O Atlas da Violência de 2024, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Ipea e FBSP, aponta que Amapá (45,7 mortes por 100 mil habitantes), Bahia (40,9), Pernambuco (37,3), Alagoas (35,9) e Ceará (34,3) concentram as maiores taxas de homicídios do país. Nacionalmente, o índice foi de 20,1 mortes por 100 mil habitantes, uma redução de 7,4% em relação a 2023.
O sistema de saúde registrou 42.590 assassinatos no último ano, o menor número desde o início da série histórica, em 1998. Os estados com menores taxas foram São Paulo (6,6%), Santa Catarina (8,1%), Distrito Federal (10,3%), Minas Gerais (12,8%) e Rio Grande do Sul (15,2%).
As maiores quedas percentuais ocorreram no Amapá (-30,0%), Tocantins (-26,7%) e Sergipe (-24,8%). Em números absolutos, o Rio de Janeiro liderou a redução, com 772 mortes a menos. O coordenador do estudo, Daniel Cerqueira, afirmou que o país vive um momento de transição.
Apesar da queda nos homicídios, o pesquisador destacou o aumento da sensação de insegurança e a persistência de desigualdades que afetam grupos minoritários. Ele alertou para a piora na qualidade dos registros oficiais, com alta de 23,8% nas Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI). Se esses óbitos fossem reclassificados, a redução real da letalidade seria de apenas 0,4%.
O relatório aponta ainda que os jovens continuam sendo as principais vítimas: representam 46,5% do total de homicídios. Considerando crimes ocultos, a taxa estimada para esse grupo é de 46,1 mortes por 100 mil jovens.
Fonte: Jovem Pan







