SEGURANÇASP, SC e DF lideram menores taxas de homicídio no Brasil, aponta Atlas da Violência

O Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Ipea e FBSP, aponta que São Paulo, Santa Catarina, Distrito Federal, Minas Gerais e Rio Grande do Sul registraram as menores taxas de homicídios por 100 mil habitantes no Brasil em 2024. São Paulo teve 6,6%, Santa Catarina 8,1%, Distrito Federal 10,3%, Minas Gerais 12,8% e Rio Grande do Sul 15,2%.

Em todo o país, o sistema oficial de saúde contabilizou 42.590 assassinatos em 2024, o que representa uma taxa de 20,1 homicídios por 100 mil habitantes. O número indica uma redução de 7,4% em relação a 2023. Segundo o relatório, o Brasil atingiu o menor patamar de violência letal desde o início da série histórica em 1998.

Veja os 10 estados com as menores taxas: São Paulo (6,6%), Santa Catarina (8,1%), Distrito Federal (10,3%), Minas Gerais (12,8%), Rio Grande do Sul (15,2%), Mato Grosso do Sul (18,3%), Goiás (18,4%), Paraná (18,6%), Tocantins (19,8%) e Acre (20,2%).

O documento destaca que a queda foi relativamente disseminada, com recuos expressivos em estados que historicamente apresentavam índices altos, como Amapá (-30,0%), Tocantins (-26,7%) e Sergipe (-24,8%). Em números absolutos, a redução mais significativa ocorreu no Rio de Janeiro, com 772 mortes a menos do que no ano anterior.

Apesar dos dados positivos, o coordenador do estudo, Daniel Cerqueira, alerta para a piora na qualidade dos registros oficiais. O relatório aponta aumento de 23,8% nas Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI). Usando metodologia de machine learning para estimar quantos desses casos seriam assassinatos, o Atlas indica que a redução real da letalidade entre 2023 e 2024 teria sido de apenas 0,4%.

Nesse cenário estimado, Santa Catarina permanece como o estado menos violento (taxa de 8,8), enquanto São Paulo perde a segunda posição para o Distrito Federal (10,9). O relatório também detalha que a violência continua atingindo desproporcionalmente grupos minoritários e jovens. Em 2024, 19.801 jovens de 15 a 29 anos foram assassinados, representando 46,5% do total de vítimas. Além disso, o risco de uma pessoa negra ser assassinada no país é 2,7 vezes maior do que o de uma pessoa não negra.

Fonte: Jovem Pan

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