ONU Archives - Vozes do Oráculo https://vozesdooraculo.com.br/tag/onu/ Revelando os Fatos! Tue, 26 May 2026 14:50:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.4 https://vozesdooraculo.com.br/wp-content/uploads/2026/05/favicon-150x150.png ONU Archives - Vozes do Oráculo https://vozesdooraculo.com.br/tag/onu/ 32 32 Brasil atinge nível muito alto de desenvolvimento humano, mas desigualdades persistem https://vozesdooraculo.com.br/brasil-atinge-nivel-muito-alto-de-desenvolvimento-humano-mas-desigualdades-persistem/ https://vozesdooraculo.com.br/brasil-atinge-nivel-muito-alto-de-desenvolvimento-humano-mas-desigualdades-persistem/#respond Tue, 26 May 2026 14:50:33 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/brasil-atinge-nivel-muito-alto-de-desenvolvimento-humano-mas-desigualdades-persistem/ Relatório da ONU mostra que Brasil alcançou IDHM de 0,805, porém desigualdades de gênero, raça e região continuam profundas.

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O Brasil atingiu o ponto mais alto de seu desenvolvimento humano, mas ainda enfrenta elevadas disparidades sociais. A constatação é de um relatório divulgado nesta terça-feira (26) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) avalia a qualidade de vida nos municípios brasileiros com base em três indicadores: educação, longevidade (saúde) e renda. A escala vai de 0,000 a 1,000, sendo que valores mais próximos de 1 indicam maior desenvolvimento. O IDHM é dividido em cinco faixas: muito baixo (0,000 a 0,499), baixo (0,500 a 0,599), médio (0,600 a 0,699), alto (0,700 a 0,799) e muito alto (0,800 a 1,000).

O relatório Radar IDHM: Evolução do IDHM e de seus componentes – Período de 2012 a 2024, elaborado em parceria com o IBGE e a Fundação João Pinheiro, analisa o Brasil nos últimos 13 anos. Em 2024, o país ingressou pela primeira vez no grupo de nações com desenvolvimento humano muito alto, registrando IDHM de 0,805. Com isso, o Brasil se junta a outros 74 países, como Noruega, Suíça, Alemanha e Estados Unidos.

De acordo com o documento, o IDHM brasileiro subiu de 0,744 em 2012 (alto) para 0,805 em 2024, um incremento de 0,061 ponto. O crescimento foi praticamente contínuo no período, com exceção de uma queda nos anos de 2020 e 2021 devido à pandemia de Covid-19.

Apesar do avanço, o país mantém altos níveis de desigualdade quando os dados são examinados separadamente. Se considerado o IDHM Ajustado à Desigualdade (IDHMAD), o Brasil recua para a faixa de médio desenvolvimento humano, com índice de 0,641.

Homens alcançaram IDHM de 0,802 em 2024 (muito alto), enquanto mulheres ficaram em 0,798 (alto). As disparidades raciais também são evidentes: brancos registraram IDHM de 0,851 (muito alto), contra 0,774 (alto) da população negra.

“A marcante desigualdade racial no Brasil é evidenciada pelos diferentes patamares alcançados entre a população negra e a população branca”, afirma trecho do relatório. “A primeira está sempre uma faixa abaixo de desenvolvimento humano em relação à segunda.”

As diferenças entre unidades da Federação são igualmente expressivas. O Distrito Federal lidera o ranking nacional de IDHM, com expectativa de vida de 79,75 anos. Já no Amapá (quinto menor IDHM), a expectativa é de 74,32 anos. No DF, 83,38% dos maiores de 18 anos têm ensino fundamental completo; na Paraíba (sétimo menor IDHM), o índice é de apenas 59,14%.

A renda domiciliar per capita também varia fortemente: no DF, chegou a R$ 1.465,10 em 2024, enquanto no Maranhão (menor IDHM do país) foi de R$ 482,46.

