Mario Frias, ator e diretor com carreira na TV, atuou como secretário especial da Cultura no governo de Jair Bolsonaro e agora é responsável pelo roteiro de ‘Dark Horse’, cinebiografia do ex-presidente. A produção gerou polêmica envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Frias, atualmente deputado federal por São Paulo pelo Partido Liberal, mantém uma amizade antiga com a família Bolsonaro.
Antes da eleição de Jair Bolsonaro em 2018, Frias já se declarava apoiador público do então candidato. Em maio de 2020, durante a crise na Secretaria de Cultura que levou à saída de Regina Duarte, Bolsonaro afirmou ter conversado com o ator e que ‘gostou muito dele’. Frias assumiu o cargo e iniciou sua trajetória política. Em 2022, filiou-se ao PL e foi eleito deputado federal por São Paulo, assumindo em fevereiro de 2023.
Na TV, Frias estreou em 1996 no seriado ‘Caça-talentos’, da Globo, com Angélica. Ganhou notoriedade nacional ao interpretar Rodrigo em ‘Malhação’ a partir de 1999, tornando-se um dos galãs mais populares, recebendo 800 cartas semanais de fãs. Depois, atuou em ‘As filhas da mãe’ (2001), ‘O quinto dos infernos’ (2002) e ‘Senhora do destino’ (2004), onde viveu o deputado corrupto Thomas Jefferson.
Frias também trabalhou em outras emissoras: na Band, em ‘Floribella’ (2006); na Record, em ‘Bela e a feia’ (2009) e ‘A terra prometida’ (2016). Voltou à Globo em 2014 para uma nova fase de ‘Malhação’ como Renê, e em 2019 fez uma participação em ‘Verão 90’. Na RedeTV!, apresentou ‘O último passageiro’ (2010) e ‘Super Bull Brasil’ (2012). No SBT, apresentou ‘Tô de férias’ (2017-2018).
Com o programa ‘A melhor viagem’, da RedeTV!, Frias acumulou as funções de apresentador, diretor e produtor executivo, atividades que desenvolvia desde que fundou sua própria produtora. Em julho de 2019, disse: ‘Prefiro estar mais com o controle da minha carreira, mesmo que tenha que ser um eterno empreendedor. Não gostava das entressafras, de ter que ligar para diretor pedindo papel. Sempre preferi meter a cara e tentar novos desafios’.
No cinema, sua experiência é limitada: como ator, consta apenas um curta-metragem de 2004. Como produtor, estreou no documentário ‘A colisão dos destinos’ (2026), também sobre Bolsonaro. Na música, formou a banda Zero (2003) e depois Mário Frias e os Mangas, de pop-rock, fazendo covers de Ben Harper e Rihanna em casas noturnas do Rio. Continua praticando guitarra.
Frias foi casado com a atriz Nívea Stelmann de 2003 a 2005, com quem tem um filho de 21 anos. Desde 2008 é casado com a publicitária Juliana Camatti, com quem tem uma filha de 14 anos.
Fonte: O GLOBO







