Ipea Archives - Vozes do Oráculo https://vozesdooraculo.com.br/tag/ipea/ Revelando os Fatos! Tue, 26 May 2026 15:36:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.4 https://vozesdooraculo.com.br/wp-content/uploads/2026/05/favicon-150x150.png Ipea Archives - Vozes do Oráculo https://vozesdooraculo.com.br/tag/ipea/ 32 32 SP, SC e DF lideram menores taxas de homicídio no Brasil, aponta Atlas da Violência https://vozesdooraculo.com.br/sp-sc-e-df-lideram-menores-taxas-de-homicidio-no-brasil-aponta-atlas-da-violencia/ https://vozesdooraculo.com.br/sp-sc-e-df-lideram-menores-taxas-de-homicidio-no-brasil-aponta-atlas-da-violencia/#respond Tue, 26 May 2026 15:36:28 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/sp-sc-e-df-lideram-menores-taxas-de-homicidio-no-brasil-aponta-atlas-da-violencia/ Levantamento mostra queda de 7,4% nos assassinatos em 2024, mas alerta para aumento de mortes por causas indeterminadas.

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O Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Ipea e FBSP, aponta que São Paulo, Santa Catarina, Distrito Federal, Minas Gerais e Rio Grande do Sul registraram as menores taxas de homicídios por 100 mil habitantes no Brasil em 2024. São Paulo teve 6,6%, Santa Catarina 8,1%, Distrito Federal 10,3%, Minas Gerais 12,8% e Rio Grande do Sul 15,2%.

Em todo o país, o sistema oficial de saúde contabilizou 42.590 assassinatos em 2024, o que representa uma taxa de 20,1 homicídios por 100 mil habitantes. O número indica uma redução de 7,4% em relação a 2023. Segundo o relatório, o Brasil atingiu o menor patamar de violência letal desde o início da série histórica em 1998.

Veja os 10 estados com as menores taxas: São Paulo (6,6%), Santa Catarina (8,1%), Distrito Federal (10,3%), Minas Gerais (12,8%), Rio Grande do Sul (15,2%), Mato Grosso do Sul (18,3%), Goiás (18,4%), Paraná (18,6%), Tocantins (19,8%) e Acre (20,2%).

O documento destaca que a queda foi relativamente disseminada, com recuos expressivos em estados que historicamente apresentavam índices altos, como Amapá (-30,0%), Tocantins (-26,7%) e Sergipe (-24,8%). Em números absolutos, a redução mais significativa ocorreu no Rio de Janeiro, com 772 mortes a menos do que no ano anterior.

Apesar dos dados positivos, o coordenador do estudo, Daniel Cerqueira, alerta para a piora na qualidade dos registros oficiais. O relatório aponta aumento de 23,8% nas Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI). Usando metodologia de machine learning para estimar quantos desses casos seriam assassinatos, o Atlas indica que a redução real da letalidade entre 2023 e 2024 teria sido de apenas 0,4%.

Nesse cenário estimado, Santa Catarina permanece como o estado menos violento (taxa de 8,8), enquanto São Paulo perde a segunda posição para o Distrito Federal (10,9). O relatório também detalha que a violência continua atingindo desproporcionalmente grupos minoritários e jovens. Em 2024, 19.801 jovens de 15 a 29 anos foram assassinados, representando 46,5% do total de vítimas. Além disso, o risco de uma pessoa negra ser assassinada no país é 2,7 vezes maior do que o de uma pessoa não negra.

Fonte: Jovem Pan

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Homicídios de mulheres caem 27,7% em 11 anos; feminicídios seguem estáveis https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-de-mulheres-caem-277-em-11-anos-feminicidios-seguem-estaveis/ https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-de-mulheres-caem-277-em-11-anos-feminicidios-seguem-estaveis/#respond Tue, 26 May 2026 15:06:07 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-de-mulheres-caem-277-em-11-anos-feminicidios-seguem-estaveis/ Estudo do Ipea e FBSP aponta redução nos assassinatos fora de casa, mas violência doméstica persiste com 3.642 vítimas em 2024.

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O número de homicídios de mulheres no Brasil apresentou queda de 27,7% entre 2014 e 2024, mas o total de 46.336 casos no período ainda é considerado elevado. As regiões Norte e Nordeste concentram os maiores índices de violência letal contra mulheres, segundo o Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

A redução nos assassinatos foi impulsionada pela diminuição de homicídios fora do ambiente doméstico, cuja taxa caiu de 3,47 para 2,17 por 100 mil mulheres no período. Sergipe e Goiás registraram as maiores quedas nas taxas de homicídio feminino, com reduções de 67,2% e 62,5%, respectivamente. Em contrapartida, Roraima e Amazonas apresentaram as taxas mais altas, com 21,2% e 13,6%.

