POLÍTICAAudiência pública na Serra Catarinense debate avanços e desafios do bem-estar animal

Na noite de quinta-feira (11), a cidade de Lages foi palco de uma audiência pública dedicada à discussão sobre proteção e bem-estar animal. O evento teve como foco principal a castração aliada à microchipagem como ferramenta essencial para controlar a população de cães e gatos, além de incentivar a guarda responsável. A iniciativa partiu da Comissão de Proteção, Defesa e Bem-Estar Animal da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em parceria com a Escola do Legislativo, e ocorreu na Câmara de Vereadores do município.

A audiência foi proposta pelo deputado Marcius Machado (PL) e contou com a presença de integrantes do poder público, organizações de defesa animal, ativistas e cidadãos comuns. O ciclo de debates está percorrendo diversas regiões catarinenses para coletar informações sobre a situação local e mapear as maiores dificuldades enfrentadas por associações e protetores independentes.

Este encontro faz parte de uma série de sete discussões previstas para 2026, cuja finalidade é captar demandas regionais e reunir sugestões para fortalecer políticas públicas direcionadas à causa animal. Durante o evento, o deputado Marcius Machado destacou a continuidade do programa “Pet Levado a Sério”, focado na castração de cães e gatos. Ele informou que, em seu mandato anterior, aproximadamente 3 mil animais foram submetidos ao procedimento, e que no atual mandato esse número já ultrapassa 6 mil cirurgias.

Além de mencionar programas e leis voltados ao bem-estar animal, o parlamentar enfatizou que a iniciativa promove a troca de experiências e conhecimentos técnicos, jurídicos e institucionais, reforçando a colaboração entre diferentes atores. Segundo ele, o objetivo da audiência é levar as reivindicações da comunidade para a comissão e para a Assembleia Legislativa, visando à criação de políticas públicas efetivas em prol da proteção animal.

A representante da Associação Lageana de Proteção Animal (Alfa), Letícia Scopel, ressaltou a relevância da audiência para debater políticas voltadas à causa, especialmente a expansão dos programas de castração. Para ela, a castração é o principal recurso para diminuir o abandono e controlar a população de animais em situação de rua. Letícia observou que as entidades de proteção realizam feiras de adoção e trabalham em conjunto com o poder público, mas encontram dificuldades na oferta de lares temporários e definitivos.

A ativista citou estudos indicando que a castração de cerca de 70% dos animais de rua pode contribuir significativamente para o controle populacional. Ela também reforçou a necessidade de apoio de parlamentares e do poder público para intensificar as ações de proteção animal e conter o crescimento do número de animais abandonados.

Janice, coordenadora de Bem-Estar Animal de Lages, enfatizou a importância da castração para controlar a população animal no município. Segundo ela, o procedimento é a principal estratégia para evitar a proliferação de cães e gatos abandonados. Janice afirmou que, desde o início da gestão da prefeita Carmen Zanotto, a cidade ampliou os investimentos na área. Em 2025, foram realizadas 4.069 castrações de cães e gatos, entre machos e fêmeas, e neste ano o número já se aproxima de 3 mil procedimentos. Ela destacou que, embora o bem-estar animal envolva um conjunto de ações, a castração continua sendo a prioridade nas políticas públicas do setor.

Fonte: Assembleia SC

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