O piloto Hélio Castroneves dedicou sua coluna semanal à 110ª edição das 500 Milhas de Indianápolis, realizada no último domingo (24), descrevendo a prova como uma verdadeira montanha-russa de sentimentos. A tão esperada quinta vitória pessoal na competição não aconteceu — assim como nos anos de 2022, 2023, 2024 e 2025 —, mas ele encara o resultado com naturalidade e afirma que continuará tentando. O grande destaque, no entanto, foi a celebração inédita: pela primeira vez na carreira, Castroneves pôde comemorar o triunfo da equipe da qual é sócio, a Meyer Shank Racing.
Neste domingo (31), Castroneves está em Detroit para o Chevrolet Detroit Grand Prix, válido como a oitava etapa do NTT IndyCar Series, disputado nas ruas do centro da maior cidade do estado de Michigan. É a primeira corrida do campeonato após a Indy 500. O piloto não esconde a emoção ao relembrar a prova: apesar da frustração de ver o sonho do quinto título escapar por detalhes, falta-lhe palavras para descrever a alegria de ver a equipe da qual se tornou sócio em 2024 vencer justamente em Indianápolis.
Um dado curioso é que a Meyer Shank Racing possui apenas duas vitórias na IndyCar até o momento, e ambas foram conquistadas em Indianápolis. A primeira ocorreu em 2021, com o próprio Castroneves como piloto; a segunda veio agora, com Felix Rosenqvist, marcando a primeira vitória da equipe desde que o brasileiro se tornou sócio. Castroneves destaca a forma como a vitória foi obtida e também o excelente desempenho de Marcus Armstrong, que lutou pela liderança e terminou na sexta posição.
Em relação à sua própria corrida, Castroneves admite que ficou frustrado, especialmente após o sistema híbrido quebrar a poucas voltas do fim. Mesmo que não tivesse abandonado, ele já estava longe das primeiras colocações, em grande parte devido a uma estratégia que não funcionou e a problemas nos boxes. A equipe adotou duas abordagens: uma mais conservadora para Rosenqvist e Armstrong, visando suas posições no campeonato, e outra mais arriscada para Castroneves, que poderia resultar em tudo ou nada. A estratégia conservadora se mostrou a mais acertada, já que ambos os pilotos estavam em condições de vencer na última volta.
Segundo o ditado de que Indianápolis “escolhe” seu vencedor, Castroneves acredita que o escolhido desta edição foi Felix Rosenqvist. Discreto e focado, o sueco mostrou velocidade desde os treinos e por pouco não conquistou a pole position. Na corrida, foi simplesmente fantástico e mereceu a vitória. O brasileiro também elogiou Marcus Armstrong, que fez uma prova brilhante, comprovando a qualidade dos pilotos titulares da equipe.
Agora, o foco é buscar um bom resultado em Detroit, antes de retornar ao Brasil em algumas semanas para dar continuidade ao trabalho no BRB Stock Car Pro Series pela Mercado Livre Racing. Castroneves encerra a coluna agradecendo aos leitores e prometendo reencontrá-los na semana seguinte.
Fonte: Lance







