Irã Archives - Vozes do Oráculo https://vozesdooraculo.com.br/tag/ira/ Revelando os Fatos! Tue, 26 May 2026 17:43:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.4 https://vozesdooraculo.com.br/wp-content/uploads/2026/05/favicon-150x150.png Irã Archives - Vozes do Oráculo https://vozesdooraculo.com.br/tag/ira/ 32 32 Líder do Irã convoca países islâmicos a se unirem contra EUA e Israel https://vozesdooraculo.com.br/lider-do-ira-convoca-paises-islamicos-a-se-unirem-contra-eua-e-israel/ https://vozesdooraculo.com.br/lider-do-ira-convoca-paises-islamicos-a-se-unirem-contra-eua-e-israel/#respond Tue, 26 May 2026 17:43:40 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/lider-do-ira-convoca-paises-islamicos-a-se-unirem-contra-eua-e-israel/ Em carta publicada durante a peregrinação a Meca, Khamenei pede cooperação islâmica para nova ordem regional.

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O líder supremo do Irã, Sayyid Mojtaba Khamenei, fez um apelo nesta terça-feira (26) para que as nações islâmicas se unam ao país persa na construção de uma nova ordem regional, livre da presença militar dos Estados Unidos e da existência de Israel. A declaração foi divulgada em uma carta endereçada aos muçulmanos durante o Hajj, a peregrinação anual à cidade sagrada de Meca, na Arábia Saudita, que atrai mais de 1,5 milhão de fiéis.

“A Ummah Islâmica e as nações da região possuem muitas capacidades compartilhadas e interesses comuns que moldarão a nova ordem e a futura arquitetura da região e do mundo”, afirmou Khamenei. “Eu, com sinceridade e pureza de intenção, convido todos os países e governos islâmicos à amizade e à cooperação em prol do bem, para que, trabalhando juntos, possamos dar passos rumo ao avanço da Ummah Islâmica.”

A mensagem foi divulgada no segundo dia do Hajj, que todo muçulmano adulto deve realizar ao menos uma vez na vida, desde que tenha condições físicas e financeiras. Khamenei pediu que os peregrinos iranianos informem aos muçulmanos de outras nações sobre a “vitória” na guerra de agressão dos EUA e Israel contra o Irã.

O líder iraniano destacou que “o tempo não retrocederá” e que os países da região não abrigarão mais bases militares americanas. “Os Estados Unidos não só não terão mais um refúgio seguro para suas artimanhas e para o estabelecimento de bases militares na região, como, dia após dia, estão se distanciando cada vez mais de seu antigo status”, disse.

Sobre Israel, Khamenei afirmou que o país estaria com os dias contados. “O regime sionista abalado e o tumor cancerígeno de Israel estão igualmente se aproximando dos estágios finais de sua existência miserável”, declarou, lembrando a profecia de seu pai, Ali Khamenei, de que Israel não viveria dentro de 25 anos.

Diferente do consenso global que propõe a divisão da Palestina em dois Estados, o Irã defende um Estado único, com o retorno da diáspora palestina, onde árabes e judeus viveriam sob o mesmo governo. Israel, por sua vez, rejeita qualquer Estado palestino independente.

O líder supremo acrescentou que cada muçulmano tem um papel na concretização da Nova Civilização Islâmica, que redesenharia a ordem de poder na região. Ele também elogiou a Revolução Islâmica de 1979, que derrubou a ditadura da dinastia Pahlavi, apoiada pelos EUA, e destacou a resistência iraniana diante de 47 anos de embargo econômico e “inúmeros ataques políticos, propagandísticos e econômicos” dos inimigos.

Khamenei enfatizou o papel do chamado Eixo da Resistência – que reúne grupos contrários à hegemonia de Israel e dos EUA no Oriente Médio, Líbano, Palestina, Iraque, Síria, África, Iêmen, Afeganistão e Paquistão – na defesa da Ummah Islâmica “contra os agressores sionistas usurpadores, esmagar a agenda do Daesh (ISIS), desencadear a Inundação de Al-Aqsa e deixar o regime sionista cambaleante dar seu último suspiro”.

No Irã, o líder supremo é eleito pela Assembleia dos Especialistas, composta por 88 clérigos escolhidos por voto popular. Embora o cargo seja vitalício, a Constituição permite sua destituição pela mesma assembleia. O líder supremo atua como uma espécie de poder moderador, com as Forças Armadas subordinadas diretamente a ele, e não ao Executivo.

