Brasil Archives - Vozes do Oráculo https://vozesdooraculo.com.br/category/brasil/ Revelando os Fatos! Thu, 08 Oct 2026 12:18:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://vozesdooraculo.com.br/wp-content/uploads/2026/05/favicon-150x150.png Brasil Archives - Vozes do Oráculo https://vozesdooraculo.com.br/category/brasil/ 32 32 Flitabira reúne Conceição Evaristo, Leda Maria Martins e Maria Mazzarello em homenagem a Drummond https://vozesdooraculo.com.br/flitabira-reune-conceicao-evaristo-leda-maria-martins-e-maria-mazzarello-em-homenagem-a-drummond/ https://vozesdooraculo.com.br/flitabira-reune-conceicao-evaristo-leda-maria-martins-e-maria-mazzarello-em-homenagem-a-drummond/#respond Thu, 08 Oct 2026 12:18:12 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/flitabira-reune-conceicao-evaristo-leda-maria-martins-e-maria-mazzarello-em-homenagem-a-drummond/ Festival literário em Itabira celebra três expoentes da literatura negra e presta tributo a Dona Tita e Dona Rosinha, lideranças quilombolas.

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A cidade de Itabira, em Minas Gerais, será palco da sexta edição do Flitabira, festival literário que ocorre entre 29 de outubro e 1º de novembro. O evento deste ano coloca em destaque um trio de mulheres negras que marcaram presença fundamental na literatura, no pensamento e na edição de livros no Brasil: Conceição Evaristo, Leda Maria Martins e Maria Mazzarello. As três serão homenageadas e participarão juntas da mesa “Leitura, Antirracismo e os Novos Tempos”, no sábado, 31 de outubro.

As trajetórias dessas personalidades ajudam a narrar transformações profundas na cultura brasileira das últimas décadas. Conceição Evaristo desenvolveu o conceito de “escrevivência”, hoje uma das noções mais influentes da literatura contemporânea do país. Leda Maria Martins construiu uma obra essencial sobre cultura negra, oralidade, ancestralidade e as maneiras pelas quais o saber atravessa os corpos e o tempo. Maria Mazzarello, fundadora da Mazza Edições, abriu caminho no mercado editorial para autores negros em uma época em que publicar esses escritores significava enfrentar uma estrutura profundamente excludente.

Mas as primeiras rainhas dessa história são de Itabira. O festival escolheu como patronas Dona Tita e Dona Rosinha, duas mulheres do Quilombo Morro Santo Antônio que se tornaram referências da cultura negra itabirana. Dona Rosinha registrou parte de sua experiência no livro “Memórias do meu Quilombo”, prefaciado por Conceição Evaristo. Ambas faleceram neste ano e receberão uma homenagem especial durante o evento, com a presença de Conceição e de familiares das duas.

A programação do Flitabira distribui essa presença feminina negra por diversos momentos. Carla Akotirene integra a mesa “Amor Preto”. Pétala Souza e Isa Souza participam juntas de “Futuros Ancestrais”. Já a poeta, escritora, rapper e ativista moçambicana Énia Lipanga traz uma voz africana ao encontro, em uma conversa ao lado da escritora indígena Geni Núñez. Énia é autora de seis livros e desenvolve em Moçambique um trabalho voltado à literatura e à inclusão de pessoas com deficiência.

O resultado é uma configuração pouco comum em festivais literários: mulheres negras não aparecem em atividades periféricas ou em uma única mesa temática. Elas são patronas, homenageadas e protagonistas de diferentes partes da programação. Essa configuração também é fruto de uma diretriz permanente do Flitabira, cuja curadoria busca montar a grade com equilíbrio de gênero e diversidade racial.

Tudo acontece em Itabira, terra de Carlos Drummond de Andrade, justamente na edição que celebra os 75 anos de “Claro Enigma” e adota como tema “A Máquina do Mundo em Nós”. Na cidade do poeta, Dona Tita e Dona Rosinha recebem simbolicamente Conceição Evaristo, Leda Maria Martins, Maria Mazzarello e uma geração de mulheres negras que hoje ocupa o centro da vida cultural brasileira.