Fonte: Metrópoles

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América Latina enfrenta eventos climáticos extremos e perde reservas naturais, alerta ONU https://vozesdooraculo.com.br/america-latina-enfrenta-eventos-climaticos-extremos-e-perde-reservas-naturais-alerta-onu/ https://vozesdooraculo.com.br/america-latina-enfrenta-eventos-climaticos-extremos-e-perde-reservas-naturais-alerta-onu/#respond Tue, 26 May 2026 13:45:03 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/america-latina-enfrenta-eventos-climaticos-extremos-e-perde-reservas-naturais-alerta-onu/ OMM aponta que ano de 2025 foi um dos mais quentes da história na região, com impactos em saúde, água e economia.

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A América Latina e o Caribe estão passando por uma transformação climática acelerada, com ondas de calor históricas, secas prolongadas, enchentes mais intensas, furacões mais destrutivos e perda de reservas estratégicas de água. O alerta é da Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU especializada em clima, que divulgou o novo relatório sobre o Estado do Clima na América Latina e no Caribe em 2025. O documento afirma que os sinais da mudança climática já não são apenas projeções futuras, mas estão sendo registrados agora, com impactos diretos sobre saúde pública, produção de alimentos, abastecimento de água, economia e segurança das populações.

Segundo a OMM, 2025 entrou para a história como um dos anos mais quentes já registrados na região, ficando entre o quinto e o oitavo lugar na série histórica. O dado mais preocupante, no entanto, é a velocidade do aquecimento. Entre 1991 e 2025, a América do Sul aqueceu cerca de 0,26°C por década, enquanto América Central e Caribe registraram aumento médio de 0,25°C por década. O México teve o avanço mais acelerado: 0,34°C por década. Na prática, isso significa temperaturas máximas mais frequentes, secas mais severas e eventos climáticos extremos mais difíceis de prever.

Os números de 2025 mostram a magnitude dessa mudança. No México, a cidade de Mexicali registrou 52,7°C, novo recorde nacional. Em diversos países da América Central, termômetros ultrapassaram 40°C a 45°C durante sucessivas ondas de calor. Na América do Sul, o calor também atingiu níveis incomuns: o Rio de Janeiro chegou a 44°C, enquanto Mariscal Estigarribia, no Paraguai, registrou 44,8°C. Para especialistas, o calor extremo deixou de ser apenas desconforto e se tornou uma ameaça crescente à saúde pública.

A OMM estima que aproximadamente 13 mil mortes por ano estejam associadas ao calor na América Latina e Caribe, cálculo baseado em médias de 17 países entre 2012 e 2021. O relatório destaca que muitos países ainda não registram oficialmente mortes causadas pelo calor como causa principal, o que sugere que o número real pode ser significativamente maior.

Além das temperaturas elevadas, o continente enfrenta um ciclo hidrológico mais instável, alternando secas prolongadas e chuvas cada vez mais violentas. Nos últimos 50 anos, a tendência observada foi de extremos mais frequentes. Em março de 2025, enchentes no Peru e Equador afetaram mais de 110 mil pessoas. No México, inundações em outubro provocaram 83 mortes. Junho de 2025 foi o mês mais chuvoso da história mexicana. Ao mesmo tempo, o México enfrentou seca severa, que atingiu até 85% do território nacional, pressionando reservatórios e reduzindo a disponibilidade de água para agricultura.

O cenário também preocupa no Brasil. A OMM aponta aumento das chuvas intensas e inundações no sudeste da América do Sul, incluindo o sul do Brasil, Uruguai e norte da Argentina. Em contrapartida, regiões como o Nordeste brasileiro estão ficando mais secas. Na Amazônia, o comportamento climático se tornou mais irregular, com períodos secos mais longos e temporadas chuvosas mais concentradas e intensas.

Outro alerta do relatório envolve as geleiras andinas, que abastecem cerca de 90 milhões de pessoas com água para consumo humano, agricultura, geração hidrelétrica e indústria. Os dados mostram aceleração na perda de massa de gelo tanto nos Andes do sul quanto nas geleiras tropicais da Colômbia e Equador. Segundo a ONU, o risco é duplo: enquanto o gelo diminui, cresce a demanda por água, especialmente em áreas rurais com menor capacidade de adaptação, colocando em risco a segurança hídrica de parte importante do continente nas próximas décadas.

