Pantanal Archives - Vozes do Oráculo https://vozesdooraculo.com.br/tag/pantanal/ Revelando os Fatos! Wed, 03 Jun 2026 16:38:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.4 https://vozesdooraculo.com.br/wp-content/uploads/2026/05/favicon-150x150.png Pantanal Archives - Vozes do Oráculo https://vozesdooraculo.com.br/tag/pantanal/ 32 32 Tecnologia reprodutiva impulsiona melhoramento genético no Pantanal https://vozesdooraculo.com.br/tecnologia-reprodutiva-impulsiona-melhoramento-genetico-no-pantanal/ https://vozesdooraculo.com.br/tecnologia-reprodutiva-impulsiona-melhoramento-genetico-no-pantanal/#respond Wed, 03 Jun 2026 16:38:16 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/tecnologia-reprodutiva-impulsiona-melhoramento-genetico-no-pantanal/ Pecuária pantaneira adota genômica, IATF e FIV para acelerar ganhos genéticos sem abandonar manejo tradicional adaptado às cheias e secas.

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O setor pecuário do Pantanal está passando por uma evolução gradual ao incorporar tecnologias reprodutivas e ferramentas de melhoramento genético, mantendo as práticas tradicionais de manejo que se adaptam ao ciclo de enchentes e estiagens da região.

No centro dessa transformação está o grupo Nelore Cometa, que utiliza avaliação genômica, Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e Fertilização In Vitro (FIV) para acelerar o progresso genético do rebanho, respeitando as particularidades ambientais de um dos biomas mais complexos do país.

A genômica tem sido um pilar fundamental do programa de melhoramento genético do Nelore Cometa. A técnica permite identificar com maior precisão os animais de melhor desempenho produtivo ainda jovens, aumentando a confiabilidade das escolhas para reprodução.

Segundo o zootecnista Fábio Eduardo Ferreira, técnico de campo da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, o rebanho foi um dos primeiros a adotar a avaliação genômica na região. Ele afirma que a tecnologia elevou a acurácia das estimativas genéticas, possibilitando decisões mais certeiras sobre quais animais devem ser multiplicados e quais devem ser descartados, acelerando o ganho genético.

Além da genômica, o sistema produtivo emprega IATF e FIV para concentrar os nascimentos e ampliar a disseminação de genética superior. Essa estratégia permite antecipar a estação de parto para os meses de agosto a outubro, facilitando o manejo dos bezerros antes do período de cheia.

O produtor Francis Maris Cruz ressalta que a pecuária no Pantanal exige adaptação constante às condições naturais, em vez de confronto com o ambiente. Ele destaca que a atividade é estruturada para conviver com o regime de águas da região, respeitando os períodos de cheia e seca e ajustando o manejo conforme a dinâmica do território.

No sistema adotado, os bezerros são desmamados precocemente entre janeiro e fevereiro, antes da intensificação das enchentes. Após essa fase, os animais jovens são transferidos para áreas mais altas ou outras propriedades da operação, garantindo melhores condições de desenvolvimento.

As fêmeas seguem etapas de reprodução e desenvolvimento em fazendas fora da área mais impactada pelas cheias, enquanto os machos são direcionados a sistemas específicos de recria e terminação. Essa estratégia mantém a produtividade mesmo em um ambiente de alta complexidade climática e logística, característica do bioma pantaneiro.

O programa de melhoramento também prioriza características como rusticidade, fertilidade e capacidade de adaptação às condições adversas do Pantanal. O uso de sêmen de touros geneticamente superiores e reprodutores selecionados em centrais de inseminação faz parte da estratégia para elevar o padrão do rebanho.

A combinação entre biotecnologias reprodutivas e manejo tradicional reforça a busca por animais mais eficientes e adaptados às condições locais, sem perder a identidade da pecuária regional. Ao integrar genômica, IATF, FIV e manejo adaptado ao ciclo das águas, o Nelore Cometa demonstra como a pecuária no Pantanal pode evoluir tecnologicamente sem abandonar suas bases tradicionais.

O modelo adotado mostra que o avanço genético pode ocorrer em sintonia com o ambiente, respeitando o regime natural das cheias e secas e fortalecendo a produção em um dos ecossistemas mais exigentes da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Desmatamento no Brasil cai 20,6% em 2025 e fica abaixo de 1 milhão de hectares pela primeira vez desde 2019 https://vozesdooraculo.com.br/desmatamento-no-brasil-cai-206-em-2025-e-fica-abaixo-de-1-milhao-de-hectares-pela-primeira-vez-desde/ https://vozesdooraculo.com.br/desmatamento-no-brasil-cai-206-em-2025-e-fica-abaixo-de-1-milhao-de-hectares-pela-primeira-vez-desde/#respond Wed, 27 May 2026 10:05:22 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/desmatamento-no-brasil-cai-206-em-2025-e-fica-abaixo-de-1-milhao-de-hectares-pela-primeira-vez-desde/ Relatório do MapBiomas mostra redução em todos os biomas, com Pantanal liderando queda proporcional.