Já os feminicídios, assassinatos cometidos no âmbito doméstico, mantiveram-se praticamente estáveis, variando de 1,25 para 1,18 por 100 mil mulheres. Em 2024, 3.642 mulheres foram vítimas desse tipo de crime. Os dados indicam que os feminicídios representaram 40,3% do total de homicídios femininos no acumulado dos 11 anos analisados.

Daniel Cerqueira, coordenador do Atlas e técnico do Ipea, destacou que a lei contra o feminicídio entrou em vigor em 2015 e que os primeiros anos foram de adaptação das autoridades policiais, que antes classificavam esses crimes como homicídios simples. “Uma coisa que não muda é essa estabilidade inaceitável da violência feminicida no Brasil”, afirmou.

No campo da violência não letal, 293.842 mulheres foram vítimas em 2024, sendo 64% dos casos (187.958) ocorridos em ambiente doméstico. Desses, 79,9% das agressões aconteceram na residência da vítima, e 66,2% das mulheres atendidas pela rede de saúde relataram múltiplos episódios de violência no mesmo ano.

A violência contra mulheres varia conforme a faixa etária. Entre 0 e 9 anos e a partir dos 70 anos, a negligência é predominante, representando 51,9% dos casos. Para meninas de 10 a 14 anos, 45,5% das violências reportadas foram sexuais. Dos 15 aos 69 anos, a violência física é a mais comum, frequentemente associada a relações íntimas e a múltiplas agressões simultâneas.

O estudo também confirma que mulheres negras são as principais vítimas de violência letal. Em 2024, a taxa de homicídios de mulheres negras foi 66,7% superior à de mulheres não negras (2,4 por 100 mil). Quatorze estados tiveram taxas acima da média nacional para esse grupo, com destaque para Ceará (7,2), Pernambuco (6,7) e Espírito Santo (6,5). Por outro lado, São Paulo (1,4), Sergipe (2,4) e Distrito Federal (2,5) registraram os menores índices.

Em 2024, 2.457 mulheres negras foram assassinadas, o que corresponde a 67,5% do total de homicídios femininos e a uma taxa de quatro mortes por 100 mil mulheres — a menor dos últimos 11 anos, com queda de 9,1% em relação ao ano anterior. No período de 2014 a 2024, a taxa caiu 28,6%, de 5,6 para 4 por 100 mil. As maiores reduções ocorreram em Sergipe (70%), Goiás (64,2%) e Distrito Federal (55,4%). Já os aumentos mais expressivos foram no Ceará (56,5%), Piauí (12,5%) e Roraima (8,6%). Apenas o Maranhão manteve estabilidade na taxa ao longo dos 11 anos.

Fonte: Jovem Pan

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Atlas da Violência: Amapá e Bahia lideram taxas de homicídios; país atinge menor índice histórico https://vozesdooraculo.com.br/atlas-da-violencia-amapa-e-bahia-lideram-taxas-de-homicidios-pais-atinge-menor-indice-historico/ https://vozesdooraculo.com.br/atlas-da-violencia-amapa-e-bahia-lideram-taxas-de-homicidios-pais-atinge-menor-indice-historico/#respond Tue, 26 May 2026 15:04:05 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/atlas-da-violencia-amapa-e-bahia-lideram-taxas-de-homicidios-pais-atinge-menor-indice-historico/ Brasil registra queda de 7,4% nos assassinatos em 2024, com 42.590 mortes, menor patamar desde 1998.

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O Atlas da Violência de 2024, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Ipea e FBSP, aponta que Amapá (45,7 mortes por 100 mil habitantes), Bahia (40,9), Pernambuco (37,3), Alagoas (35,9) e Ceará (34,3) concentram as maiores taxas de homicídios do país. Nacionalmente, o índice foi de 20,1 mortes por 100 mil habitantes, uma redução de 7,4% em relação a 2023.

O sistema de saúde registrou 42.590 assassinatos no último ano, o menor número desde o início da série histórica, em 1998. Os estados com menores taxas foram São Paulo (6,6%), Santa Catarina (8,1%), Distrito Federal (10,3%), Minas Gerais (12,8%) e Rio Grande do Sul (15,2%).

As maiores quedas percentuais ocorreram no Amapá (-30,0%), Tocantins (-26,7%) e Sergipe (-24,8%). Em números absolutos, o Rio de Janeiro liderou a redução, com 772 mortes a menos. O coordenador do estudo, Daniel Cerqueira, afirmou que o país vive um momento de transição.

