A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) recebe, a partir desta quinta-feira (11), o 31º Encontro Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Enapa 2026). O evento, que ocorre no Auditório Antonieta de Barros e segue até sábado (13), é considerado um dos mais relevantes do país sobre adoção e convivência familiar e comunitária.
O Enapa 2026 reúne profissionais que atuam na garantia de direitos de crianças e adolescentes, famílias que já adotaram, pessoas interessadas em adotar, pesquisadores, gestores públicos e representantes de organizações civis de todas as regiões brasileiras. O tema central deste ano é “Adoção e proteção integral: afeto e construção de vínculos para uma cultura de pertencimento.”
A programação inclui palestras, rodas de conversa, mesas redondas, workshops, relatos de famílias adotivas e apresentações culturais. Entre os assuntos debatidos estão a convivência familiar, os desafios do ambiente digital, a adoção internacional e a adoção de pessoas com deficiência. O cronograma completo pode ser acessado no site oficial do encontro, e a transmissão ao vivo está disponível no canal da Alesc no Youtube.
Segundo Themis Durante, presidente do Hope House — instituto de Florianópolis que organiza o Enapa em parceria com a Comissão de Direito da Criança e do Adolescente da OAB/SC —, é fundamental trazer essa discussão para Santa Catarina. “O estado tem levantado essa pauta, mas precisamos fortalecer toda a rede envolvida”, afirmou. Edelvan Jesus da Conceição, presidente da comissão da OAB/SC, complementou: “Necessitamos mobilizar mais, falar mais sobre adoção e acolhimento. Vemos situações complicadas nos serviços de acolhimento, e é preciso fortalecer as equipes e o financiamento.” Ele defendeu a união de todos os órgãos ligados à adoção em Santa Catarina para formar um pacto e colocar o tema em destaque.
O evento é organizado pela Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Angaad). Jussara Marra, presidente da entidade e mãe de Dudu há 12 anos, destacou que a adoção é a única alternativa para muitas crianças e adolescentes. “Não estamos aqui trabalhando pela Jussara, que quer ser mãe do Dudu, mas pelo Dudu, que quer ser filho de alguém”, disse. Ela ressaltou que a adoção é irrevogável, definitiva e representa a constituição de uma família, que não deve ser desfeita.
Fonte: Assembleia SC