Mojtaba Khamenei assumiu o cargo após a morte de seu pai, Ali Khamenei, que liderou o Irã por 36 anos. O líder supremo está no topo da estrutura de poder da República Islâmica, que inclui o Executivo, o Parlamento, o Judiciário e o Conselho dos Guardiões – formado por 12 membros, seis indicados pelo líder supremo e seis pelo Parlamento –, responsável por verificar se as leis aprovadas estão de acordo com os parâmetros morais e religiosos do país.

Fonte: Agência Brasil

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Líder supremo do Irã prevê fim de Israel e critica influência dos EUA https://vozesdooraculo.com.br/lider-supremo-do-ira-preve-fim-de-israel-e-critica-influencia-dos-eua/ https://vozesdooraculo.com.br/lider-supremo-do-ira-preve-fim-de-israel-e-critica-influencia-dos-eua/#respond Tue, 26 May 2026 15:01:59 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/lider-supremo-do-ira-preve-fim-de-israel-e-critica-influencia-dos-eua/ Aiatolá Khamenei afirma que Israel se aproxima do fim, enquanto ataque dos EUA ao Irã abala esperanças de paz.

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O aiatolá Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, publicou nesta terça-feira (26) uma mensagem ameaçadora contra Israel, em meio ao conflito que também envolve os Estados Unidos. Na rede social X, ele escreveu: “O regime sionista abalado e o tumor cancerígeno de Israel estão se aproximando das fases finais de sua miserável existência”.

Pela primeira vez em semanas, os EUA realizaram um novo ataque contra o Irã nesta terça, representando um revés nos anúncios de avanços nas negociações para encerrar a guerra no Oriente Médio. O governo iraniano não confirmou oficialmente a informação, mas em uma declaração veiculada na televisão estatal, Khamenei afirmou que Washington está perdendo influência e se distancia “a cada dia mais de seu antigo status” no Golfo Pérsico.

Segundo ele, os países do Golfo, que têm sido alvo de ataques quase diários do Irã como represália à ofensiva israelense-americana iniciada em 28 de fevereiro, “não servirão mais de escudo para as bases americanas”. O cessar-fogo firmado em 8 de abril entre Estados Unidos e Irã foi seguido por semanas de bloqueios e ameaças, até que ambas as partes anunciaram progressos nas conversas nos últimos dias.

Contudo, as esperanças de paz foram frustradas com o anúncio de Israel na segunda-feira de que intensificaria sua ofensiva no Líbano, combinado ao ataque americano contra o Irã. As informações são da agência AFP.

Fonte: Jovem Pan

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EUA bombardeiam cidade iraniana e violam cessar-fogo em meio a impasse diplomático https://vozesdooraculo.com.br/eua-bombardeiam-cidade-iraniana-e-violam-cessar-fogo-em-meio-a-impasse-diplomatico/ https://vozesdooraculo.com.br/eua-bombardeiam-cidade-iraniana-e-violam-cessar-fogo-em-meio-a-impasse-diplomatico/#respond Tue, 26 May 2026 15:01:40 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/eua-bombardeiam-cidade-iraniana-e-violam-cessar-fogo-em-meio-a-impasse-diplomatico/ Ataques aéreos dos EUA a Bandar Abbas quebram trégua com o Irã enquanto negociações mediadas pelo Paquistão não avançam.

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Os Estados Unidos romperam o cessar-fogo estabelecido com o Irã ao realizar bombardeios na cidade de Bandar Abbas na noite de terça-feira (25), em um momento em que semanas de negociações diplomáticas não apresentam avanços significativos. Em comunicado divulgado à imprensa americana, o porta-voz do Comando Central das Forças Armadas dos EUA, Tim Hawkins, informou que os militares atacaram “locais de lançamento de mísseis e barcos que colocavam minas” na região do Estreito.

A cidade portuária de Bandar Abbas, alvo dos ataques, está localizada na costa do Estreito de Ormuz, que foi fechado pelo Irã após o início da agressão dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro. O governo iraniano não confirmou quais áreas foram atingidas pelos bombardeios. As agências de notícias locais Irna e Mehr News Agency relataram múltiplas explosões no leste de Bandar Abbas e em regiões costeiras, afirmando que a situação na cidade “permanece totalmente sob controle”.