Apesar da queda nos homicídios, o pesquisador destacou o aumento da sensação de insegurança e a persistência de desigualdades que afetam grupos minoritários. Ele alertou para a piora na qualidade dos registros oficiais, com alta de 23,8% nas Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI). Se esses óbitos fossem reclassificados, a redução real da letalidade seria de apenas 0,4%.

O relatório aponta ainda que os jovens continuam sendo as principais vítimas: representam 46,5% do total de homicídios. Considerando crimes ocultos, a taxa estimada para esse grupo é de 46,1 mortes por 100 mil jovens.

Fonte: Jovem Pan

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MG lidera alta de homicídios ocultos em 2024, aponta Atlas da Violência https://vozesdooraculo.com.br/mg-lidera-alta-de-homicidios-ocultos-em-2024-aponta-atlas-da-violencia/ https://vozesdooraculo.com.br/mg-lidera-alta-de-homicidios-ocultos-em-2024-aponta-atlas-da-violencia/#respond Tue, 26 May 2026 14:53:41 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/mg-lidera-alta-de-homicidios-ocultos-em-2024-aponta-atlas-da-violencia/ Minas Gerais registrou o maior crescimento do Brasil em mortes violentas não classificadas como homicídios, com estimativa de 1.218 casos ocultos.

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Minas Gerais assumiu a liderança nacional no aumento dos chamados ‘homicídios ocultos’ em 2024, de acordo com o Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26/5). O termo se refere a mortes violentas que não foram oficialmente registradas como assassinato, mas que apresentam forte indício de terem sido homicídios.

O estudo, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostra que Minas registrou oficialmente 2.731 homicídios em 2024, número 2,3% inferior ao do ano anterior. No entanto, o estado teve um crescimento significativo nas Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI), que totalizaram 3.112 casos entre 2023 e 2024. Esses registros ocorrem quando a morte é claramente violenta — por tiros ou agressões, por exemplo —, mas não é possível determinar a intenção, se homicídio, suicídio ou acidente.

Com base em critérios estatísticos, os pesquisadores estimaram que 1.218 dessas mortes em Minas eram, de fato, homicídios que ficaram ‘ocultos’ nas estatísticas oficiais. Esse número representa uma alta de 240,2% em relação a 2023, o maior aumento do país. A metodologia leva em conta fatores como idade e sexo da vítima, local do ocorrido e instrumento utilizado para calcular a probabilidade de o caso ser um assassinato.

Quando esses homicídios estimados são somados aos oficialmente registrados, Minas passa de 2.731 para 3.949 homicídios em 2024. Nesse cenário, o estado deixa de apresentar queda e passa a registrar um aumento de 25,2% nas mortes, também o maior crescimento do Brasil, conforme o Atlas.

O estudo aponta duas hipóteses principais para o ‘mascaramento’ do aumento dos homicídios em Minas: falhas na troca de informações entre os sistemas da Saúde e da Segurança Pública e dificuldade das polícias em esclarecer a motivação de parte das mortes violentas. Com isso, assassinatos podem acabar sendo classificados apenas como mortes violentas sem causa definida.

Fonte: Metrópoles

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Brasil registra menor taxa de homicídios em 11 anos, aponta Atlas da Violência https://vozesdooraculo.com.br/brasil-registra-menor-taxa-de-homicidios-em-11-anos-aponta-atlas-da-violencia/ https://vozesdooraculo.com.br/brasil-registra-menor-taxa-de-homicidios-em-11-anos-aponta-atlas-da-violencia/#respond Tue, 26 May 2026 14:36:58 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/brasil-registra-menor-taxa-de-homicidios-em-11-anos-aponta-atlas-da-violencia/ País teve 42.590 assassinatos em 2024, com queda de 7,4% na taxa, mas qualidade dos dados preocupa.

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A taxa de homicídios no Brasil caiu para 20,1 mortes por 100 mil habitantes em 2024, uma redução de 7,4% em relação ao ano anterior. O dado faz parte da edição de 2026 do Atlas da Violência, estudo conduzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado nesta terça-feira (26). Em números absolutos, foram 42.590 assassinatos no país, uma diminuição de 6,9% comparado a 2023.

De acordo com o relatório, essa é a menor taxa registrada desde 1998, consolidando uma tendência de queda iniciada em 2018. Daniel Cerqueira, coordenador do Atlas e técnico do Ipea, avaliou que a redução ocorre em meio a um cenário de transição: embora os homicídios caiam, a insegurança cresce e as desigualdades que afetam grupos minoritários persistem ou se agravam.

Em entrevista à Agência Brasil, Cerqueira destacou que a taxa atual é a menor da série histórica, mas expressou surpresa com a piora na qualidade dos dados de 2024. “Esperávamos que houvesse menos ou, pelo menos, o mesmo número de mortes violentas por causa indeterminada. Isso não ocorreu. Pelo contrário, o número aumentou muito em 2024 e fez sombra a essa queda histórica”, afirmou.

