O Distrito Federal alcançou o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil em 2024, conforme relatório divulgado nesta terça-feira (26/5) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). A unidade federativa registrou índice de 0,866, o mais elevado entre todas as regiões do país.
O indicador avalia o progresso em três áreas fundamentais: renda, educação e saúde. Além do DF, outros nove estados também foram classificados com desenvolvimento humano “muito alto”, categoria que abrange localidades com IDH acima de 0,8. São eles: São Paulo (0,838), Santa Catarina (0,833), Paraná (0,822), Rio de Janeiro (0,819), Rio Grande do Sul (0,818), Goiás (0,815), Mato Grosso (0,812), Minas Gerais (0,809) e Espírito Santo (0,804).
Na parte inferior da lista, Maranhão (0,745) e Alagoas (0,746) apresentaram os piores índices do país. A média nacional ficou em 0,805, o maior patamar histórico do Brasil. Apenas nove estados e o Distrito Federal superaram essa média.
No Centro-Oeste, além do DF, Goiás e Mato Grosso também ingressaram no grupo de desenvolvimento humano muito alto, enquanto Mato Grosso do Sul obteve índice de 0,797.
O estudo ainda aponta que o Distrito Federal possui uma das expectativas de vida ao nascer mais altas do país, com 79,75 anos. A capital federal também lidera no quesito renda domiciliar per capita, com média de R$ 1.465,10. Em contraste, o Maranhão registrou renda média de R$ 482,46.
O DF ainda se destaca nos rendimentos médios tanto para a população branca (R$ 1.987,01) quanto para a população negra (R$ 1.128,09).
O Índice de Desenvolvimento Humano foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para oferecer uma análise mais ampla sobre qualidade de vida e desenvolvimento, indo além de métricas puramente econômicas como o Produto Interno Bruto (PIB) per capita. Em nível municipal, o indicador é chamado de Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), usado para avaliar as condições das cidades brasileiras.
Fonte: Metrópoles