Além das mesas e homenagens, o festival mantém sua proposta de debater a produção literária e o pensamento contemporâneo, reunindo autores de diferentes origens e trajetórias. A edição deste ano reforça o compromisso do evento com a diversidade e com a valorização de vozes historicamente marginalizadas no cenário editorial.

A presença de Énia Lipanga, por exemplo, amplia o diálogo para além das fronteiras brasileiras, trazendo a perspectiva de uma escritora africana engajada em causas sociais e na inclusão de pessoas com deficiência. Sua participação ao lado de Geni Núñez promete um debate rico sobre ancestralidade, identidade e os desafios contemporâneos.

Com uma programação que valoriza a mulher negra em diferentes frentes, o Flitabira se consolida como um espaço de reflexão sobre a literatura e a cultura brasileira, honrando o legado de Drummond e projetando novas vozes para o futuro.

Fonte: Metrópoles

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Ufac aprova comissão para cotas trans na graduação https://vozesdooraculo.com.br/ufac-aprova-comissao-para-cotas-trans-na-graduacao/ https://vozesdooraculo.com.br/ufac-aprova-comissao-para-cotas-trans-na-graduacao/#respond Thu, 01 Oct 2026 21:48:35 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/ufac-aprova-comissao-para-cotas-trans-na-graduacao/ Conselho Universitário da Ufac cria comissão para elaborar proposta de cotas para pessoas trans na graduação.

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O Conselho Universitário (Consun) da Universidade Federal do Acre (Ufac) aprovou, em reunião ordinária realizada nesta quarta-feira (30), no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), a formação de uma comissão encarregada de desenvolver a proposta de reserva de vagas para pessoas trans nos cursos de graduação.

A medida representa um avanço nas políticas de inclusão da instituição e está alinhada com as iniciativas da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), órgão criado durante a gestão do reitor Josimar Ferreira com o propósito de expandir ações de equidade social.

Desde 2023, a Ufac já possui normas que garantem o ingresso de pessoas trans em programas de pós-graduação por meio de cotas. Agora, a decisão do Consun busca ampliar esse direito para todos os cursos de graduação, abrangendo não só o acesso, mas também estratégias para assegurar a permanência dos estudantes até a conclusão do curso.

O reitor Josimar Ferreira, que também preside o Consun, enfatizou o significado institucional da iniciativa para o fortalecimento das políticas afirmativas no ensino superior do Acre. “Reafirmamos nosso compromisso ao constituir a comissão que debaterá as cotas trans. Essa é uma demanda da sociedade para incluir grupos historicamente invisibilizados, garantindo que as ações afirmativas integrem a trajetória do nosso conselho”, declarou.

A pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, ressaltou que a política visa combater desigualdades históricas enfrentadas por comunidades marginalizadas. “É fundamental assegurar acesso, permanência e dignidade para que essa população possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades. No Brasil, cerca de 30 universidades já implementam políticas similares, e a Ufac dá um passo crucial para consolidar essa transformação”, afirmou.

A professora Raquel Ishii celebrou a aprovação pelo colegiado e destacou a diversidade na composição do grupo de trabalho. “Vejo essa decisão como uma grande conquista para a sociedade civil e para a universidade. A comissão aprovada estende o debate da pós-graduação para a graduação e considera não apenas o ingresso, mas a permanência dos alunos. É um grupo amplo, que inclui não só a gestão, mas também representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e de movimentos sociais externos à instituição”, avaliou.

A comissão terá 90 dias para realizar estudos técnicos e apresentar a versão final da resolução. O grupo será intersetorial, com representantes das três categorias da comunidade acadêmica — docentes, técnicos e discentes —, por meio do DCE, da Adufac e do Sintesac, além de assentos para entidades e movimentos sociais que atuam na defesa dos direitos da população trans no Acre.

A iniciativa da Ufac reflete uma tendência nacional de adoção de cotas para pessoas trans no ensino superior, com o objetivo de corrigir desigualdades históricas e promover maior diversidade nos espaços acadêmicos.

A expectativa é que a proposta, após os estudos da comissão, seja submetida ao Consun para votação e, se aprovada, passe a valer nos próximos processos seletivos da universidade.

Fonte: ContilNet Notícias

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