renda Archives - Vozes do Oráculo https://vozesdooraculo.com.br/tag/renda/ Revelando os Fatos! Tue, 26 May 2026 15:20:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.4 https://vozesdooraculo.com.br/wp-content/uploads/2026/05/favicon-150x150.png renda Archives - Vozes do Oráculo https://vozesdooraculo.com.br/tag/renda/ 32 32 Brasil atinge IDHM de 0,805 e entra em categoria de muito alto desenvolvimento humano https://vozesdooraculo.com.br/brasil-atinge-idhm-de-0805-e-entra-em-categoria-de-muito-alto-desenvolvimento-humano/ https://vozesdooraculo.com.br/brasil-atinge-idhm-de-0805-e-entra-em-categoria-de-muito-alto-desenvolvimento-humano/#respond Tue, 26 May 2026 15:20:16 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/brasil-atinge-idhm-de-0805-e-entra-em-categoria-de-muito-alto-desenvolvimento-humano/ O Brasil alcançou 0,805 no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal pela primeira vez, saindo da faixa baixa de 30 anos atrás.

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O Brasil ingressou, pela primeira vez, na categoria de países com desenvolvimento humano “muito alto”. Em 2024, o país alcançou 0,805 no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), em comparação a 0,744 em 2012. A escala para classificar o desenvolvimento humano varia de 0 a 1, sendo muito alto: acima de 0,800. A informação é do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil que divulgou, nesta terça-feira (26), a pesquisa Radar IDHM.

O marcador avalia os parâmetros de saúde e longevidade, educação e geração de renda, de acordo com a cor (negro e branco) e o sexo (mulher e homem). A publicação considera os últimos 13 anos – de 2012 a 2024. Quando o programa das Nações Unidas começou a calcular esse índice, há 30 anos, o Brasil era um país de IDHM baixo, ou seja, menor que 0,555.

Educação: O parâmetro que mais impulsionou o IDHM neste período foi a educação, ao passar de 0,679 em 2012 para 0,798 em 2024. A coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil, Betina Barbosa, destacou, nesse contexto, a concessão do Bolsa Família. “É o programa Bolsa Família que retira quantidade enorme de crianças do trabalho e dá a elas a condição da escola e a obrigatoriedade, também, de estar na escola. Então, aqui vejo diretamente o efeito de uma política pública brasileira.” Betina Barbosa lembrou que o programa, criado em 2003, começa a produzir efeitos cerca de dez anos depois, justamente quando o primeiro grupo de beneficiários completa um período satisfatório de ensino, do fundamental e médio.

Famílias negras: Segundo ela, a melhoria dos indicadores de educação nesse período é mais significativa entre famílias de renda mais baixa, em especial, as negras. “É aqui que a população negra começa a apresentar melhores indicadores, melhor performance em educação. Então, a política pega um grupo que estava excluído e bota esse grupo para dentro do diálogo do desenvolvimento humano. Isso acontece a partir de 2016 de forma ascendente.” A especialista ressalta que não existe alternativa para a melhoria do desenvolvimento brasileiro sem incluir a população negra na agenda de políticas públicas. O mesmo vale para as mulheres. “Esses são dois entraves sérios para o Brasil, a desigualdade de raça e a desigualdade de gênero.”

Saúde e renda: A coordenadora explicou que, dos subíndices, a política pública de saúde é a que mais produz resultados positivos para o país, com performance de “muito alto desenvolvimento” já em 2012 (0,829), em razão da consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir da Constituição de 1988. Mesmo assim, é o que apresenta crescimento mais lento, chegando a 0,860 em 2024. Já o parâmetro da renda cresce em baixa velocidade, de 0,732 em 2012, para 0,760 em 2024, no patamar de alto desenvolvimento.

Regiões metropolitanas: De acordo com os dados do Pnud, as regiões metropolitanas são os locais onde os brasileiros vivem melhor e puxam o IDHM do país para cima. Alguns estados, sobretudo das regiões Sul e Sudeste, já têm IDH altíssimo, mas a média do Brasil é acompanhada por regiões metropolitanas que antes eram consideradas regiões da periferia brasileira. Como exemplo, Betina cita a Grande Teresina, no Piauí, com índices muito altos de desenvolvimento humano: 0,809. “Esses territórios que antes puxavam a média Brasil para baixo, porque não acompanhavam o ritmo de crescimento, agora são unidades que ajudam o país a alcançar a média ‘muito alta’.”

