homicídios ocultos Archives - Vozes do Oráculo https://vozesdooraculo.com.br/tag/homicidios-ocultos/ Revelando os Fatos! Tue, 26 May 2026 14:53:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.4 https://vozesdooraculo.com.br/wp-content/uploads/2026/05/favicon-150x150.png homicídios ocultos Archives - Vozes do Oráculo https://vozesdooraculo.com.br/tag/homicidios-ocultos/ 32 32 MG lidera alta de homicídios ocultos em 2024, aponta Atlas da Violência https://vozesdooraculo.com.br/mg-lidera-alta-de-homicidios-ocultos-em-2024-aponta-atlas-da-violencia/ https://vozesdooraculo.com.br/mg-lidera-alta-de-homicidios-ocultos-em-2024-aponta-atlas-da-violencia/#respond Tue, 26 May 2026 14:53:41 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/mg-lidera-alta-de-homicidios-ocultos-em-2024-aponta-atlas-da-violencia/ Minas Gerais registrou o maior crescimento do Brasil em mortes violentas não classificadas como homicídios, com estimativa de 1.218 casos ocultos.

The post MG lidera alta de homicídios ocultos em 2024, aponta Atlas da Violência appeared first on Vozes do Oráculo.

]]>
Minas Gerais assumiu a liderança nacional no aumento dos chamados ‘homicídios ocultos’ em 2024, de acordo com o Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26/5). O termo se refere a mortes violentas que não foram oficialmente registradas como assassinato, mas que apresentam forte indício de terem sido homicídios.

O estudo, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostra que Minas registrou oficialmente 2.731 homicídios em 2024, número 2,3% inferior ao do ano anterior. No entanto, o estado teve um crescimento significativo nas Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI), que totalizaram 3.112 casos entre 2023 e 2024. Esses registros ocorrem quando a morte é claramente violenta — por tiros ou agressões, por exemplo —, mas não é possível determinar a intenção, se homicídio, suicídio ou acidente.

Com base em critérios estatísticos, os pesquisadores estimaram que 1.218 dessas mortes em Minas eram, de fato, homicídios que ficaram ‘ocultos’ nas estatísticas oficiais. Esse número representa uma alta de 240,2% em relação a 2023, o maior aumento do país. A metodologia leva em conta fatores como idade e sexo da vítima, local do ocorrido e instrumento utilizado para calcular a probabilidade de o caso ser um assassinato.

Quando esses homicídios estimados são somados aos oficialmente registrados, Minas passa de 2.731 para 3.949 homicídios em 2024. Nesse cenário, o estado deixa de apresentar queda e passa a registrar um aumento de 25,2% nas mortes, também o maior crescimento do Brasil, conforme o Atlas.

O estudo aponta duas hipóteses principais para o ‘mascaramento’ do aumento dos homicídios em Minas: falhas na troca de informações entre os sistemas da Saúde e da Segurança Pública e dificuldade das polícias em esclarecer a motivação de parte das mortes violentas. Com isso, assassinatos podem acabar sendo classificados apenas como mortes violentas sem causa definida.

Fonte: Metrópoles

The post MG lidera alta de homicídios ocultos em 2024, aponta Atlas da Violência appeared first on Vozes do Oráculo.

]]>
https://vozesdooraculo.com.br/mg-lidera-alta-de-homicidios-ocultos-em-2024-aponta-atlas-da-violencia/feed/ 0
Homicídios caem no país, mas subnotificação e alta das mortes no Norte e Nordeste são desafio, aponta Atlas https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-caem-no-pais-mas-subnotificacao-e-alta-das-mortes-no-norte-e-nordeste-sao-desafio-aponta/ https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-caem-no-pais-mas-subnotificacao-e-alta-das-mortes-no-norte-e-nordeste-sao-desafio-aponta/#respond Tue, 26 May 2026 14:18:14 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-caem-no-pais-mas-subnotificacao-e-alta-das-mortes-no-norte-e-nordeste-sao-desafio-aponta/ Brasil registrou 42.590 homicídios em 2024, menor patamar desde 2014, mas Norte e Nordeste concentram as maiores taxas.

