crime organizado Archives - Vozes do Oráculo https://vozesdooraculo.com.br/tag/crime-organizado/ Revelando os Fatos! Thu, 02 Jul 2026 15:03:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.4 https://vozesdooraculo.com.br/wp-content/uploads/2026/05/favicon-150x150.png crime organizado Archives - Vozes do Oráculo https://vozesdooraculo.com.br/tag/crime-organizado/ 32 32 Governo brasileiro investiga perfil de dois cidadãos sancionados pelos EUA por vínculo com PCC https://vozesdooraculo.com.br/governo-brasileiro-investiga-perfil-de-dois-cidadaos-sancionados-pelos-eua-por-vinculo-com-pcc/ https://vozesdooraculo.com.br/governo-brasileiro-investiga-perfil-de-dois-cidadaos-sancionados-pelos-eua-por-vinculo-com-pcc/#respond Thu, 02 Jul 2026 15:03:06 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/governo-brasileiro-investiga-perfil-de-dois-cidadaos-sancionados-pelos-eua-por-vinculo-com-pcc/ Brasil apura o envolvimento de Victor Shimada e Stella Oliveira em lavagem de dinheiro para o PCC, mas considera que eles não têm papel central na facção.

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O governo federal iniciou um levantamento sobre Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, alvos de sanções impostas na quarta-feira pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. As medidas foram tomadas sob suspeita de que ambos atuam em lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa brasileira.

Uma análise preliminar conduzida por autoridades brasileiras indica que nenhum dos dois ocupa uma posição de destaque dentro da organização. Suas relações com o grupo seriam pontuais, restritas a transações específicas.

A sanção foi divulgada pela gestão do presidente americano Donald Trump, que qualificou o PCC como a maior organização criminosa transnacional do hemisfério ocidental. O governo dos EUA afirma que o grupo representa ameaça significativa à segurança nacional do país.

Desde o anúncio das penalidades, na tarde de quarta-feira, autoridades brasileiras se mobilizam para compreender quais elementos levaram Shimada e Stella a serem incluídos na lista de sancionados. Por ora, não há planos de contatar a Agência de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão do Tesouro americano responsável pela medida.

Colaboradores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva informaram que, sempre que possível, o governo brasileiro reitera a autoridades estrangeiras o interesse em ampliar a cooperação internacional no combate ao crime organizado.

Observa-se que as sanções americanas se basearam em investigações conduzidas no Brasil, muitas delas de conhecimento público.

Shimada possui extensa ficha criminal no país. Ele já foi condenado por participar de esquemas de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro contra o antigo Banco Votorantim, hoje denominado BV. Além disso, é réu em um processo que apura desvios de recursos do contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas Vai de Bet.

Shimada é sócio da Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia Ltda, da Pixwave Soluções de Pagamentos e da Wave Construções Inteligentes. Essas três empresas, junto com a Avenidas Flutuantes, também de Shimada, mas com sede em Portugal, foram igualmente sancionadas.

Já Stella de Oliveira é apontada como colaboradora próxima e parente de Shimada. Segundo as autoridades, ela atuava como sua secretária e intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro vivo, prestando serviços logísticos essenciais para o esquema.

Em dezembro, Shimada e Stella foram denunciados na Justiça da Flórida por envolvimento em lavagem de dinheiro em instituições financeiras de 12 cidades americanas, como Denver, Rochester, Atlanta e Chicago. A denúncia afirma que os valores provinham do tráfico de drogas, mas não menciona nenhuma facção brasileira. O documento aponta que o fornecedor das substâncias ilegais era o mexicano Manuel Garcia-Urrea, conhecido como Manny.

Conhecidos como Japa e Lara Croft, Shimada e Stella contavam com o auxílio de brasileiros residentes nos EUA para movimentar os recursos. Em janeiro, seis pessoas envolvidas no esquema, incluindo outros brasileiros, foram presas pelas autoridades americanas.

Na quarta-feira, após o anúncio das sanções, o governo Lula manifestou preocupação com a medida, que pode gerar efeitos indiretos relevantes sobre instituições financeiras estrangeiras, inclusive brasileiras, devido ao risco de restrições regulatórias e eventual exposição a sanções secundárias.

Essa foi a primeira sanção contra suspeitos de ligações com a facção brasileira depois que o governo Trump, em maio, classificou o PCC e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas.

A Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), vinculada ao Ministério da Justiça, afirmou que as medidas contra os brasileiros podem preceder providências ainda mais gravosas, adotadas à margem dos mecanismos ordinários de cooperação internacional. Para a secretaria, a decisão não surpreende e é um desdobramento já esperado após a classificação do PCC como organização terrorista.

