A oitava etapa da operação da Polícia Federal, que nesta manhã teve o ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ) como alvo, reacendeu nos bastidores uma questão que o partido vinha adiando: a viabilidade de manter seu nome como postulante ao Senado. De acordo com apurações, o diretório estadual do PL no Rio de Janeiro ainda não tem uma definição sobre seguir apoiando a candidatura de Castro.
Fontes ligadas à cúpula nacional da legenda, que falaram em condição de anonimato, afirmaram que não houve qualquer reunião para debater as consequências dessa nova fase da investigação, que novamente atinge o círculo bolsonarista após o caso Master. Em conversas reservadas, lideranças do PL fluminense já consideram que o desgaste de Castro atingiu um ponto insustentável para o projeto político do partido.
A percepção entre aliados é que o nome do ex-governador chegou ao seu limite, com um desgaste excessivo para ser mantido, e que sua presença na chapa prejudica, em vez de fortalecer, a campanha do pré-candidato ao governo Douglas Ruas e a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Em diálogos sigilosos, há quem mencione um risco concreto para ambas as campanhas caso a coligação permaneça vinculada a Castro.
Procurado pela Jovem Pan, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, manifestou a posição oficial da legenda, classificando como amadorismo qualquer debate sobre o futuro político de Castro neste instante. Nos bastidores, no entanto, o ritmo das discussões é mais acelerado do que o discurso público.
Fonte: Jovem Pan