The post Homicídios caem no país, mas subnotificação e alta das mortes no Norte e Nordeste são desafio, aponta Atlas appeared first on Vozes do Oráculo.

]]>
Dados oficiais da área da saúde mostram que o Brasil viu o número de homicídios registrados em 2024 reduzir 7,4% em relação ao ano anterior, segundo o Atlas da Violência, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) nesta terça-feira. Em 2024, foram contabilizados oficialmente 42.590 homicídios em todo o país, representando uma taxa de 20,1 casos por 100 mil habitantes. Trata-se do menor patamar desde 2014.

Leia mais: Professores da USP aprovam paralisação por valorização salarial e em apoio aos estudantes em greve

Brasil: Homem morre após ter carro partido ao meio em colisão com carreta na BR 116

Apesar da queda, que segue uma tendência já vista nos últimos anos, o Atlas da Violência elenca a subnotificação e o elevado número de mortes em municípios de Norte e Nordeste como desafios. As maiores taxas de homicídio concentram-se no Amapá, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Ceará. Dezessete dos 20 municípios mais violentos com mais de 100 mil habitantes estão no Nordeste, enquanto as 20 cidades menos violentas encontram-se exclusivamente no Sul e Sudeste.

Veja aqui as taxas de homicídios por 100 mil habitantes por estado Reprodução

Um dos fatores que contribui para a disparidade é demográfico. As regiões mais violentas são as que mantém uma proporção maior de jovens, recorte da população que tende a estar mais envolvido, seja como vítima ou perpetrador, nos homicídios. Esse, no entanto, não é o único fator, com as movimentações recentes do crime organizado, cada vez mais presente no interior do país, tendo peso relevante.

— O que explica isso é o processo de interiorização das facções, com o surgimento de grupos locais que não tem uma organização como a do Primeiro Comando da Capital (PCC), que não olham o lucro, mas o controle do território — explica Daniel Cerqueira, um dos coordenadores do levantamento — São jovens que querem se firmar e se firmam pela violência.

O pesquisador atribui a queda no número total de homicídios a uma série de fatores, como o aprimoramento das iniciativas de segurança pública, além do envelhecimento da população. Ele também destaca o arrefecimento do confronto entre PCC e Comando Vermelho (CV) pelo controle de rotas de tráfico, que atingiu o auge entre 2016 e 2017. Segundo Cerqueira, a sensação de insegurança da população, por outro lado, aumenta. Esse desencontro seria explicado pelo destaque dado à pauta da criminalidade no debate público, o que se soma à mudanças na dinâmica criminal.

— Antes as pessoas tinham medo de serem roubadas. Hoje, seguem com esse medo, mas também passaram a temer sofrer uma fraude — diz Cerqueira, citando o aumento de estelionatos virtuais identificado em outros estudos, como as edições mais recentes do Anuário da Segurança Pública, feito pelo FBSP — Outro aspecto é a transformação da governança criminal, com grupos fazendo controle territorial. É algo que acontece há muito tempo no Rio, mas está se espalhando pelo Brasil.

Outro fator que é fonte de preocupação são os chamados homicídios ocultos. Tratam-se das ocorrências fatais que o Estado não consegue identificar se foram causadas por um acidente, suicídio ou homicídio. Essas mortes são classificadas como Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCIs). Uma metodologia desenvolvida pelos pesquisadores do Ipea permite calcular quais delas devem ser os assassinatos. Os dados indicam que entre 2023 e 2024 os homicídios ocultos aumentaram 88,6%, indo de 3.755 para 7.083. A taxa, por sua vez, subiu de 1,8 para 3,3 a cada 100 mil habitantes. Entre 2014 e 2014 foram 55.212 homicídios ocultos. Na avaliação do Atlas, a piora na qualidade da informação pode estar criando um “ponto cego estatístico”.