Fonte: O GLOBO

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Servidor do Detran-DF e esposa são alvos de operação por fraudes milionárias https://vozesdooraculo.com.br/servidor-do-detran-df-e-esposa-sao-alvos-de-operacao-por-fraudes-milionarias/ https://vozesdooraculo.com.br/servidor-do-detran-df-e-esposa-sao-alvos-de-operacao-por-fraudes-milionarias/#respond Tue, 26 May 2026 13:12:49 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/servidor-do-detran-df-e-esposa-sao-alvos-de-operacao-por-fraudes-milionarias/ Esquema de transferências irregulares de veículos movimentou cerca de R$ 1 milhão.

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A Operação Ghost Operator, deflagrada pela 17ª Delegacia de Polícia de Taguatinga Norte, apontou um servidor do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) como o principal articulador de um esquema fraudulento de transferências de veículos. A organização também atuava na remoção indevida de multas e restrições administrativas do sistema.

De acordo com o delegado Thiago Boeing, o funcionário público teria recrutado sua própria esposa e despachantes para atrair interessados nos serviços ilegais. O grupo cobrava aproximadamente R$ 2 mil por cada transferência fraudulenta, e os valores eram depositados na conta bancária da esposa do servidor, que era o responsável por executar as alterações irregulares com o auxílio de terceiros.

O Detran-DF informou que descobriu a fraude por meio de procedimentos internos de monitoramento e cruzamento de informações de segurança. Em nota, a autarquia afirmou que realizou uma apuração administrativa inicial que contribuiu para identificar transações suspeitas e para o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Civil.

A operação policial foi deflagrada nesta terça-feira (26/5), com o cumprimento de cinco mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão contra integrantes da organização criminosa responsável por acessos não autorizados aos sistemas do Detran-DF. As diligências ocorreram em Brasília (DF), Valparaíso (GO), Teresina (PI) e Santiago (RS), além de medidas de sequestro de bens e valores. A ação contou com o apoio das polícias civis do Piauí e do Rio Grande do Sul. As investigações tiveram início há cerca de um ano, após uma vítima descobrir que seu veículo havia sido transferido fraudulentamente para outro proprietário.

Uma apuração interna do órgão identificou mais de 600 transações irregulares realizadas com a matrícula funcional de uma servidora, inclusive em horários em que ela não estava em expediente. A servidora procurou a delegacia para registrar a ocorrência, dando início a uma investigação conjunta entre a Polícia Civil e o Detran-DF. As apurações revelaram acessos externos indevidos ao sistema do órgão, utilizados para efetivar transferências fraudulentas de veículos. Segundo as investigações, o grupo cadastrava processos de transferência sem a documentação exigida ou com documentos adulterados, e os procedimentos eram aprovados de forma fraudulenta por meio de acessos irregulares ao sistema. As diligências indicam que a organização criminosa movimentou aproximadamente R$ 1 milhão.

Em janeiro deste ano, a primeira fase da operação foi deflagrada. A análise do material apreendido permitiu identificar a estrutura e o funcionamento do esquema, supostamente liderado pelo servidor do Detran-DF. Inicialmente, os investigados utilizavam a senha funcional da servidora que registrou a ocorrência. Após perderem esse acesso, teriam criado usuários “fantasmas”, sem vínculo com o órgão, mas com permissão para inserir dados indevidos no sistema. Além das transferências fraudulentas, as investigações identificaram a remoção irregular de restrições administrativas e multas.

Os investigados foram indiciados pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema de informações, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Em nota, o Detran-DF esclareceu que identificou as transações irregulares por meio de procedimentos internos e atuou em conjunto com a Polícia Civil do DF. A autarquia afirmou que contribui ativamente com as apurações, fornecendo informações técnicas, registros de acesso e elementos de rastreabilidade que auxiliaram na identificação de padrões de invasão e dos endereços de origem das conexões fraudulentas. O Detran informou ainda que adota medidas de fortalecimento de segurança e revisa constantemente os perfis de acesso. Em caso de envolvimento de servidores, são adotadas medidas administrativas imediatas, como afastamento do setor de origem e bloqueio de acessos aos sistemas institucionais, além da possibilidade de abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

O diretor-geral do Detran-DF, Marcu Bellini, destacou que a atuação integrada entre os órgãos de segurança pública foi fundamental para o avanço das investigações. “Estamos atentos e trabalhando em conjunto com a Polícia Civil para identificar os responsáveis por essas ações criminosas”, afirmou.

Fonte: Metrópoles

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