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O Brasil registrou em 2025 uma área desmatada de 984.794 hectares, a menor desde 2019, segundo o Relatório Anual do Desmatamento (RAD2025) do MapBiomas, divulgado nesta quarta-feira (27). O número representa uma queda de 20,6% em relação ao ano anterior. Todos os biomas nacionais apresentaram redução, com destaque para o Pantanal, que teve a maior diminuição proporcional: 48,4% menos área suprimida, totalizando 12.260 hectares perdidos. Apesar do recuo, o Cerrado segue como o bioma mais afetado, com 540.614 hectares desmatados em 2025.

Apesar da melhora, o MapBiomas alerta que a média diária de desmatamento em 2025 foi de 2.698 hectares, o equivalente a 112 hectares por hora. Em nota, a entidade comparou o ritmo à perda diária de 17 parques do Ibirapuera, o maior parque urbano de São Paulo. Nos últimos sete anos, desde o início da série histórica do MapBiomas Alerta, o Brasil perdeu mais de 10,9 milhões de hectares de vegetação nativa, área superior à do estado de Pernambuco.

Amazônia e Cerrado juntos responderam por mais de 84% de todo o desmatamento no país em 2025. O Cerrado concentrou 54,9% do total, com 540.614 hectares suprimidos, apesar de uma queda de 16,9% ante 2024. O bioma perdeu 1.482 hectares de vegetação nativa por dia. Na Amazônia, foram desmatados 289.478 hectares, redução de 23,5% em relação ao ano anterior, o que equivale a 792 hectares por dia — cerca de cinco árvores por segundo, conforme análise do MapBiomas.

Pelo terceiro ano consecutivo, as formações savânicas lideram como tipo de vegetação mais ameaçado, respondendo por 51,4% da área total desmatada. As formações florestais vieram em seguida, com 46,3%. Enquanto na Amazônia e na Mata Atlântica predominou a supressão de formações florestais, no Cerrado, na Caatinga e no Pantanal o maior impacto foi sobre as formações savânicas.

A região do Matopiba — que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia e Mato Grosso — concentrou mais de 63% do desmatamento entre os estados, sendo essas as cinco unidades federativas com maior área suprimida em 2025. No acumulado de 2019 a 2025, o Pará lidera o ranking, com mais de 2 milhões de hectares perdidos. Contudo, em 2025 o estado registrou queda de 40% em relação ao ano anterior. Maranhão, Pará e Tocantins tiveram reduções absolutas superiores a 50 mil hectares, enquanto Sergipe e Alagoas diminuíram em mais de 60%.

O MapBiomas aponta que a expansão agropecuária responde por mais de 97% de toda a perda de vegetação nativa no Brasil nos últimos sete anos. Em 2025, esse vetor foi responsável por 99% da vegetação suprimida. O desmatamento ligado ao garimpo concentrou-se na Amazônia, principalmente no Pará, com 99% da área associada a essa atividade. Já os empreendimentos de energia renovável tiveram impacto na Caatinga, que respondeu por 97% da área desmatada vinculada a esse setor. O desmatamento por expansão urbana cresceu 7% em relação a 2024, concentrado no Cerrado e na Amazônia, que juntos somaram mais de 60% da perda de vegetação nativa nessa categoria.

Dos 5.572 municípios brasileiros, 2.932 (mais da metade) tiveram ao menos um evento de desmatamento validado em 2025. Pela primeira vez na série histórica, Canto do Buriti, no Piauí, lidera o ranking, com 20.877 hectares suprimidos. Localizado na Caatinga, o município também registrou o maior evento isolado de desmatamento no ano: 20.834 hectares. A média diária no município foi de 57,2 hectares, o equivalente a cerca de 80 campos de futebol por dia. Os dez municípios com maior área desmatada somaram 15% do total nacional, sendo que oito deles estão no Matopiba, região que responde por 40% da perda de vegetação nativa do país e 70% do desmatamento no Cerrado.

Unidades de Conservação (UCs) e Terras Indígenas permanecem como as áreas mais preservadas, segundo o MapBiomas. Em 2025, foram desmatados 46.257 hectares dentro de UCs, uma redução de 21,4% em relação ao ano anterior. Nas UCs de Proteção Integral — modalidade com maior grau de preservação — a queda foi de 55,8%, com 2.034 hectares suprimidos. O Cerrado responde por 43,5% do desmatamento em UCs, sendo 97% dessa área em Áreas de Proteção Ambiental (APAs), que permitem uso sustentável. A APA do Rio Preto, na Bahia, teve 7.701 hectares desmatados em 2025, um aumento de 44% em relação a 2024, tornando-se a UC com maior área suprimida no país.

Fonte: Agência Brasil

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