Os militares dos EUA justificaram os ataques como uma ação de “autodefesa para proteger as tropas das ameaças representadas pelas forças iranianas” e afirmaram que estariam “agindo com moderação durante o cessar-fogo em curso”, conforme noticiou a AP News. Em resposta, o Corpo da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) anunciou que derrubou um drone MQ-9 Reaper dos EUA sobre o Golfo Pérsico, que teria violado o espaço aéreo iraniano, e advertiu que qualquer violação do cessar-fogo será respondida com severidade.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã divulgou nota condenando a “flagrante violação do cessar-fogo” pelos Estados Unidos. “A prática desses atos agressivos, coincidindo com o processo de mediação diplomática em curso conduzido pelo Paquistão, revelou, mais uma vez, a má-fé e a quebra de promessas do governo dos EUA com a nação iraniana, os povos da região e a comunidade internacional”, diz o comunicado. O governo de Teerã acrescentou que “não deixará nenhum mal impune e não hesitará em defender a ação iraniana”.

A violação do cessar-fogo pelos EUA ocorre em meio a negociações de paz que não avançam há quase sete semanas, desde a frágil trégua estabelecida entre os países. Enquanto o Irã exige a retirada das bases militares dos EUA do Oriente Médio, o desbloqueio de seus recursos congelados no exterior e o fim das sanções econômicas, Washington demanda a entrega do urânio iraniano e a reabertura total do Estreito de Ormuz, por onde antes transitava cerca de 20% do petróleo mundial. O Irã se recusa a discutir, por enquanto, seu programa nuclear, que o governo sempre afirma ser pacífico, e defende uma nova gestão do Estreito de Ormuz, diferente do modelo anterior à guerra.

Analistas consultados pela Agência Brasil avaliam que a justificativa dos EUA e de Israel para entrar em guerra contra o Irã — o suposto programa nuclear — é apenas um pretexto. O objetivo real seria derrubar a República Islâmica para projetar o poder de Israel na região e conter a expansão econômica da China.

Fonte: Agência Brasil

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Petróleo sobe com bombardeio dos EUA no Irã e impasse em acordo https://vozesdooraculo.com.br/petroleo-sobe-com-bombardeio-dos-eua-no-ira-e-impasse-em-acordo/ https://vozesdooraculo.com.br/petroleo-sobe-com-bombardeio-dos-eua-no-ira-e-impasse-em-acordo/#respond Tue, 26 May 2026 14:37:54 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/petroleo-sobe-com-bombardeio-dos-eua-no-ira-e-impasse-em-acordo/ Preços internacionais do petróleo voltaram a subir nesta terça-feira após novos ataques americanos no Irã.

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Os preços do petróleo registraram alta nesta terça-feira (26), impulsionados por novos bombardeios dos Estados Unidos no sul do Irã e pelo impasse nas negociações de paz entre os dois países. O barril do tipo Brent, referência internacional, subia 3,12%, cotado a US$ 99,14, enquanto o WTI, referência americana, recuava 3,85%, para US$ 92,88.

Na segunda-feira (25), o petróleo havia fechado em queda: o WTI caiu 6,7%, a US$ 90,13, e o Brent recuou 6,78%, a US$ 93,42. A reversão ocorre em meio à escalada militar e à falta de avanço nas conversas diplomáticas.

As Forças Armadas dos EUA realizaram novos ataques no sul do Irã nesta terça, durante o cessar-fogo vigente desde abril. O Comando Central dos EUA (CentCom) afirmou que as ações foram em “autodefesa” e alvejaram estruturas militares iranianas ligadas a mísseis e minas subaquáticas. Segundo o Pentágono, os ataques foram “limitados” e visavam proteger tropas americanas.

Autoridades iranianas relataram explosões em Bandar Abbas, cidade portuária no litoral sul que abriga instalações da força aérea e da marinha, próxima ao Estreito de Ormuz — rota estratégica para o comércio global de petróleo. A emissora Fox News informou que duas embarcações da Guarda Revolucionária foram destruídas, além de uma posição antiaérea que supostamente mirava aeronaves dos EUA. A agência semioficial iraniana Fars, no entanto, afirmou que a situação em Bandar Abbas estava “normal” na madrugada de terça.

Os bombardeios ocorrem em um momento crítico das negociações diplomáticas entre EUA e Irã, que mantêm um cessar-fogo desde 8 de abril. Nos últimos dias, autoridades americanas sinalizaram otimismo, mas o presidente Donald Trump, após declarar acreditar em um acordo próximo, endureceu o discurso e ameaçou “explodir os iranianos em mil infernos” se não houver consenso. O governo iraniano respondeu na segunda, afirmando que ainda não há um entendimento próximo.

