Os Estados Unidos classificaram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas em 2020. A decisão foi tomada após um pedido formal de Flávio Bolsonaro, então senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, durante uma viagem a Washington no mesmo ano.
A classificação, confirmada pela coluna, resultou de encontros de Flávio Bolsonaro com o então secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo. Na ocasião, o senador entregou um dossiê detalhado sobre a atuação do crime organizado no Brasil, visando sensibilizar as autoridades americanas para a gravidade das facções. Tal designação acarreta graves consequências para as organizações criminosas, incluindo sanções financeiras, congelamento de bens e restrições de visto para seus membros e colaboradores, dificultando sua expansão e arrecadação internacional.
A iniciativa de classificar PCC e CV como entidades terroristas já estava em análise na gestão do ex-presidente Donald Trump. A distinção entre ‘crime organizado transnacional’ e ‘organização terrorista estrangeira’ (FTO) é crucial, pois a designação FTO impõe punições ainda mais severas. Embora a classificação como ‘organização terrorista’ tenha sido feita em 2020, o processo para uma designação FTO mais formal e com implicações jurídicas mais amplas continuou a ser discutido nos bastidores.
Atualmente, a gestão do presidente Joe Biden está reavaliando o status das facções. Contudo, o pedido original de Flávio Bolsonaro e a decisão de 2020 permanecem como um marco significativo na cooperação internacional para o combate ao crime organizado, evidenciando o reconhecimento da ameaça que essas facções representam além das fronteiras brasileiras.