Os oceanos também apresentam sinais de esgotamento. A América Latina concentra 8,8% do litoral mundial, e o relatório mostra que o oceano continua absorvendo parte do excesso de calor e dióxido de carbono produzidos pelas atividades humanas. Como consequência, as águas estão ficando mais quentes, mais ácidas e com menos oxigênio. Em 2025, o pH superficial dos oceanos caiu para níveis recordes em áreas do Atlântico e Pacífico próximas à região. Foram registradas ondas extremas de calor marinho no Golfo do México, Mar do Caribe e na costa chilena. Em trechos do Atlântico tropical e do Caribe, o nível do mar já está subindo mais rápido que a média global.

Para a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, os sinais são claros. Segundo ela, o derretimento acelerado das geleiras, o avanço do nível do mar, a intensificação rápida de furacões, além do aumento de enchentes, secas e ondas de calor mostram que a mudança climática já está alterando profundamente a realidade da América Latina. A dirigente afirma que ainda existe espaço para reduzir impactos. Como exemplo, a ONU cita o furacão Melissa, que atingiu a Jamaica em outubro de 2025. Foi o primeiro furacão de categoria 5 registrado no país, deixando 45 mortos e prejuízos de US$ 8,8 bilhões, equivalentes a mais de 41% do PIB jamaicano. Apesar da destruição, modelos avançados de risco e planejamento antecipado permitiram reduzir perdas humanas. Para a OMM, a conclusão é direta: investir em monitoramento, alertas antecipados e adaptação climática deixou de ser uma política ambiental e passou a ser uma estratégia de proteção econômica e social.

Fonte: Jovem Pan

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América Latina enfrenta extremos climáticos e perda de geleiras, alerta ONU https://vozesdooraculo.com.br/america-latina-enfrenta-extremos-climaticos-e-perda-de-geleiras-alerta-onu/ https://vozesdooraculo.com.br/america-latina-enfrenta-extremos-climaticos-e-perda-de-geleiras-alerta-onu/#respond Tue, 26 May 2026 13:01:14 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/america-latina-enfrenta-extremos-climaticos-e-perda-de-geleiras-alerta-onu/ Relatório da OMM aponta aquecimento acelerado, eventos extremos e derretimento de geleiras na região.

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A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU especializada em clima, divulgou um novo relatório sobre o Estado do Clima na América Latina e no Caribe em 2025, alertando que a região está passando por uma transformação climática acelerada. O documento destaca ondas de calor históricas, secas prolongadas, enchentes mais intensas, furacões mais destrutivos e perda de reservas estratégicas de água. Segundo a OMM, os sinais das mudanças climáticas não são mais apenas projeções futuras: eles já são registrados atualmente, com impactos diretos na saúde pública, produção de alimentos, abastecimento de água, economia e segurança das populações.

De acordo com a OMM, 2025 foi um dos anos mais quentes já registrados na região, ficando entre o quinto e o oitavo lugar na série histórica. No entanto, o dado mais preocupante é a velocidade do aquecimento. Entre 1991 e 2025, a América do Sul aqueceu cerca de 0,26 grau Celsius por década, enquanto América Central e Caribe registraram aumento médio de 0,25 grau por década. O México apresentou o avanço mais acelerado: 0,34 grau por década. Isso se traduz em temperaturas máximas mais frequentes, secas mais severas e eventos climáticos extremos mais difíceis de prever.

Os números de 2025 ilustram a magnitude das mudanças. No México, a cidade de Mexicali atingiu 52,7°C, estabelecendo um novo recorde nacional. Em diversos países da América Central, os termômetros ultrapassaram 40°C a 45°C durante sucessivas ondas de calor. Na América do Sul, o calor também atingiu níveis incomuns: o Rio de Janeiro chegou a 44°C, enquanto Mariscal Estigarribia, no Paraguai, registrou 44,8°C. Para especialistas, o calor extremo deixou de ser apenas desconforto e passou a ser uma ameaça crescente à saúde pública.

