Moradores da SQS 313, na Asa Sul de Brasília, relataram a invasão de ratos em apartamentos dos blocos A, C e G, com roedores roendo alimentos como batata-doce. Casos semelhantes foram registrados nas quadras 315 e 316 da Asa Norte. Os animais, vindos de esgotos e locais contaminados, podem transmitir doenças graves como leptospirose, hantavirose e salmonelose. Embora venenos sejam comuns, especialistas recomendam seu uso apenas como último recurso, priorizando métodos seguros para crianças e animais de estimação.
A primeira medida é bloquear a entrada dos ratos: vedar portas sem aberturas, manter tampas de caixas de esgoto e águas pluviais fechadas. Em seguida, eliminar fontes de alimento e água, como vazamentos, caixas d’água abertas, alimentos expostos e ração de pets. Evitar acúmulo de entulhos em garagens e depósitos, locais propícios para ninhos, também é essencial.
Repelentes naturais, como vinagre, pimenta e óleo essencial de eucalipto em algodão, podem afastar os roedores devido ao odor forte, sem riscos químicos. O biólogo Fabiano Soares alerta que a reprodução rápida dos ratos — ninhadas a cada três meses — exige controle urgente para evitar infestações. A prevenção deve focar nas necessidades básicas dos animais: abrigo, água e alimento.
O lixo em fermentação atrai ratos pelo cheiro; lixeiras devem ficar bem fechadas e a área limpa. Armadilhas adesivas são alternativas mecânicas antes dos venenos. Repelentes olfativos como vinagre, óleo de hortelã-pimenta, salsa picante e pimenta (com capsaicina) irritam as mucosas dos roedores. O eucaliptol, do óleo de eucalipto, embora sem comprovação científica como repelente, incomoda o olfato dos ratos. O ideal é embeder algodão no óleo e colocá-lo em cantos e entradas, liberando o aroma lentamente.
Soares sugere associar o odor a estímulos aversivos, como ratoeiras, para que o rato aprenda a evitar o local. Porém, óleos essenciais são apenas auxiliares e não resolvem infestações consolidadas. O período de chuvas tende a aumentar a presença de roedores, exigindo atenção redobrada.
Fonte: Metrópoles