— O modelo estatístico de aprendizado de máquina calcula a probabildade de ser homicídio ou não a partir das características da pessoa e das circunstancias— explica Cerqueira, que acrescenta — Por que existe as MVCIs? A primeira razão tem relação com a falta de compartilhamento de informação entre a polícia e o sistema de Saúde. Em geral, por um problema de gestão ou normativo que cria dificuldades. Outra possível explicação é que a polícia não consegue identificar a causa da morte.

Abaixo, pesquise a sua cidade e veja os dados de homicídio registrados nela em 2024.

Violência alta contra mulheres, negros e população LGBT+

O Atlas da Violência aponta ainda para uma redução geral nos homicídios contra mulheres ao longo da última década, com uma queda de 27,7% entre 2014 e 2024. Apesar disso, o Ipea e o FBSP destacam que a redução é puxada pela morte de mulheres fora do ambiente doméstico. Quando os pesquisadores analisaram as mortes ocorridas dentro da casa, encontraram um cenário de estabilidade. No mesmo intervalo de dez anos, a taxa de homicídios ocorridos nessas circunstâncias mudou pouco, variando de 1,25 para 1,18.

— É uma estabilidade inaceitável. O grande problema é que a raiz dessas violências é cultural. É a cultura do patriarcado, que coloca a mulher como inferior e pertencente ao marido. Isso não muda de uma hora para a outra — diz Cerqueira.

A violência contra pessoas negras também mantém-se em um patamar elevado. Em 2024, 32.820 mil foram vítimas de homicídios. É o equivalente a uma média de 89,9% assassinatos por dia. A taxa de homicídios entre negros é 170,3% superior à de não negros. A disparidade também se manifesta ao se analisar a violência letal contra mulheres negras, que apresenta uma taxa 66,7% superior à das mulheres não negras.

Os autores do levantamento apontam que o estado brasileiro falha ao registrar de forma sistemática os casos de violência contra a população LGBTQ+, o que gera uma “invisibilidade institucional”. Segundo os dados do Atlas, as notificações de violência contra homossexuais e bissexuais aumentaram 5,5%, chegando a 10.250 registros. Já nas notificações de violência contra pessoas transexuais e travestis cresceu 2,5%, com 5.575 ocorrências contabilizadas.

Entre outros números destacados pelo levantamento, o Atlas da Violência registrou 27.210 mortes por agressão que não foram considerados homicídios dolosos, mas sim lesões corporais seguidas de morte ou outras causas violentas. O estudo também aponta que a taxa de homicídios no Brasil é 6,3 vezes maior que a média mundial e que, se considerados os homicídios ocultos, a taxa real pode chegar a 23,4 por 100 mil habitantes.

Fonte: O GLOBO

The post Homicídios caem no país, mas subnotificação e alta das mortes no Norte e Nordeste são desafio, aponta Atlas appeared first on Vozes do Oráculo.

]]>
https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-caem-no-pais-mas-subnotificacao-e-alta-das-mortes-no-norte-e-nordeste-sao-desafio-aponta/feed/ 0
Homicídios caem 7,4% no Brasil em 2024, mas Norte e Nordeste ainda concentram violência https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-caem-74-no-brasil-em-2024-mas-norte-e-nordeste-ainda-concentram-violencia/ https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-caem-74-no-brasil-em-2024-mas-norte-e-nordeste-ainda-concentram-violencia/#respond Tue, 26 May 2026 14:16:49 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-caem-74-no-brasil-em-2024-mas-norte-e-nordeste-ainda-concentram-violencia/ Atlas da Violência aponta queda para menor patamar desde 2014, mas subnotificação e alta de mortes em estados do Norte e Nordeste preocupam.

The post Homicídios caem 7,4% no Brasil em 2024, mas Norte e Nordeste ainda concentram violência appeared first on Vozes do Oráculo.

