A inteligência artificial (IA) promete ser protagonista nas eleições de 2026, revolucionando a forma como candidatos se comunicam com eleitores. Ferramentas de IA generativa já são testadas para criar discursos personalizados, responder a perguntas em tempo real e até mesmo simular interações humanas em larga escala. A tendência acende alerta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que estuda normas para evitar abusos e garantir transparência.
Entre as aplicações mais comentadas estão os chamados ‘deepfakes’ e a disseminação de conteúdo falso com uso de IA. Por outro lado, a tecnologia pode ser aliada no combate à desinformação, com algoritmos capazes de identificar padrões de notícias fraudulentas. O TSE já iniciou discussões com especialistas para regulamentar o uso da IA, incluindo a obrigatoriedade de rótulos em conteúdos gerados artificialmente.
Campanhas de todos os espectros políticos demonstram interesse em adotar a IA para segmentar eleitores por perfil e histórico de consumo de informação. A expectativa é que a tecnologia reduza custos e amplie o alcance, mas também gere preocupações quanto à privacidade e à manipulação de dados. ‘A IA será uma ferramenta poderosa, mas precisamos de limites éticos claros’, afirma o cientista político Roberto Santos.
O presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, já sinalizou que a corte está atenta ao tema e deve apresentar uma resolução específica até o primeiro semestre de 2026. Enquanto isso, partidos e coligações correm para se adaptar. A expectativa é de que a IA não apenas mude a comunicação eleitoral, mas também o próprio processo de tomada de decisão do eleitor.








