DESENVOLVIMENTOAlagoas, Piauí e Rio Grande do Norte lideram crescimento do IDHM no Brasil

O Radar Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM), divulgado nesta terça-feira pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) em parceria com IBGE e Fundação João Pinheiro, aponta que Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte foram os estados com maior crescimento do indicador entre 2012 e 2024. O levantamento considera renda, longevidade e educação para calcular o índice, que varia de 0 a 1 — quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento.

Apesar do avanço dos estados nordestinos, as disparidades entre as regiões brasileiras permaneceram. O IDHM nacional saltou de 0,744 em 2012 para 0,805 em 2024, colocando o país pela primeira vez no grupo de nações com desenvolvimento humano muito alto. Entre as 27 unidades da federação, 10 atingiram o patamar mais elevado (0,8 a 1), enquanto as demais se enquadraram na faixa de alto desenvolvimento (0,7 a 0,799).

Nove UFs superaram a média nacional: todas do Sul (Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina) e Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais), além de Mato Grosso e Goiás. O Distrito Federal lidera o ranking com 0,866, seguido por São Paulo (0,838) e Santa Catarina (0,833). Na ponta oposta estão Acre (0,754), Alagoas (0,746) e Maranhão (0,745). Piauí ocupa a 20ª posição (0,764) e Rio Grande do Norte a 16ª (0,778).

Os três subíndices do IDHM — renda, educação e longevidade — cresceram no período, embora com oscilações. A educação teve a maior evolução, com taxa média anual de 1,35%. O indicador de escolaridade (proporção de pessoas com 18 anos ou mais com ensino fundamental completo) subiu de 59,53% para 71,38%, com o Distrito Federal no topo (83,38%) e a Paraíba na base (59,14%).

A longevidade, medida pela esperança de vida ao nascer, teve crescimento interrompido por quedas em 2020 e 2021 devido à pandemia, retomando alta a partir de 2022, mas com nova redução em 2024. O menor valor é do Amapá (74,32 anos) e o maior do Distrito Federal (79,75 anos). Já a renda domiciliar per capita apresentou altos e baixos, com recuos em 2015, 2016, 2020 e 2021 — neste último ano, ficou abaixo do nível de 2012. A melhora na renda veio acompanhada de redução na vulnerabilidade à pobreza (taxa anual de -3,46%) e no Índice de Gini (-0,54% ao ano).

Fonte: O GLOBO

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