]]>
Dados oficiais do Sistema de Informações sobre Mortalidade mostram que o Brasil registrou 42.590 homicídios em 2024, uma redução de 7,4% em relação a 2023. A taxa de homicídios ficou em 20,1 por 100 mil habitantes, o menor índice desde 2014. O Atlas da Violência, divulgado nesta terça-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), indica que a tendência de queda observada nos últimos anos se manteve, mas alerta para desafios como a subnotificação e a concentração de mortes no Norte e Nordeste.

As maiores taxas de homicídio estão nos estados do Amapá, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Ceará. Das 20 cidades mais violentas com mais de 100 mil habitantes, 17 estão no Nordeste. Já as 20 menos violentas ficam exclusivamente no Sul e Sudeste. Um dos motivos para essa disparidade é demográfico: as regiões mais violentas têm proporção maior de jovens, faixa etária mais envolvida em homicídios como vítimas ou autores. Além disso, a interiorização do crime organizado e o surgimento de grupos locais, que priorizam o controle territorial em vez do lucro, têm peso relevante.

Daniel Cerqueira, um dos coordenadores do levantamento, explica que a interiorização das facções, como grupos sem a estrutura do Primeiro Comando da Capital (PCC), leva a disputas violentas por território. Ele atribui a queda geral dos homicídios a fatores como o aprimoramento das políticas de segurança pública, o envelhecimento populacional e o arrefecimento do confronto entre PCC e Comando Vermelho (CV) pelo controle de rotas de tráfico, que atingiu o auge entre 2016 e 2017.

Apesar da redução, Cerqueira observa que a sensação de insegurança da população aumentou. Isso ocorre porque a pauta da criminalidade ganhou destaque no debate público e a dinâmica criminal mudou: antes o medo era de roubo, hoje soma-se o temor de fraudes, como estelionatos virtuais, e a preocupação com o controle territorial exercido por grupos criminosos, fenômeno que se espalha pelo Brasil.

Outro ponto de atenção são os homicídios ocultos, mortes classificadas como Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCIs) pelo Estado. Uma metodologia do Ipea estima quantas dessas mortes são, na verdade, assassinatos. Entre 2023 e 2024, os homicídios ocultos subiram 88,6%, de 3.755 para 7.083, elevando a taxa de 1,8 para 3,3 por 100 mil habitantes. De 2014 a 2024, foram 55.212 casos. O Atlas alerta para um possível ‘ponto cego estatístico’ causado pela piora na qualidade da informação.

Cerqueira explica que as MVCIs podem ocorrer por falta de compartilhamento de dados entre polícia e sistema de Saúde, seja por problemas de gestão ou normativos, ou porque a polícia não consegue determinar a causa da morte. O modelo estatístico de aprendizado de máquina calcula a probabilidade de ser homicídio com base nas características da vítima e das circunstâncias.

O Atlas também revela que a violência contra mulheres caiu 27,7% entre 2014 e 2024, mas a redução se deve principalmente a mortes fora do ambiente doméstico. Nos homicídios ocorridos dentro de casa, a taxa se manteve estável, passando de 1,25 para 1,18 por 100 mil habitantes. Cerqueira classifica essa estabilidade como ‘inaceitável’ e a atribui a raízes culturais do patriarcado, que trata a mulher como inferior e propriedade do marido.

A violência contra negros permanece em patamar elevado: em 2024, 32.820 pessoas negras foram vítimas de homicídios, média de 89,9 por dia. A taxa de homicídios entre negros é 170,3% maior que a de não negros. Entre mulheres negras, a taxa é 66,7% superior à de mulheres não negras. O levantamento critica a falta de registro sistemático de violência contra a população LGBTQ+ pelo Estado, gerando ‘invisibilidade institucional’. As notificações de violência contra homossexuais e bissexuais cresceram 5,5%, para 10.250 casos, e contra transexuais e travestis subiram 2,5%, totalizando 5.575 ocorrências.

Fonte: O GLOBO

The post Homicídios caem 7,4% no Brasil em 2024, mas Norte e Nordeste ainda concentram violência appeared first on Vozes do Oráculo.

]]>
https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-caem-74-no-brasil-em-2024-mas-norte-e-nordeste-ainda-concentram-violencia/feed/ 0