Entre os nove estados da Região Nordeste, sete regiões metropolitanas já apresentam o IDH muito alto. “Isso é algo inédito nos trabalhos que nós realizamos no Pnud.” Veja lista dessas regiões: Natal – 0822 Aracaju – 0,809 Grande Teresina – 0,809 Recife – 0,806 São Luís – 0,806 Salvador – 0,803 João Pessoa – 0,803

Negação: Para o Pnud, nos anos de 2020 a 2022, o país enfrentou uma crise sistêmica devido à pandemia de covid-19. Em 2021, o IDHM do país chegou a 0,757. A especialista pondera que o mais preocupante para o Brasil foi a negativa de que esse colapso iria produzir efeitos negativos sobre o desenvolvimento. “Essa negação e esse não envolvimento rápido com a criação de políticas públicas que combatam crises sistêmicas, isso é muito grave”, explicou. “Ainda não nos recuperamos aqui, em termos de esperança de vida, do baque da covid-19”, acrescentou. Nesse aspecto, a mortalidade infantil é o indicador que mais preocupa o Pnud e que está atrelado a políticas públicas que precisam de uma resposta rápida. “E não houve no país uma resposta suficientemente rápida no sentido dos impactos da covid-19.”

Os resultados do Radar IDHM foram calculados com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a equipe técnica e pesquisadores da Fundação João Pinheiro.

Fonte: Jovem Pan

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DF lidera ranking de renda e desenvolvimento humano no Brasil https://vozesdooraculo.com.br/df-lidera-ranking-de-renda-e-desenvolvimento-humano-no-brasil/ https://vozesdooraculo.com.br/df-lidera-ranking-de-renda-e-desenvolvimento-humano-no-brasil/#respond Tue, 26 May 2026 14:50:07 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/df-lidera-ranking-de-renda-e-desenvolvimento-humano-no-brasil/ Distrito Federal tem o maior IDH do país em 2024, com 0,866. Nove estados também atingiram índice muito alto.

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O Distrito Federal alcançou o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil em 2024, conforme relatório divulgado nesta terça-feira (26/5) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). A unidade federativa registrou índice de 0,866, o mais elevado entre todas as regiões do país.

O indicador avalia o progresso em três áreas fundamentais: renda, educação e saúde. Além do DF, outros nove estados também foram classificados com desenvolvimento humano “muito alto”, categoria que abrange localidades com IDH acima de 0,8. São eles: São Paulo (0,838), Santa Catarina (0,833), Paraná (0,822), Rio de Janeiro (0,819), Rio Grande do Sul (0,818), Goiás (0,815), Mato Grosso (0,812), Minas Gerais (0,809) e Espírito Santo (0,804).

Na parte inferior da lista, Maranhão (0,745) e Alagoas (0,746) apresentaram os piores índices do país. A média nacional ficou em 0,805, o maior patamar histórico do Brasil. Apenas nove estados e o Distrito Federal superaram essa média.

No Centro-Oeste, além do DF, Goiás e Mato Grosso também ingressaram no grupo de desenvolvimento humano muito alto, enquanto Mato Grosso do Sul obteve índice de 0,797.

O estudo ainda aponta que o Distrito Federal possui uma das expectativas de vida ao nascer mais altas do país, com 79,75 anos. A capital federal também lidera no quesito renda domiciliar per capita, com média de R$ 1.465,10. Em contraste, o Maranhão registrou renda média de R$ 482,46.

O DF ainda se destaca nos rendimentos médios tanto para a população branca (R$ 1.987,01) quanto para a população negra (R$ 1.128,09).

O Índice de Desenvolvimento Humano foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para oferecer uma análise mais ampla sobre qualidade de vida e desenvolvimento, indo além de métricas puramente econômicas como o Produto Interno Bruto (PIB) per capita. Em nível municipal, o indicador é chamado de Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), usado para avaliar as condições das cidades brasileiras.

Fonte: Metrópoles

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Brasil atinge patamar de muito alto desenvolvimento humano, mas desigualdades persistem https://vozesdooraculo.com.br/brasil-atinge-patamar-de-muito-alto-desenvolvimento-humano-mas-desigualdades-persistem/ https://vozesdooraculo.com.br/brasil-atinge-patamar-de-muito-alto-desenvolvimento-humano-mas-desigualdades-persistem/#respond Tue, 26 May 2026 14:11:58 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/brasil-atinge-patamar-de-muito-alto-desenvolvimento-humano-mas-desigualdades-persistem/ Pela primeira vez, o Brasil entrou no grupo de muito alto desenvolvimento humano, mas diferenças raciais e de gênero ainda são grandes.

