A Prefeitura de Criciúma promoveu, nesta quinta-feira (16), uma capacitação em primeiros socorros para professores de todas as 62 escolas municipais. O treinamento, que combinou aulas teóricas e práticas, teve como objetivo preparar os educadores para atender estudantes em situações de emergência até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou do Corpo de Bombeiros. Foram abordadas técnicas como manobras de desengasgo, reanimação cardiopulmonar, atendimento a reações alérgicas, queimaduras, desmaios e sangramentos.
A iniciativa foi organizada pela Secretaria Municipal de Educação em parceria com a Defesa Civil de Criciúma. Durante o evento, os participantes receberam um manual de procedimentos e kits contendo materiais para os primeiros atendimentos. O prefeito Vagner Espindola destacou a importância da ação: “Cuidar da vida também é educar. Estar preparado faz toda a diferença nos momentos em que cada segundo é decisivo. Queremos que nossas escolas sejam espaços cada vez mais seguros, onde os profissionais tenham conhecimento e confiança para agir diante de qualquer emergência”.
Os professores receberam o Manual de Procedimento Operacional Padrão (POP), que orienta como agir em emergências envolvendo queimaduras, reações alérgicas, desmaios, cortes, escoriações, sangramentos, engasgo, parada cardiorrespiratória, intoxicações, entre outras ocorrências. Além disso, foram distribuídos kits de primeiros socorros com luvas, tesoura, compressas, gaze, esparadrapos, soro fisiológico e termômetro digital.
O vice-prefeito de Criciúma, Salésio Lima, ressaltou que o conhecimento adquirido é fundamental no cotidiano escolar. “Os nossos professores e servidores convivem diariamente com muitas crianças. Ter conhecimento para agir nos primeiros minutos de uma emergência pode fazer toda a diferença e traz ainda mais tranquilidade para os pais que confiam seus filhos às nossas escolas”, afirmou.
A capacitação está em conformidade com a “Lei Lucas” (Lei Federal nº 13.722/2018), que torna obrigatório o treinamento anual em primeiros socorros para profissionais da educação infantil e do ensino básico.
A secretária Municipal de Educação, Geovana Benedet Zanette, afirmou que a formação reforça o compromisso da Administração Municipal com a proteção e o bem-estar de todas as crianças e adolescentes da rede. “A escola é um espaço de aprendizagem, mas também de cuidado. Investir na formação continuada dos nossos profissionais significa oferecer mais segurança para os estudantes e mais confiança para que nossos servidores saibam como agir diante de qualquer situação de emergência”, frisou.
O diretor da Defesa Civil de Criciúma, Fred Gomes, lembrou que a formação vai além do cumprimento da lei. “Esperamos nunca precisar utilizar esse conhecimento, mas, quando necessário, ele faz toda a diferença. Tivemos recentemente um caso em que uma profissional capacitada pela Defesa Civil conseguiu desengasgar uma criança, demonstrando na prática a importância desse preparo”, destacou.
A enfermeira da Defesa Civil de Criciúma, Rosimeri Noronha, explicou que o treinamento preparou os profissionais para agir com segurança nos primeiros minutos de uma emergência. “Eles foram treinados para realizar esse primeiro atendimento da melhor forma possível até a chegada do atendimento especializado. O conhecimento teórico aliado à prática dá mais segurança para enfrentar situações que podem comprometer a vida de um aluno”, disse.
O professor Filipe da Silva, da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Professora Clotildes Maria Martins Lalau, avaliou que a formação fortalece a atuação dos educadores diante de ocorrências comuns no ambiente escolar. “A gente sempre precisa desse atendimento na escola, porque faz parte da rotina. Pode acontecer um sangramento, um ralado ou outro machucado. Esse treinamento ajuda bastante porque, na hora do susto, a gente sabe como agir e ainda conta com o material que está sendo disponibilizado”, completou.
A Lei Lucas (Lei Federal nº 13.722/2018) foi sancionada em 2018 e tornou obrigatória a capacitação anual em noções básicas de primeiros socorros para professores e demais profissionais de instituições públicas e privadas de educação infantil e ensino básico. A legislação surgiu após a morte do menino Lucas Begalli Zamora, de 10 anos, que se engasgou durante um passeio escolar e não recebeu atendimento adequado a tempo. Desde então, a norma busca preparar os profissionais da educação para prestar os primeiros atendimentos até a chegada das equipes especializadas.
Fonte: Pref. de Criciúma