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que os países do Golfo não serão mais usados como “escudo” para bases americanas. Em declaração por escrito divulgada pelo Telegram e pela TV estatal, ele disse: “O tempo não retrocederá e as nações e terras da região não servirão mais de escudo para as bases americanas”. Khamenei não aparece em público desde o início da guerra.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o acordo com o Irã pode “levar alguns dias” para ser fechado devido a divergências sobre palavras e frases. Durante viagem à Índia, ele declarou a repórteres: “Vai levar alguns dias para resolvermos isso… até as divergências sobre uma palavra, uma frase”. Rubio disse acreditar que o acordo é possível e que o Estreito de Ormuz, canal por onde passa 20% a 30% do petróleo mundial, precisa permanecer aberto.

Fonte: Metrópoles

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Netanyahu perde influência sobre Trump no Irã https://vozesdooraculo.com.br/netanyahu-perde-influencia-sobre-trump-no-ira/ https://vozesdooraculo.com.br/netanyahu-perde-influencia-sobre-trump-no-ira/#respond Tue, 26 May 2026 13:36:19 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/netanyahu-perde-influencia-sobre-trump-no-ira/ Trump mostra disposição para acordo com Irã que ignora demandas israelenses, indica analista.

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Desde o início da guerra no Irã, Benjamin Netanyahu usou toda a sua influência para convencer Donald Trump a lançar o conflito ao lado de Israel. Nenhum outro líder teve tanto peso sobre o presidente americano quanto o primeiro-ministro israelense. No entanto, nas atuais rodadas de negociação entre os Estados Unidos e o regime iraniano para encerrar as hostilidades, a influência de Netanyahu é praticamente inexistente.

Ainda não se sabe se um acordo será de fato fechado, apesar do otimismo recente. Como exemplo da volatilidade do cenário, os EUA realizaram um ataque limitado contra alvos no Irã na véspera, justificado como autodefesa. Embora improvável, uma escalada não pode ser descartada. Netanyahu argumentava que seria fácil derrubar o regime iraniano ou ao menos forçar uma rendição nos moldes da Venezuela. Trump, encorajado pelo que via como sucesso na destituição de Nicolás Maduro, acabou ignorando as recomendações mais cautelosas dos serviços de inteligência e decidiu iniciar a guerra.

Três meses depois, diante do fracasso da ofensiva, Trump busca corrigir a rota e parece inclinado a aceitar um acordo com Teerã que não incorpora a maior parte das exigências de Israel. O foco imediato será apenas na reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã — bloqueado após os ataques americanos e israelenses — em troca do fim do embargo dos EUA aos portos iranianos.

A questão nuclear será tratada em uma segunda fase, mas o poder de barganha do Irã é hoje muito maior do que antes do conflito. Antes da guerra, a principal ferramenta de pressão dos EUA era a ameaça de um ataque militar caso o Irã não cooperasse. Como o ataque ocorreu e o regime sobreviveu, essa ameaça perdeu efeito. Além disso, os iranianos mantêm a capacidade de fechar o Estreito de Ormuz quando quiserem.

Trump aparentemente conseguirá um acordo em que o Irã aceita uma moratória no enriquecimento de urânio em troca do fim das sanções. É possível que seja flexível quanto ao destino dos 400 quilos de urânio enriquecido a 60%, próximo dos 90% necessários para uma bomba. Dificilmente o Irã aceitará restrições a seu programa de mísseis balísticos.

Esse acordo fica muito aquém do que Netanyahu sempre desejou. O regime iraniano manterá e ampliará seu programa de mísseis, enriquecerá urânio com o fim das sanções e talvez preserve um programa clandestino para desenvolver armas nucleares. Para o premier israelense, que imaginava um novo regime aliado a Israel, isso é um pesadelo.

Há ainda a questão do apoio ao Hezbollah. O regime iraniano não deve ceder nesse ponto. Trump pode simplesmente manter a farsa do cessar-fogo negociado entre Líbano e Israel, enquanto o grupo permanece armado e fortalecido pelo Irã na fronteira com Israel ou na área ocupada no sul do Líbano. Isso pode não preocupar Trump, mas certamente preocupa Netanyahu.

Netanyahu não pode ser subestimado. Ele fará de tudo para sabotar o acordo. Dificilmente confrontará Trump abertamente, especialmente no caso do Irã, mas certamente encontrará uma forma de continuar sua guerra contra o Hezbollah no sul do Líbano, fingindo respeitar o cessar-fogo, como já vem fazendo. Tanto Israel quanto o grupo aliado ao Irã têm violado a trégua.

