ESPORTESSão Paulo se prepara para enfrentar o Remo e busca trégua na crise

O São Paulo começa nesta quinta-feira (28) a preparação para o confronto contra o Remo, válido pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida, marcada para domingo (31) no Mangueirão, é a última antes da paralisação para a Copa do Mundo e encerra uma primeira metade de temporada turbulenta para o clube paulista.

Na terça-feira (26), o time venceu o Boston River por 2 a 0, garantiu vaga no mata-mata da Copa Sul-Americana como líder do grupo e pôs fim a um jejum de oito jogos sem vitória. O resultado trouxe alívio ao elenco, que enfrentava uma sequência negativa.

O reencontro com a vitória e a classificação às oitavas de final do torneio continental são os primeiros passos do técnico Dorival Júnior em sua segunda passagem pelo clube. Apresentado há duas semanas, ele assumiu o comando em meio a uma crise dentro e fora de campo. O objetivo agora é trazer tranquilidade ao ambiente.

Para isso, vencer o Remo é fundamental. O jogo fora de casa pode recolocar o São Paulo no G4 do Brasileirão, dependendo de outros resultados da rodada. A equipe, que ocupava a zona de classificação desde o início do campeonato, caiu de rendimento e despencou na tabela. Atualmente na 7ª posição com 25 pontos, está a dois pontos do Athletico-PR, 4º colocado, mas precisa superar Red Bull Bragantino e Coritiba, ambos com 26 pontos.

Dorival é a aposta para trazer estabilidade. Além do conturbado cenário político vivido pelo São Paulo desde o fim de 2025, com a saída do presidente Julio Casares e a troca na gestão, o time também sofre com instabilidade dentro de campo. O treinador é o terceiro nome a assumir o elenco em menos de seis meses. A diretoria, comandada pelo presidente Harry Massis e pelo diretor Rui Costa, demitiu Hernán Crespo em fevereiro e, posteriormente, Roger Machado, que não resistiu até a pausa da Copa do Mundo.

As constantes mudanças de comando refletem ajustes no estilo de jogo, e alguns dos principais jogadores do elenco enfrentam problemas. No ataque, Calleri vive um jejum de dez jogos sem marcar. Lucas Moura, diferencial técnico, convive com lesões desde o ano passado e se recupera de uma lesão no tornozelo, sem previsão de retorno no pós-Copa. Na defesa, a saída de Ferraresi (emprestado) e Doria (que pediu para deixar o clube), além do afastamento de Arboleda, deixou o setor carente. A fragilidade defensiva foi sentida em jogos importantes contra Millonarios e Botafogo.

Por isso, o triunfo diante do Remo no domingo traz benefícios práticos na tabela, mas também encaminha o clube para um período de maior tranquilidade nos bastidores durante a pausa para a Copa do Mundo. Dorival estreou com um empate contra o Goiás.

O duelo marca um reencontro após mais de três décadas. A última vez que São Paulo e Remo se enfrentaram foi em 1995, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O jogo de volta terminou 1 a 1, com gol de Dodô para o São Paulo, que havia vencido a ida por 3 a 0. O retrospecto histórico favorece amplamente o Tricolor: seis vitórias e dois empates, nunca perdeu para o Remo, incluindo os dois jogos em Belém.

O Remo não é um bom mandante: ocupa a 19ª posição no ranking de mandantes, com oito pontos em nove jogos e apenas uma vitória em casa, sobre o Bahia. O aproveitamento como mandante do Remo é o mesmo do São Paulo como visitante, que tem a nona melhor campanha fora de casa.

Fonte: Lance

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