desmatamento Archives - Vozes do Oráculo https://vozesdooraculo.com.br/tag/desmatamento/ Revelando os Fatos! Wed, 27 May 2026 10:05:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.4 https://vozesdooraculo.com.br/wp-content/uploads/2026/05/favicon-150x150.png desmatamento Archives - Vozes do Oráculo https://vozesdooraculo.com.br/tag/desmatamento/ 32 32 Desmatamento no Brasil cai 20,6% em 2025 e fica abaixo de 1 milhão de hectares pela primeira vez desde 2019 https://vozesdooraculo.com.br/desmatamento-no-brasil-cai-206-em-2025-e-fica-abaixo-de-1-milhao-de-hectares-pela-primeira-vez-desde/ https://vozesdooraculo.com.br/desmatamento-no-brasil-cai-206-em-2025-e-fica-abaixo-de-1-milhao-de-hectares-pela-primeira-vez-desde/#respond Wed, 27 May 2026 10:05:22 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/desmatamento-no-brasil-cai-206-em-2025-e-fica-abaixo-de-1-milhao-de-hectares-pela-primeira-vez-desde/ Relatório do MapBiomas mostra redução em todos os biomas, com Pantanal liderando queda proporcional.

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O Brasil registrou em 2025 uma área desmatada de 984.794 hectares, a menor desde 2019, segundo o Relatório Anual do Desmatamento (RAD2025) do MapBiomas, divulgado nesta quarta-feira (27). O número representa uma queda de 20,6% em relação ao ano anterior. Todos os biomas nacionais apresentaram redução, com destaque para o Pantanal, que teve a maior diminuição proporcional: 48,4% menos área suprimida, totalizando 12.260 hectares perdidos. Apesar do recuo, o Cerrado segue como o bioma mais afetado, com 540.614 hectares desmatados em 2025.

Apesar da melhora, o MapBiomas alerta que a média diária de desmatamento em 2025 foi de 2.698 hectares, o equivalente a 112 hectares por hora. Em nota, a entidade comparou o ritmo à perda diária de 17 parques do Ibirapuera, o maior parque urbano de São Paulo. Nos últimos sete anos, desde o início da série histórica do MapBiomas Alerta, o Brasil perdeu mais de 10,9 milhões de hectares de vegetação nativa, área superior à do estado de Pernambuco.

Amazônia e Cerrado juntos responderam por mais de 84% de todo o desmatamento no país em 2025. O Cerrado concentrou 54,9% do total, com 540.614 hectares suprimidos, apesar de uma queda de 16,9% ante 2024. O bioma perdeu 1.482 hectares de vegetação nativa por dia. Na Amazônia, foram desmatados 289.478 hectares, redução de 23,5% em relação ao ano anterior, o que equivale a 792 hectares por dia — cerca de cinco árvores por segundo, conforme análise do MapBiomas.

Pelo terceiro ano consecutivo, as formações savânicas lideram como tipo de vegetação mais ameaçado, respondendo por 51,4% da área total desmatada. As formações florestais vieram em seguida, com 46,3%. Enquanto na Amazônia e na Mata Atlântica predominou a supressão de formações florestais, no Cerrado, na Caatinga e no Pantanal o maior impacto foi sobre as formações savânicas.

A região do Matopiba — que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia e Mato Grosso — concentrou mais de 63% do desmatamento entre os estados, sendo essas as cinco unidades federativas com maior área suprimida em 2025. No acumulado de 2019 a 2025, o Pará lidera o ranking, com mais de 2 milhões de hectares perdidos. Contudo, em 2025 o estado registrou queda de 40% em relação ao ano anterior. Maranhão, Pará e Tocantins tiveram reduções absolutas superiores a 50 mil hectares, enquanto Sergipe e Alagoas diminuíram em mais de 60%.

O MapBiomas aponta que a expansão agropecuária responde por mais de 97% de toda a perda de vegetação nativa no Brasil nos últimos sete anos. Em 2025, esse vetor foi responsável por 99% da vegetação suprimida. O desmatamento ligado ao garimpo concentrou-se na Amazônia, principalmente no Pará, com 99% da área associada a essa atividade. Já os empreendimentos de energia renovável tiveram impacto na Caatinga, que respondeu por 97% da área desmatada vinculada a esse setor. O desmatamento por expansão urbana cresceu 7% em relação a 2024, concentrado no Cerrado e na Amazônia, que juntos somaram mais de 60% da perda de vegetação nativa nessa categoria.

Dos 5.572 municípios brasileiros, 2.932 (mais da metade) tiveram ao menos um evento de desmatamento validado em 2025. Pela primeira vez na série histórica, Canto do Buriti, no Piauí, lidera o ranking, com 20.877 hectares suprimidos. Localizado na Caatinga, o município também registrou o maior evento isolado de desmatamento no ano: 20.834 hectares. A média diária no município foi de 57,2 hectares, o equivalente a cerca de 80 campos de futebol por dia. Os dez municípios com maior área desmatada somaram 15% do total nacional, sendo que oito deles estão no Matopiba, região que responde por 40% da perda de vegetação nativa do país e 70% do desmatamento no Cerrado.

Unidades de Conservação (UCs) e Terras Indígenas permanecem como as áreas mais preservadas, segundo o MapBiomas. Em 2025, foram desmatados 46.257 hectares dentro de UCs, uma redução de 21,4% em relação ao ano anterior. Nas UCs de Proteção Integral — modalidade com maior grau de preservação — a queda foi de 55,8%, com 2.034 hectares suprimidos. O Cerrado responde por 43,5% do desmatamento em UCs, sendo 97% dessa área em Áreas de Proteção Ambiental (APAs), que permitem uso sustentável. A APA do Rio Preto, na Bahia, teve 7.701 hectares desmatados em 2025, um aumento de 44% em relação a 2024, tornando-se a UC com maior área suprimida no país.