Fonte: O GLOBO

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Dólar opera estável com ataques dos EUA no Irã e espera por acordo https://vozesdooraculo.com.br/dolar-opera-estavel-com-ataques-dos-eua-no-ira-e-espera-por-acordo/ https://vozesdooraculo.com.br/dolar-opera-estavel-com-ataques-dos-eua-no-ira-e-espera-por-acordo/#respond Tue, 26 May 2026 13:19:42 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/dolar-opera-estavel-com-ataques-dos-eua-no-ira-e-espera-por-acordo/ Moeda norte-americana oscila perto da estabilidade enquanto mercado aguarda desfecho diplomático entre Washington e Teerã.

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O dólar apresentava leve queda na manhã desta terça-feira (26/5), em um cenário de agenda econômica esvaziada e de expectativa quanto a um possível pacto entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. Às 10h01, a moeda americana recuava 0,18%, sendo negociada a R$ 5,01. No início do pregão, às 9h11, o dólar subia 0,03%, cotado a R$ 5,021, praticamente sem variação. A máxima do dia até aquele momento era de R$ 5,028, e a mínima, de R$ 5,004. Na sessão anterior, a moeda fechou em baixa de 0,19%, a R$ 5,019. Com isso, o dólar acumula ganho de 1,35% no mês e perda de 8,57% no ano ante o real.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, operava em queda. Às 10h06, o indicador recuava 0,45%, aos 177 mil pontos. Na segunda-feira, o Ibovespa fechou em alta de 0,91%, aos 177,8 mil pontos. No mês de maio, a Bolsa acumula desvalorização de 5,07%; no ano, valorização de 10,36%.

As Forças Armadas dos Estados Unidos executaram novos bombardeios no sul do Irã nesta terça-feira, em paralelo às negociações diplomáticas para pôr fim à guerra iniciada no fim de fevereiro entre Washington, Israel e a República Islâmica. O Comando Central dos EUA (CentCom) divulgou comunicado afirmando que as operações foram realizadas em “autodefesa” e tiveram como alvo instalações militares iranianas associadas ao lançamento de mísseis e à colocação de minas subaquáticas. Segundo o Pentágono, os ataques foram “limitados” e ocorreram durante o cessar-fogo estabelecido entre os dois países em abril. “As operações foram projetadas para proteger nossas tropas das ameaças representadas pelas forças iranianas”, informou o CentCom.

Mais cedo, autoridades iranianas relataram explosões em Bandar Abbas, cidade portuária no litoral sul do país. A região abriga bases importantes da força aérea e da marinha iranianas, além de estar próxima ao Estreito de Ormuz, rota crucial para o comércio global de petróleo e ponto sensível do conflito. Segundo a emissora Fox News, duas embarcações da Guarda Revolucionária do Irã foram destruídas na operação. Também foi atingida uma posição de defesa antiaérea que, de acordo com os EUA, estaria apontada para aeronaves americanas. A agência semioficial iraniana Fars informou que a situação em Bandar Abbas era considerada “normal” durante a madrugada.

Os ataques ocorrem em um momento sensível das conversas diplomáticas entre EUA e Irã. Ambos mantêm um cessar-fogo desde 8 de abril, enquanto representantes tentam costurar um acordo definitivo para encerrar o conflito no Oriente Médio. Nos últimos dias, autoridades americanas demonstraram otimismo quanto a um avanço. No fim de semana, o presidente Donald Trump disse acreditar que um acordo estava próximo, mas depois endureceu o tom e ameaçou “explodir os iranianos em mil infernos” caso não houvesse consenso. O governo iraniano respondeu nesta segunda-feira, afirmando que ainda não há um entendimento próximo.

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou que os países do Golfo não servirão mais como “escudo” para bases norte-americanas. A declaração, por escrito, foi divulgada pelo Telegram e pela televisão estatal. “O que é certo é que o tempo não retrocederá e as nações e terras da região não servirão mais de escudo para as bases americanas”, afirmou. Khamenei não aparece em público desde o início da guerra.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o acordo com o Irã pode “levar alguns dias” para ser fechado devido a divergências. A declaração veio logo após novos ataques americanos a embarcações iranianas no Estreito de Ormuz, classificados como “autodefesa”. “Vai levar alguns dias para resolvermos isso… até as divergências sobre uma palavra, uma frase”, disse Rubio a repórteres durante viagem à Índia. Ele disse acreditar que o acordo é possível e que o Estreito de Ormuz precisa permanecer aberto. “Houve algumas conversas em andamento no Catar hoje, então veremos se conseguimos avançar. Acho que há muita discussão sobre a linguagem específica do documento inicial”, afirmou. O Estreito de Ormuz, entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, é o gargalo energético mais importante do mundo, concentrando 20% a 30% do petróleo global e grande parte do GNL.

Fonte: Metrópoles

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