Entre os estados, as maiores quedas nas taxas ocorreram no Amapá (-30,0%), Tocantins (-26,7%) e Sergipe (-24,8%). Em termos absolutos, o Rio de Janeiro liderou a redução, com 772 assassinatos a menos que em 2023. Apesar da melhora na maioria das unidades federativas, o relatório alerta para um aumento de 23,8% nas Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI) em 2024. Quando se aplica a taxa estimada, que reclassifica parte desses óbitos como homicídios, a queda nacional entre 2023 e 2024 seria de apenas 0,4%.

A violência continua distribuída de forma desigual pelo país. Enquanto São Paulo (6,6) e Santa Catarina (8,1) apresentam as menores taxas, Amapá (45,7) e Bahia (40,9) mantêm os índices mais altos por 100 mil habitantes. O estudo também aponta que os jovens são os mais afetados: 46,5% das vítimas de homicídio têm entre 15 e 29 anos. Considerando os crimes ocultos, a taxa estimada chega a 46,1 homicídios por 100 mil jovens.

Fonte: Jovem Pan

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Homicídios de jovens caem um terço no Brasil entre 2014 e 2024 https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-de-jovens-caem-um-terco-no-brasil-entre-2014-e-2024/ https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-de-jovens-caem-um-terco-no-brasil-entre-2014-e-2024/#respond Tue, 26 May 2026 14:32:07 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-de-jovens-caem-um-terco-no-brasil-entre-2014-e-2024/ Taxa de homicídios de jovens de 15 a 29 anos caiu 33,9% em dez anos, mas ainda há 75 mortes por dia.

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A taxa de homicídios de jovens entre 15 e 29 anos no Brasil caiu 33,9% entre 2014 e 2024, de acordo com o Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). No período de dez anos, 301.825 jovens dessa faixa etária foram assassinados no país, o que equivale a 75 mortes por dia e representa 46,5% do total de vítimas de homicídios no Brasil.

As maiores reduções na taxa de homicídios de jovens ocorreram no Distrito Federal (-79,6%), Goiás (-67,8%) e São Paulo (-58,0%). Por outro lado, alguns estados registraram aumento, como Amapá (+45,2%), Pernambuco (+7,5%) e Bahia (+6,4%).

Quando analisados apenas os homens jovens, a taxa caiu 39,1% entre 2014 e 2024, com a maior queda no Distrito Federal (81,7%). Segundo o Atlas da Violência, em 2024, 19.801 jovens foram assassinados, resultando em uma taxa de 42,2 homicídios por 100 mil habitantes. Se forem considerados os homicídios ocultos — casos prováveis de assassinato não registrados oficialmente — a taxa estimada sobe para 46,1 homicídios por 100 mil pessoas.

Em 2024, a menor taxa de homicídio de jovens foi registrada em São Paulo (10,7 por 100 mil), enquanto as maiores foram no Amapá (114,7) e na Bahia (101,8). Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, globalmente, cerca de 193 mil jovens morrem violentamente a cada ano, e os homicídios de pessoas entre 15 e 29 anos correspondem a aproximadamente 40% das mortes violentas no mundo. A OMS destaca ainda que, para cada jovem morto, muitos sobrevivem com ferimentos graves que afetam seu desenvolvimento psicológico, educacional e social.

Do total de 19,8 mil jovens assassinados em 2024, 18.545 eram homens, o que representa uma taxa de 78 homicídios por 100 mil — quase o dobro da taxa geral. O estudo ressalta que a violência letal é predominantemente masculina e armada, resultado de fatores estruturais e concentrada em regiões pobres e periféricas. Dos 54 jovens mortos diariamente em 2024, 51 eram homens. Entre adolescentes de 15 a 19 anos, armas de fogo foram usadas em 84,1% dos homicídios.

O coordenador do Atlas da Violência, Daniel Cerqueira, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, afirmou à Agência Brasil que, antes da morte física, existe um ciclo de violência na vida desses indivíduos desde o nascimento. “É um grito de alerta para tentar decidir o que a gente quer fazer com as nossas crianças, adolescentes e jovens, que são o futuro da nação”, alertou.

O Atlas da Violência 2026 também traz dados sobre violência contra crianças e adolescentes. Em 2024, ocorreram 179 homicídios de crianças de 0 a 4 anos, taxa de 1,4 morte por 100 mil vivos. Entre 2014 e 2024, houve redução de 14,8% no número de assassinatos nessa faixa etária, mas a taxa se manteve estável. Para crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, foram registrados 320 homicídios em 2024, ou 1,1 morte por 100 mil. No período, o número de homicídios nessa faixa etária caiu 63,2%, e a taxa recuou 60,7%.