Fonte: Agência Brasil

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Litoral norte fluminense tem 25% da zona costeira em situação instável https://vozesdooraculo.com.br/litoral-norte-fluminense-tem-25-da-zona-costeira-em-situacao-instavel/ https://vozesdooraculo.com.br/litoral-norte-fluminense-tem-25-da-zona-costeira-em-situacao-instavel/#respond Tue, 26 May 2026 19:35:12 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/litoral-norte-fluminense-tem-25-da-zona-costeira-em-situacao-instavel/ Pesquisa da UFF aponta que 25% da zona costeira do Norte Fluminense está instável devido a desmatamento e atividades agropecuárias.

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Um estudo inédito conduzido pela Universidade Federal Fluminense (UFF) analisou quatro décadas de degradação do solo na faixa costeira do Rio de Janeiro, identificando regiões críticas afetadas por erosão, desmatamento e expansão urbana desordenada. O trecho mais preocupante se estende entre os municípios de Búzios e São Francisco de Itabapoana, no Norte Fluminense. A pesquisa revela que mais de 25% das terras nessa área são consideradas instáveis, em grande parte devido à supressão da vegetação nativa para pastagens e plantações de café.

Dos 2.460,85 quilômetros quadrados (km²) degradados na região, 1.916 km² correspondem a zonas instáveis consideradas prioritárias para recuperação ambiental. O Inventário da Degradação do Solo na Zona Costeira do Rio de Janeiro avaliou aproximadamente 22 mil km² entre 1984 e 2024, utilizando imagens de satélite, sensoriamento remoto e sistemas de informação geográfica. As análises cobriram municípios desde Búzios até São Francisco de Itabapoana, além de Cachoeiras de Macacu, Maricá e cidades da Costa Verde, como Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis e Paraty.

Segundo Mohammad Al Abed, professor visitante da UFF e autor da pesquisa, a degradação em encostas íngremes eleva o risco de deslizamentos e intensifica o escoamento superficial das águas pluviais. Na faixa entre Maricá e Búzios, o avanço da degradação foi associado à expansão agrícola e ao crescimento urbano acelerado. Já na Costa Verde, incluindo Angra dos Reis e Paraty, os pesquisadores notaram erosão em sulcos próximos a zonas urbanas e instabilidade do solo impulsionadas pelo turismo e pela abertura de estradas.

O levantamento mostra que a urbanização na Costa Verde cresceu 254% ao longo dos 40 anos analisados. “Isso coloca em risco as comunidades em municípios como Angra dos Reis, onde mais de 60% do território é suscetível a deslizamentos”, afirma Mohammad Al Abed. Em Maricá, 5,88% das áreas degradadas foram relacionadas a queimadas e à conversão de vegetação nativa em pastagens. De acordo com o estudo, os incêndios responderam por 26% da perda de cobertura arbórea registrada no município entre 2001 e 2023.

A pesquisa alerta que a degradação do solo também ameaça infraestruturas como estradas, dutos e moradias, além de elevar os custos públicos associados à resposta a desastres naturais. O relatório destaca ainda que chuvas intensas e prolongadas tornam os solos mais vulneráveis à erosão, especialmente quando a vegetação é removida. Manguezais e restingas, que funcionam como barreiras naturais contra tempestades e avanço do mar, também sofreram perdas significativas. Segundo o estudo, a Costa Verde perdeu 16,3% das áreas de restinga e 47,8% das áreas úmidas ao longo do período analisado.

Fonte: Agência Brasil

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Desmatamento da Mata Atlântica paulista recua 29% entre safras, aponta Inpe https://vozesdooraculo.com.br/desmatamento-da-mata-atlantica-paulista-recua-29-entre-safras-aponta-inpe/ https://vozesdooraculo.com.br/desmatamento-da-mata-atlantica-paulista-recua-29-entre-safras-aponta-inpe/#respond Tue, 26 May 2026 17:44:44 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/desmatamento-da-mata-atlantica-paulista-recua-29-entre-safras-aponta-inpe/ Queda foi de 39 para 35 hectares; estado tem melhor índice do Sudeste.

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informou que o desmatamento da Mata Atlântica em São Paulo caiu 29% na comparação entre os períodos de 2023-2024 e 2024-2025. Os dados fazem parte do Atlas da Mata Atlântica, que monitora o bioma em 17 estados desde 1989. Na edição mais recente, foram examinados 130,9 milhões de hectares.

De acordo com o levantamento, a área suprimida passou de 39 hectares para 35 hectares. Esse número é inferior ao registrado em 2018-2019, quando o desmate havia atingido 43 hectares. Entre os estados do Sudeste, São Paulo apresentou o menor índice de perda de vegetação, enquanto Minas Gerais liderou com 3.092 hectares derrubados. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (82 hectares) e Espírito Santo (56 hectares).

O estudo também aponta que São Paulo mantém 2,34 milhões de hectares preservados, o equivalente a 13,7% da área do biomo protegida pela Lei da Mata Atlântica, que busca assegurar a conservação integral da flora. Cerca de 69% do território paulista está incluído no perímetro da legislação. Desde 2023, o estado acumula mais de 41 mil hectares com compromissos de restauração ambiental, onde as atividades de recomposição da vegetação nativa envolvem a formação de corredores ecológicos, medidas de segurança hídrica e adequação às mudanças climáticas.

Fonte: Agência Brasil

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