Mais de 150 municípios catarinenses já disponibilizam algum tipo de terapia integrativa por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso a um atendimento mais humanizado. Esses progressos na implementação dessas práticas em Santa Catarina foram evidenciados durante o Simpósio Amigo Pedrinho: Saúde e Cultura, ocorrido na noite desta terça-feira (16), no Plenarinho da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).
Organizado pela Associação Senhora de Lourdes, entidade fundada há 19 anos em Florianópolis, o evento teve o apoio do legislativo estadual por iniciativa do deputado Padre Pedro Baldissera (PT), autor da lei que instituiu as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) no SUS catarinense. O encontro congregou profissionais da saúde, terapeutas, pesquisadores e membros da comunidade para dialogar sobre a promoção do cuidado humanizado, acolhimento e bem-estar por meio das PICS, que já integram a rede pública de diversos municípios do estado.
Para o deputado Padre Pedro Baldissera, as terapias integrativas constituem um marco relevante para a saúde pública catarinense. Segundo ele, ao abordar o indivíduo de forma holística, as PICS fortalecem a prevenção, a promoção da saúde e a qualidade de vida. “Essa modalidade trata as pessoas de maneira integral. Enquanto o tratamento convencional frequentemente foca nas consequências da doença, as práticas integrativas buscam entender e tratar as causas dos problemas de saúde”, salientou o parlamentar.
Padre Pedro também enfatizou que discussões como a promovida pela Assembleia Legislativa ajudam a difundir o conhecimento sobre essas terapias e a consolidar políticas públicas voltadas ao cuidado integral. “Esse simpósio reforça a relevância da humanização no atendimento, envolvendo não só o paciente, mas também a família”, acrescentou.
As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde são terapias fundamentadas em saberes tradicionais e holísticos, que atuam de maneira complementar à medicina convencional. O intuito é prevenir doenças, aliviar sintomas e proporcionar uma abordagem integral do paciente, considerando aspectos físicos, emocionais e mentais. Dentre as 29 práticas reconhecidas estão acupuntura, ioga, dança circular e reiki, entre outras, utilizadas em diversos contextos de promoção da saúde.
Durante o simpósio, os participantes reforçaram que as terapias integrativas não substituem os tratamentos médicos tradicionais, mas funcionam de forma complementar, expandindo as opções de cuidado e contribuindo para a melhora da qualidade de vida da população.
Presidida pela terapeuta Lisandra Alves, a Associação Senhora de Lourdes executa o projeto Amigo Pedrinho, que fornece sessões gratuitas de reiki à comunidade, especialmente a crianças. O reiki consiste na imposição de mãos para promover o equilíbrio energético do organismo e favorecer o bem-estar. Conforme Lisandra Alves, a integração entre terapias complementares e a ciência reforça uma visão mais abrangente do cuidado e da saúde, além de estimular iniciativas nas áreas de cultura e literatura.
Ela explica que o projeto Amigo Pedrinho exemplifica essa proposta humanista. “É um trabalho direcionado a crianças e seus familiares, usando o reiki como ferramenta para auxiliar no tratamento de ansiedade e hiperatividade. Acreditamos que as terapias complementares são instrumentos importantes e podem atuar em conjunto com a ciência”, afirmou.
A programação do simpósio incluiu palestras e debates sobre temas como arquétipos que curam, terapias chinesas milenares de autocuidado, a frequência das rosas e a importância do reiki voluntário. Ao sediar o evento, a Assembleia Legislativa reafirmou seu papel como fórum de discussão e formulação de políticas públicas voltadas à promoção da saúde, ao bem-estar e à qualidade de vida dos catarinenses.
Fonte: Assembleia SC