A violência letal foi mais intensa entre adolescentes de 15 a 19 anos, embora tenha havido redução de 55,8% no número de homicídios, que passou de 10.348 em 2014 para 4.570 em 2024. A taxa caiu de 60,3 para 30,5 homicídios por 100 mil. No total, cerca de 14 crianças e adolescentes de 0 a 19 anos foram assassinados por dia no Brasil em 2024.

O Atlas revela forte predominância do uso de armas de fogo nos homicídios de adolescentes de 15 a 19 anos (84,1% dos casos), sugerindo dinâmicas típicas da violência interpessoal em contextos urbanos. Entre crianças de 5 a 14 anos, embora a maioria das mortes também esteja relacionada a armas de fogo (69,5%), há participação de meios contundentes (6,6%) e perfurantes (12,7%), além de registros com instrumento desconhecido (4,1%). Para crianças de 0 a 4 anos, há maior dispersão dos meios de agressão, com menor predominância de armas de fogo (20,3%) e participação expressiva de instrumentos classificados como desconhecidos (36,7%) e contundentes (19,3%).

O estudo sustenta que a violência se torna mais letal e associada ao uso de armas de fogo à medida que a idade avança, destacando a importância de políticas de controle de armas para reduzir os homicídios nessa faixa etária. A violência doméstica liderou os tipos de violência contra crianças e adolescentes entre 2014 e 2024, com 676.282 casos registrados: 253.199 na faixa de 0 a 4 anos, 279.542 em crianças de 5 a 14 anos e 143.541 em adolescentes de 15 a 19 anos. Para as crianças menores, recomenda-se a adoção de estratégias de proteção no ambiente doméstico, prevenção de maus-tratos e identificação precoce de situações de risco.

Fonte: Agência Brasil

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Casos de violência sexual na primeira infância quadruplicam em 11 anos no Brasil https://vozesdooraculo.com.br/casos-de-violencia-sexual-na-primeira-infancia-quadruplicam-em-11-anos-no-brasil/ https://vozesdooraculo.com.br/casos-de-violencia-sexual-na-primeira-infancia-quadruplicam-em-11-anos-no-brasil/#respond Tue, 26 May 2026 14:31:39 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/casos-de-violencia-sexual-na-primeira-infancia-quadruplicam-em-11-anos-no-brasil/ Registros de violência sexual contra crianças de 0 a 4 anos passaram de 1.671 em 2014 para 7.845 em 2024.

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O Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revela um aumento expressivo de casos de violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil entre 2014 e 2024. Na faixa etária de 0 a 4 anos, os registros cresceram mais de quatro vezes, saltando de 1.671 para 7.845 ocorrências no período.

Entre crianças de 5 a 14 anos, o número de notificações subiu de 6.594 para 29.135, enquanto na faixa de 15 a 19 anos os casos evoluíram de 1.632 para 6.869, também quadruplicando. O estudo aponta que cerca de dois terços dos crimes contra vítimas de até 14 anos ocorrem dentro de casa; para crianças de 0 a 4 anos, a proporção chega a 79,9%.

A distribuição etária dos casos de 2024 mostra que 66% das vítimas tinham entre 5 e 14 anos, 18% entre 0 e 4 anos e 16% entre 15 e 19 anos. A violência sexual atinge desproporcionalmente meninas: 86,9% das vítimas são do sexo feminino, contra 13,1% do masculino. No total de 818.679 crimes de violência registrados entre 2014 e 2024, 61% tiveram vítimas mulheres.

O Atlas também destaca que a violência psicológica é mais incidente entre meninas (62,9%), enquanto a violência física é mais equilibrada (52,4% feminino). Já na negligência, há leve predomínio masculino (53,3%). Os pesquisadores associam a alta incidência de violência sexual contra meninas a fatores como poder, controle do corpo feminino e normas de gênero, agravados pelo uso de redes sociais que promovem misoginia e objetificação.

Em relação a suicídios e autolesões, a taxa de suicídios na faixa de 10 a 19 anos cresceu 41,7% entre 2014 e 2024, e as internações por lesões autoprovocadas aumentaram 73%. Os estados com maior alta de suicídios foram Tocantins (240%), Roraima (183,3%), Pará (163%), Espírito Santo (130%), Pernambuco (127,3%) e Distrito Federal (122,2%).