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O Brasil alcançou, pela primeira vez, o patamar de muito alto desenvolvimento humano, conforme dados do Radar Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) divulgados nesta terça-feira. O estudo, realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) em parceria com o IBGE e a Fundação João Pinheiro, analisou a evolução do índice entre 2012 e 2024, período em que o indicador subiu de 0,744 para 0,805. Apesar do avanço, as desigualdades no país, especialmente nos recortes raciais e de gênero, não foram superadas.

O IDHM varia de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento. A classificação é: de 0 a 0,499 (muito baixo); 0,5 a 0,599 (baixo); 0,6 a 0,699 (médio); 0,7 a 0,799 (alto); e 0,8 a 1 (muito alto). O índice brasileiro considera as mesmas três dimensões do IDH Global — longevidade, educação e renda —, mas com metodologia adaptada ao contexto nacional. A análise abrange os 26 estados, o Distrito Federal, 20 regiões metropolitanas, a Região Integrada de Desenvolvimento (RIDE) da Grande Teresina e as cinco macrorregiões. Os dados foram calculados com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE, em parceria com a Fundação João Pinheiro.

O estudo também traz comparativos de gênero e raça, que evidenciam disparidades sociais. Embora o índice de desenvolvimento da população negra tenha crescido mais rapidamente (10,3%) do que o da população branca (5,5%) no período, as diferenças ainda são significativas. O IDHM dos brancos passou de 0,804 em 2012 para 0,851 em 2024, enquanto o da população negra (pretos e pardos) foi de 0,694 para 0,774. Em 2024, o IDHM da população negra era 10% inferior ao dos brancos.

Na análise detalhada por subíndices, a população branca apresentou evolução no IDHM Renda (de 0,781 para 0,806), com renda per capita crescendo de R$ 1.029,68 para R$ 1.208,58; na Longevidade (de 0,890 para 0,913), com expectativa de vida subindo de 78,40 para 79,80 anos; e na Educação (de 0,748 para 0,838), com a proporção de adultos com ensino fundamental completo passando de 66,38% para 76,63%. Já na população negra, o IDHM Renda foi de 0,670 para 0,712, com renda domiciliar per capita de R$ 518,57 para R$ 673,65, pouco mais da metade dos brancos; na Longevidade, de 0,800 para 0,846, com expectativa de vida de 72,78 para 75,73 anos; e na Educação, de 0,623 para 0,770, com a taxa de adultos com ensino fundamental completo subindo de 53,02% para 67,33%.

A disparidade de gênero também é evidente. O IDHM das mulheres foi de 0,736 para 0,798, enquanto o dos homens subiu de 0,737 para 0,802. Com isso, os homens atingiram o patamar de muito alto desenvolvimento, enquanto as mulheres permaneceram no alto desenvolvimento. Na renda, a diferença aumentou: em 2024, o rendimento médio feminino foi de R$ 1,260,45 contra R$ 1.604,30 dos homens. Já na longevidade, a menor diferença foi registrada: expectativa de vida das mulheres de 79,88 anos e dos homens de 73,3 anos.

Entre os estados, Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte tiveram os maiores crescimentos no IDHM. Das 27 unidades federativas, 10 alcançaram o nível mais alto de desenvolvimento, enquanto as outras 17 ficaram no patamar alto. A disparidade regional persiste: em 2024, o IDHM foi de 0,866 no Distrito Federal e 0,838 em São Paulo, ante 0,745 no Maranhão e 0,746 em Alagoas. Nove UFs tiveram IDHM superior ao nacional: todos os estados do Sul e Sudeste, além de Mato Grosso e Goiás.

Os três subíndices do IDHM cresceram entre 2012 e 2024, embora com quedas pontuais durante a pandemia de Covid-19. O índice de Educação teve a maior evolução, com taxa média anual de 1,35%. O percentual de pessoas com 18 anos ou mais com ensino fundamental completo passou de 59,53% para 71,38%, com o Distrito Federal registrando o maior índice (83,38%) e a Paraíba o menor (59,14%). O índice de Longevidade, baseado na expectativa de vida ao nascer, apresentou crescimento, interrompido por quedas em 2020 e 2021 devido à pandemia, mas retomou a trajetória de alta.

Fonte: O GLOBO

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