POLÍTICAEntidades usam tribuna da Alesc Itinerante para apresentar demandas e conquistas

Nesta quarta-feira (27), lideranças de entidades mantiveram a tradição do programa Alesc Itinerante ao ocupar a tribuna da sessão plenária para divulgar realizações ou solicitar apoio parlamentar a projetos em andamento. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Julio Garcia (PSD), destacou que as organizações convidadas foram indicadas pelos deputados da bancada regional do Sul.

O presidente da Câmara de Vereadores de Araranguá, Paulinho Souza (MDB), foi o primeiro a falar na segunda sessão da Alesc Itinerante, realizada no Centro Multiuso Arlete Salomé Cristiano. Ele agradeceu os mais de R$ 100 milhões em emendas parlamentares já recebidos pelo município e afirmou que os vereadores locais desejam manter a parceria com o parlamento estadual. Para ele, a política deve cuidar da cidade como extensão dos lares. Souza elogiou iniciativas como a Cidade dos Autistas, em área de 40 mil m², e o Parque dos Dinossauros, voltado ao lazer, além de ressaltar o esforço municipal pelo transporte público gratuito.

Marizete Cardoso de Abreu, da Associação de Proteção Ambiental Aguapé, discorreu sobre os desafios ambientais enfrentados há 20 anos, especialmente na Lagoa do Sombrio e na bacia do Rio Mampituba. Com auxílio de imagens de satélite, ela apontou a redução da área lacustre, a salinização da água devido à abertura de um canal para o mar, os impactos da retificação da Sanga da Madeira, além de denunciar ocupações ilegais, aterros e poluição.

O diretor administrativo médico Jean da Silva Gonçalves, da Associação Hospitalar Nossa Senhora de Fátima, de Praia Grande, convidou os deputados para a inauguração, em 25 de novembro, de um novo prédio de quatro pavimentos e 3,6 mil m² — considerado o maior investimento em saúde no extremo sul em 40 anos. A obra custou R$ 16 milhões e inclui uma ala com 60 leitos para saúde mental. O hospital, fundado por freis capuchinhos há mais de 60 anos, conta com apoio associativo desde 2005. É referência em oftalmologia, atende pelo SUS e realiza mais de 1.700 consultas e 650 cirurgias mensais.

Luana Hoepers, diretora da Apae de Araranguá, apresentou a entidade, que há 55 anos atua na prevenção, orientação e reabilitação de alunos, além de apoiar famílias. Com 260 alunos e 60 colaboradores, a instituição é referência regional, atendendo desde recém-nascidos até adultos. Os parlamentares assistiram a um vídeo da fanfarra da unidade, que celebra dez anos de existência.

Magali Carlessi Claudino, coordenadora da Apae de Sombrio, detalhou o trabalho da entidade, com 46 anos de atuação nas áreas social, educacional e de saúde, beneficiando 260 alunos de Sombrio e Balneário Gaivota, com 55 profissionais. Ela mencionou o início da construção de um segundo pavimento e as metas de adquirir um novo ônibus adaptado e criar um jardim sensorial, destacando o apoio de governos, prefeituras e emendas parlamentares.

Ana Lúcia Benedet, representante da Associação Happy Face, de Criciúma, falou sobre o trabalho com alunos em vulnerabilidade social, imigrantes e jovens com altas habilidades, realizado desde 2014. Os imigrantes recebem aulas de português e orientação sobre costumes locais. A psicóloga Ana Paula Hilário destacou o atendimento individualizado e científico a pessoas com altas habilidades, consideradas “um público esquecido”, que precisam de atenção especial para desenvolver seu potencial.

Tarciano Santos Silva, empresário da Apis Nativa, de Araranguá, contou que seu pai, farmacêutico e bioquímico, se inspirou ao observar abelhas nos anos 1970. Hoje, a empresa exporta mel para todos os continentes. Ele ressaltou que a apicultura gera renda em áreas rurais carentes do Sul ao semiárido e à Amazônia, contribuindo para a segurança alimentar. “O mel brasileiro está nos principais mercados mundiais e recebe prêmios internacionais”, afirmou, lembrando que a proteção das abelhas é vital para a agricultura, a biodiversidade e o futuro.

Sander Just, empresário e prefeito de Jacinto Machado, apresentou a Olim Agro e Olim Máquinas, criadas na cidade e hoje presentes em grande parte de Santa Catarina e em outros estados. A empresa tem unidades em Jacinto Machado, Araranguá, Braço do Norte, São Joaquim e Massaranduba, e atua nas culturas de arroz e milho.

Fonte: Assembleia SC

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