O estudo enfatiza que a violência na infância, especialmente a negligência e o abuso, pode levar a um ciclo que culmina em suicídio na adolescência. Para enfrentar o problema, recomenda-se uma abordagem contínua de prevenção, proteção e intervenção, fortalecendo a família como espaço de proteção.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 188, e-mail, chat e VoIP, 24 horas por dia. Serviços de saúde como CAPS, UBS, UPAs e hospitais também podem ser procurados para atendimento.

Fonte: Agência Brasil

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Homicídios de mulheres caem 27,7% no Brasil, mas feminicídios seguem estáveis https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-de-mulheres-caem-277-no-brasil-mas-feminicidios-seguem-estaveis/ https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-de-mulheres-caem-277-no-brasil-mas-feminicidios-seguem-estaveis/#respond Tue, 26 May 2026 14:30:59 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-de-mulheres-caem-277-no-brasil-mas-feminicidios-seguem-estaveis/ Caiu 27,7% o número de homicídios de mulheres no Brasil entre 2014 e 2024, mas feminicídios se mantiveram estáveis.

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O total de homicídios de mulheres no Brasil apresentou queda de 27,7% de 2014 a 2024, período em que foram registrados 46.336 casos. Apesar da redução, os índices de violência letal contra o público feminino permanecem elevados, com destaque para as regiões Norte e Nordeste, que concentram os maiores patamares. Os dados são do Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

De acordo com o estudo, a diminuição no número de assassinatos se deve à redução dos homicídios ocorridos fora do ambiente doméstico. A taxa por 100 mil mulheres nessa categoria caiu de 3,47 em 2014 para 2,17 em 2024. Entre os estados, Sergipe (-67,2%) e Goiás (-62,5%) registraram as maiores quedas nas taxas de homicídios femininos. Em contrapartida, Roraima (21,2%) e Amazonas (13,6%) apresentaram os maiores índices.

Já o número de mulheres mortas no ambiente doméstico — classificado como feminicídio — permaneceu praticamente estável no período, variando de 1,25 para 1,18 por 100 mil habitantes. Para o Ipea e o FBSP, esse dado indica que não houve avanço na redução dos feminicídios. Em 2024, 3.642 mulheres foram vítimas desse crime no país. No acumulado de 2014 a 2024, os feminicídios representaram 40,3% do total de homicídios femininos, com base em registros policiais.

O coordenador do Atlas da Violência, Daniel Cerqueira, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, destacou que a lei contra o feminicídio entrou em vigor em 2015, e os primeiros anos foram marcados por um processo de adaptação das autoridades policiais, que antes qualificavam esses crimes como homicídios simples. “Uma coisa que não muda é essa estabilidade inaceitável da violência feminicida no Brasil”, afirmou.

Em relação à violência não letal, 293.842 mulheres foram vítimas no Brasil, sendo a maioria dos casos (187.958, ou 64%) ocorridos no ambiente doméstico. Desses, 79,9% das agressões aconteceram na residência da vítima, e 66,2% das mulheres atendidas pela rede de saúde relataram ter sofrido múltiplos episódios de violência no mesmo ano, indicando alta reincidência.

A violência contra a mulher varia conforme a faixa etária. Entre 0 e 9 anos e a partir dos 70 anos, a forma predominante é a negligência (51,9% e predomínio, respectivamente). Para meninas de 10 a 14 anos, 45,5% das violências reportadas foram de natureza sexual. Dos 15 aos 69 anos, a violência física é a mais frequente, geralmente associada a relacionamentos íntimos e acompanhada de outros tipos de agressão simultânea.

O levantamento confirma que as mulheres negras são as principais vítimas de violência letal. Em 2024, a taxa de homicídios de mulheres negras foi 66,7% superior à de mulheres não negras (2,4 por 100 mil), o que os pesquisadores atribuem ao racismo estrutural no país. Quatorze estados tiveram taxas de homicídio de mulheres negras acima da média nacional. Os maiores índices foram registrados no Ceará (7,2), Pernambuco (6,7), Espírito Santo (6,5), Roraima (6,3), Alagoas (5,9) e Mato Grosso (5,4). Já os menores ocorreram em São Paulo (1,4), Sergipe (2,4), Distrito Federal (2,5), Santa Catarina (2,7) e Minas Gerais (2,8).

Em 2024, 2.457 mulheres negras foram assassinadas, o equivalente a 67,5% do total de homicídios femininos no ano, resultando em uma taxa de 4 mortes por 100 mil mulheres negras. Esse número representa uma queda de 9,1% em relação ao ano anterior e o menor índice dos últimos 11 anos. No período de 2014 a 2024, a taxa de homicídios de mulheres negras caiu de 5,6 para 4 por 100 mil, uma redução de 28,6%. As maiores quedas ocorreram em Sergipe (70,0%), Goiás (64,2%) e Distrito Federal (55,4%). Por outro lado, Ceará (56,5%), Piauí (12,5%) e Roraima (8,6%) apresentaram aumentos significativos. Apenas o Maranhão manteve estabilidade na taxa ao longo dos 11 anos.

