Na sessão ordinária desta quarta-feira (1º) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), os deputados abordaram o Plano Safra, a entrega de novas viaturas para a Polícia Civil, a situação do Morro dos Cavalos e as operações do Gaeco em Blumenau.
O deputado Neodi Saretta (PT) comentou sobre o lançamento do Plano Safra 2026/2027, ocorrido na terça-feira (30). Segundo ele, serão R$ 622,4 bilhões destinados ao financiamento da próxima safra brasileira, sendo R$ 525 bilhões para o agronegócio e R$ 97,3 bilhões para a agricultura familiar. “Existe uma narrativa falsa de que o governo federal é contra o agro, mas os números mostram o oposto”, afirmou. “O governo federal demonstra com ações concretas que reconhece a importância desse setor.” O parlamentar destacou o aumento dos recursos para a agricultura familiar, que produz a maior parte dos alimentos consumidos no país, e para o agronegócio, que coloca o Brasil em destaque mundial. “Ambos são fundamentais para o desenvolvimento nacional. É possível incentivar quem exporta e gera riqueza ao mesmo tempo que se incentiva quem produz os alimentos que chegam às mesas dos brasileiros.”
Mauricio Eskudlark (PL) utilizou um vídeo produzido com inteligência artificial para destacar a entrega de 65 novas viaturas para a Polícia Civil, realizada na terça-feira. Por meio de emendas de sua autoria, ele destinou seis veículos para as regiões de Balneário Camboriú, Rio do Sul, Itajaí, Araranguá e Santa Cecília. “Isso significa mais agilidade no atendimento à população e mais segurança para quem arrisca a vida todos os dias para proteger os catarinenses”, disse. O deputado também mencionou a criação de uma delegacia especializada em repressão à lavagem de dinheiro e recuperação de ativos, com o objetivo de combater o crime organizado no estado.
Mário Motta (PSD) apresentou inconsistências apontadas pela Controladoria-Geral da União (CGU) na manutenção do Morro dos Cavalos, trecho da BR-101 na Grande Florianópolis. A manifestação da CGU ocorreu após questionamentos feitos por seu mandato, depois do deslizamento que interditou o local em 2024. Segundo a CGU, tanto a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) quanto a Arteris Litoral Sul, concessionária da rodovia, não cumpriram adequadamente suas obrigações. A ANTT falhou na fiscalização, enquanto a concessionária não propôs obras preventivas e teve deficiências no monitoramento das encostas. “Os deslizamentos de 2022 e 2024 não foram apenas por causa da chuva, mas por falhas no monitoramento e na execução de obras preventivas”, afirmou o deputado, que pretende entrar com representação na CGU para impedir que os custos de recuperação do deslizamento de 2024 sejam repassados ao preço do pedágio.
Ivan Naatz (PL) comentou sobre as operações do Gaeco em Blumenau que investigam contratos da prefeitura na gestão anterior. O deputado destacou que as investigações resultaram no bloqueio de mais de R$ 54 milhões que teriam sido desviados dos cofres municipais. “Toda a comunidade de Blumenau está perplexa e impactada com a roubalheira”, disse. “Esperamos que essas pessoas que roubaram nossa cidade, que a colocaram no lamaçal da corrupção, paguem pelos crimes que cometeram.” Naatz questionou por que ninguém foi preso até agora. Ele observou que, além dos desvios de recursos, obras e serviços públicos da prefeitura estão comprometidos, pois há empresas com contas bloqueadas. “A sociedade já perdeu o dinheiro, e agora perde em serviço, em qualidade, em atendimento.”
Fonte: Assembleia SC








