comemoração do gol que marcou contra o Flamengo no último sábado, pelo Campeonato Brasileiro. O órgão entendeu que o gesto do jogador, associado à torcida organizada do clube paulista, configura ofensa e se enquadra no artigo 258-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
De acordo com o STJD, a atitude de Paulinho ao levantar os braços e repetir o símbolo da organizada — o mesmo utilizado pela torcida do Vasco, clube que revelou o atleta — é vista como ‘provocação ao público durante’, conforme descrito no artigo do CBJD. A pena prevista varia de dois a seis jogos de suspensão. O texto do artigo 258-A diz: ‘Suspensão de duas a seis partidas, provas ou equivalentes, se praticada por atleta, mesmo se suplente, treinador, médico ou membro da comissão técnica, e suspensão pelo prazo de quinze a cento e oitenta dias, se praticada por qualquer outra pessoa natural submetida a este Código’.
A denúncia apresentada pela procuradoria do STJD não incluiu acusações relacionadas ao gesto de ‘silêncio’ que Paulinho fez durante a mesma comemoração.
O atacante, autor do terceiro gol na vitória do Palmeiras por 3 a 0 sobre o Flamengo no Maracanã, explicou em entrevista ao ‘Sportv’ após a partida que a confusão nos minutos finais não teve intenção de provocar a torcida ou o clube rubro-negro. Segundo ele, o objetivo era celebrar com pessoas próximas.
A confusão começou logo depois que Paulinho marcou o gol que definiu o placar no Maracanã. Na comemoração, o jogador, revelado pelo rival Vasco, fez gestos de silêncio e direcionou a comemoração para a arquibancada, o que foi interpretado como desrespeito por jogadores e torcedores do Flamengo. Ao deixar o campo, o atacante palmeirense esclareceu a situação: ‘A minha família e amigos vieram ao jogo e alguns ficaram no camarote que fica exatamente ali. Eu fui comemorar com eles, porque eu os vi. Eles pensaram que eu fui fazer isso com a torcida, mas não. Só fui comemorar com a minha família. Eu respeito muito a instituição do Flamengo e os jogadores também. É pura situação de jogo.’
Fonte: Lance