Fonte: Agência Brasil

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Negros são 77% das vítimas de homicídio no Brasil, aponta Atlas da Violência https://vozesdooraculo.com.br/negros-sao-77-das-vitimas-de-homicidio-no-brasil-aponta-atlas-da-violencia/ https://vozesdooraculo.com.br/negros-sao-77-das-vitimas-de-homicidio-no-brasil-aponta-atlas-da-violencia/#respond Tue, 26 May 2026 14:30:31 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/negros-sao-77-das-vitimas-de-homicidio-no-brasil-aponta-atlas-da-violencia/ Pessoas negras representam 77% dos homicídios no país, com taxa 170% maior que a de não negros.

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Dados do Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), revelam que a violência letal contra a população negra permanece em níveis elevados no Brasil, impulsionada por desigualdades estruturais, criminalidade e racismo estrutural. Em 2024, foram registrados 32.820 assassinatos de pessoas negras, o que equivale a 77% do total de homicídios do país. A taxa de homicídios entre negros foi de 27,3 mortes por 100 mil habitantes, resultando em uma média de 89,9 mortes por dia.

Entre os não negros — grupo que inclui brancos, amarelos e indígenas —, foram contabilizados 9.234 homicídios em 2024, com taxa de 10,1 por 100 mil habitantes. Segundo o estudo, a taxa de mortalidade por homicídio entre negros supera em 170,3% a registrada entre não negros. Na série histórica de 2014 a 2024, 435.551 pessoas negras foram assassinadas no país, contra 132.156 vítimas não negras.

Embora ambos os grupos tenham registrado queda nos homicídios no período, a redução foi desigual: entre não negros, o recuo foi de 38,9%, enquanto entre negros foi de 21,7%. O risco relativo de um cidadão negro ser morto por homicídio é 2,7 vezes maior do que o de um não negro. Em Alagoas, esse risco chega a ser 23,3 vezes maior; no Amapá, é de 16,7 vezes; e em Sergipe, de 6,8 vezes.

O coordenador do Atlas da Violência, Daniel Cerqueira, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, afirmou à Agência Brasil que “a violência está aumentando, em muitos casos, contra as minorias”.

Em relação à população LGBTQIA+, o Atlas aponta que o Estado brasileiro ainda falha em registrar de forma sistemática a motivação desses crimes, gerando “invisibilidade institucional que dificulta políticas públicas eficazes”. As notificações de violência contra homossexuais e bissexuais cresceram 5,5% de 2023 para 2024, totalizando 10.250 registros. Já as notificações contra pessoas transexuais e travestis aumentaram 2,5%, chegando a 5.575 registros.

Os casos de violência contra homossexuais subiram 4,8% entre 2023 e 2024, passando de 7.043 para 7.378, enquanto os contra bissexuais cresceram 7,4% (de 2.675 para 2.872). Em 2024, 5.575 pessoas trans e travestis foram vítimas de violência notificada, alta de 2,6% em relação ao ano anterior. O grupo de travestis registrou aumento de 4,1% nos casos.

Entre 2014 e 2024, a notificação de violência contra homossexuais e bissexuais cresceu 212,7%, com maior intensidade entre bissexuais (781%) do que entre homossexuais (149,9%). No total, foram registrados 59.790 casos de violência contra homossexuais e bissexuais no período. No mesmo intervalo, foram registrados 35.779 casos de violência contra pessoas trans e travestis no sistema de saúde.

De 2023 para 2024, houve queda de 0,6% nos casos contra homens trans (de 1.307 para 1.299), enquanto os casos contra mulheres trans cresceram 3,6%, atingindo 3.594 registros — mais que o dobro dos casos contra homens trans. Entre travestis, o aumento foi de 4,1%, chegando a 682 registros. O Atlas revela que pessoas negras representam 67% das vítimas travestis e 61% das vítimas mulheres transexuais, contra 34% de brancas. Entre homens transexuais, 55% das vítimas são negras e 42% brancas.

Entre as pessoas com deficiência, a violência sexual é uma das formas mais críticas de vitimização, com maior peso relativo entre pessoas com deficiência intelectual (35,3%) e transtornos mentais (25,5%). As mulheres são as maiores vítimas: a violência sexual corresponde a 44,9% das notificações entre mulheres com deficiência intelectual, contra 20,1% entre homens com a mesma condição. Para esse grupo, a violência doméstica representa quase 68% dos casos de violência física.

