PRIVATIZAÇÃOEquatorial e consórcio da Aegea disputam compra de fatia na Copasa

Dois grupos concorrentes apresentaram propostas para se tornar o investidor estratégico da Copasa, dando continuidade ao plano do governo de Minas Gerais de privatizar uma das maiores empresas de água e esgoto do Brasil, de acordo com fontes próximas ao processo.

O primeiro grupo é composto pela Itaúsa, o fundo soberano de Singapura GIC, a Equipav Saneamento e a Aegea Saneamentos, segundo uma das fontes, que pediu anonimato. A Aegea detém uma participação minoritária no consórcio, batizado de Livorno, para evitar o aumento de seu endividamento, conforme reportado anteriormente pela Bloomberg. A Itaúsa e a Aegea confirmaram em comunicados que apresentaram uma oferta pela Copasa.

O segundo grupo é liderado pela Equatorial, de acordo com outras fontes. A empresa estava indecisa sobre participar após sua parceira, a Sabesp, abandonar o processo, conforme a Bloomberg. A Equatorial não respondeu a pedidos de comentário.

A transação, que deve ser uma das maiores do Brasil em 2025, será seguida por uma oferta pública subsequente de ações, reduzindo a participação do estado na Copasa. A estrutura do consórcio do grupo Aegea é similar à utilizada na privatização da Cedae, no Rio de Janeiro, em 2021, quando um grupo com os mesmos acionistas ficou com a maior parte da concessão.

O investidor estratégico poderá comprar 30% da Copasa antes da oferta pública e adquirir mais ações durante a oferta, até o limite de 45% dos direitos de voto, conforme documento. O fundo de infraestrutura Perfin aumentou recentemente sua fatia na Copasa para cerca de 15% e negocia um papel ativo após a privatização, podendo comprar mais ações na oferta, o que pode resultar em dois grandes acionistas na empresa.

Após a definição do investidor estratégico no leilão, a Copasa planeja lançar uma oferta pública de ações via bookbuilding até 1º de junho, com preço definido em 2 de junho. O estado de Minas Gerais, que hoje detém 50,03% da Copasa, poderá manter no máximo 5% após a oferta, além de uma ‘golden share’ com direitos de veto.

A operação é um teste crucial para o setor de saneamento básico no Brasil após a privatização da Sabesp, em 2024. Na ocasião, a Equatorial tornou-se investidora estratégica da Sabesp, enquanto a Aegea desistiu devido a uma cláusula limitando a participação do investidor.

Fonte: O GLOBO

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