POLÍTICAEduardo Bolsonaro nega defesa de troca do Pix por Zelle e chama acusação de ‘patifaria’

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) repudiou veementemente, nesta quinta-feira (4/6), as alegações de que teria proposto a troca do sistema de pagamentos instantâneos Pix pelo Zelle, ferramenta americana similar. Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, ele classificou as acusações como ‘patifaria’ e desafiou os críticos a apresentarem provas de que teria feito tal afirmação.

Eduardo afirmou que ‘jamais’ defendeu a troca do Pix, sistema criado durante o governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A polêmica surgiu após uma entrevista ao portal TMC News, onde ele comentou que os Estados Unidos possuem mecanismos semelhantes, como o Zelle, e que isso poderia abrir espaço para negociações bilaterais. A fala foi interpretada por alguns como defesa da troca do sistema brasileiro.

No vídeo, Eduardo adotou discurso semelhante ao do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência em 2026. Ele reforçou que ‘só Bolsonaro poderia criar o Pix porque os bancos tiveram prejuízo bilionário com ele’. O tema ganhou relevância após um relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) recomendar tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, citando o Pix como prejudicial ao comércio americano.

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usaram a ofensiva americana para desgastar a pré-campanha de Flávio Bolsonaro. O senador, por sua vez, tem reiterado que não defende qualquer mudança no Pix e lembra que a ferramenta foi lançada durante o governo de seu pai. A discussão expõe tensões políticas em torno de uma das principais realizações do governo Bolsonaro.

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