O estudo aponta predominância significativa de vítimas com deficiência intelectual do sexo feminino (81,5%), superando os homens com a mesma condição (37,0%), resultando em um valor agregado elevado para esse tipo de deficiência (55,1%). Em todos os contextos de violência, o maior número de notificações refere-se a pessoas com transtornos mentais, seguidas por pessoas com deficiência múltipla. A faixa etária de 10 a 19 anos concentra a maior parte dos registros. Na infância (0 a 9 anos), predominam negligência e abandono (37,7%), seguidos por violência sexual (32,3%) e física (29,8%). Na adolescência (10 a 19 anos), a violência sexual atinge seu ponto mais alto (40,4%), com aumento também da violência física. Na vida adulta (20 a 49 anos), esse tipo de violência se mantém relevante.

Fonte: Agência Brasil

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Mortes de motociclistas sobem 38% em cinco anos, aponta Atlas da Violência https://vozesdooraculo.com.br/mortes-de-motociclistas-sobem-38-em-cinco-anos-aponta-atlas-da-violencia/ https://vozesdooraculo.com.br/mortes-de-motociclistas-sobem-38-em-cinco-anos-aponta-atlas-da-violencia/#respond Tue, 26 May 2026 14:29:57 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/mortes-de-motociclistas-sobem-38-em-cinco-anos-aponta-atlas-da-violencia/ Expansão dos aplicativos de entrega impulsiona alta de óbitos envolvendo motos no Brasil.

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O Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito em 2024, com destaque para o aumento dos óbitos envolvendo motocicletas, que totalizaram 15.459 — 41,6% do total. Em 2014, as mortes no trânsito somaram 43.780, sendo 12.604 (28,7%) com motos. Os dados são do Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Embora o número absoluto de mortes no trânsito tenha caído 20% em uma década, as fatalidades com motocicletas cresceram no período. O estudo aponta que a expansão da economia de aplicativos transformou a motocicleta em ferramenta de trabalho para grande parte da população, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Entre 2019 e 2024, as mortes com motos subiram 38%, de 11.182 para 15.459.

A taxa de óbitos no trânsito em 2024 foi de 17,5 por 100 mil habitantes, inferior à de 2014 (21,9 por 100 mil), mas os pesquisadores alertam para o rápido crescimento recente. A pressão por produtividade, a falta de proteção social e as jornadas exaustivas tornaram os trabalhadores de aplicativos um dos grupos mais vulneráveis ao risco letal no dia a dia urbano.

O coordenador do Atlas, Daniel Cerqueira, técnico do Ipea, afirmou à Agência Brasil que “o jovem ainda não está formado em sua capacidade de consequência e, em todas as situações, está mais exposto ao risco”. Ele acrescentou que o serviço de mototáxis agrava o problema, expondo não apenas o condutor, mas também o passageiro. No Piauí, por exemplo, as motos estiveram envolvidas em 72,7% das mortes no trânsito em 2024, bem acima da média nacional de 41,6%.

Entre as medidas urgentes para reduzir a mortalidade, Cerqueira citou redução de velocidade, educação para o trânsito, melhoria da infraestrutura e segurança viária, além de aperfeiçoamento da gestão, fiscalização e legislação. “O uso cada vez mais intensivo da motocicleta é um desafio enorme para esses jovens. Acho que tem que ser pensada uma legislação sobre esse tema”, sugeriu.

O Atlas também registrou 29.870 homicídios com armas de fogo em 2024, queda de 8,8% ante 2023 e de 31,2% em relação a 2014. A taxa por 100 mil habitantes foi de 14,1, redução de 9% frente a 2023 e de 35% na comparação com 2014. A diminuição foi generalizada, mas cinco estados apresentaram alta em valores absolutos: Amapá (100%), Roraima (61,7%), Pernambuco (9,9%), Piauí (8,1%) e Bahia (2,3%).

Em 2024, as armas de fogo representaram 70,1% dos homicídios, o menor percentual da década. Entre os dez estados com maior participação, oito estão no Nordeste, e quatro superaram 80%: Ceará (85,6%), Paraíba (83,9%), Amapá (83,7%) e Bahia (81,1%). Os menores índices foram no Distrito Federal (40,6%), Roraima (43,7%) e Tocantins (49,8%).

Na década analisada, todos os estados do Sudeste reduziram a participação das armas de fogo nos homicídios. Já no Norte, cinco de oito estados registraram aumento, com destaque para Amapá (+40,9%) e Roraima (+47,1%). O Distrito Federal teve a maior redução (-45,9%). Pesquisadores do Atlas interpretam esse padrão como uma “fragmentação crescente das dinâmicas da violência letal no país”.

Fonte: Agência Brasil

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