A OMM estima que aproximadamente 13 mil mortes por ano estejam associadas ao calor na América Latina e Caribe, cálculo baseado em médias de 17 países entre 2012 e 2021. No entanto, o relatório destaca um problema adicional: muitos países ainda não registram oficialmente mortes causadas pelo calor como causa principal, o que pode significar que o número real é significativamente maior.

Além das temperaturas elevadas, o continente enfrenta um ciclo hidrológico mais instável, alternando secas prolongadas e chuvas cada vez mais violentas. Nos últimos 50 anos, a tendência observada foi de extremos mais frequentes. Em algumas áreas chove demais; em outras, quase não chove. Em março de 2025, enchentes atingiram Peru e Equador, afetando mais de 110 mil pessoas. No México, inundações em outubro provocaram 83 mortes. Junho de 2025 entrou para os registros como o mês mais chuvoso da história mexicana. Ao mesmo tempo, o próprio México enfrentou seca severa: em seu pico, o fenômeno atingiu até 85% do território nacional, pressionando reservatórios e reduzindo a disponibilidade de água para agricultura.

O cenário também preocupa no Brasil. A OMM aponta aumento das chuvas intensas e das inundações no sudeste da América do Sul, incluindo o sul do Brasil, Uruguai e norte da Argentina. Em contrapartida, regiões como o Nordeste brasileiro estão ficando mais secas. Na Amazônia, o comportamento climático se tornou mais irregular, com períodos secos mais longos e temporadas chuvosas mais concentradas e intensas.

Outro alerta do relatório envolve um recurso pouco visível, mas fundamental para milhões de pessoas: as geleiras andinas. Essas formações de gelo abastecem cerca de 90 milhões de habitantes com água para consumo humano, agricultura, geração hidrelétrica e indústria. Os dados mostram aceleração na perda de massa de gelo tanto nos Andes do sul quanto nas geleiras tropicais de países como Colômbia e Equador. Segundo a ONU, o risco é duplo: enquanto o gelo diminui, cresce a demanda por água, especialmente em áreas rurais com menor capacidade de adaptação, colocando em risco a segurança hídrica de parte importante do continente nas próximas décadas.

Os oceanos também apresentam sinais de esgotamento. A América Latina concentra 8,8% do litoral mundial, e o relatório mostra que o oceano continua absorvendo parte do excesso de calor e do dióxido de carbono produzidos pelas atividades humanas. Como consequência, as águas estão ficando mais quentes, mais ácidas e com menos oxigênio. Em 2025, o pH superficial dos oceanos caiu para níveis recordes em áreas do Atlântico e Pacífico próximas à região. Também foram registradas ondas extremas de calor marinho no Golfo do México, Mar do Caribe e na costa chilena. Além disso, em trechos do Atlântico tropical e do Caribe, o nível do mar já está subindo mais rápido que a média global.

Para a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, os sinais são claros. Segundo ela, o derretimento acelerado das geleiras, o avanço do nível do mar, a intensificação rápida de furacões, além do aumento de enchentes, secas e ondas de calor mostram que a mudança climática já está alterando profundamente a realidade da América Latina. No entanto, a dirigente afirma que ainda existe espaço para reduzir impactos. Como exemplo, a ONU cita o furacão Melissa, que atingiu a Jamaica em outubro de 2025. Foi o primeiro furacão de categoria 5 já registrado a alcançar o país. O desastre deixou 45 mortos e prejuízos estimados em US$ 8,8 bilhões – equivalente a mais de 41% do PIB jamaicano. Mesmo assim, modelos avançados de risco e planejamento antecipado permitiram reduzir perdas humanas. Para a OMM, a conclusão é direta: investir em monitoramento, alertas antecipados e adaptação climática deixou de ser uma política ambiental e passou a ser uma estratégia de proteção econômica e social.

Fonte: Jovem Pan

The post América Latina enfrenta extremos climáticos e perda de geleiras, alerta ONU appeared first on Vozes do Oráculo.

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