homicídios Archives - Vozes do Oráculo https://vozesdooraculo.com.br/tag/homicidios/ Revelando os Fatos! Tue, 26 May 2026 15:36:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.4 https://vozesdooraculo.com.br/wp-content/uploads/2026/05/favicon-150x150.png homicídios Archives - Vozes do Oráculo https://vozesdooraculo.com.br/tag/homicidios/ 32 32 SP, SC e DF lideram menores taxas de homicídio no Brasil, aponta Atlas da Violência https://vozesdooraculo.com.br/sp-sc-e-df-lideram-menores-taxas-de-homicidio-no-brasil-aponta-atlas-da-violencia/ https://vozesdooraculo.com.br/sp-sc-e-df-lideram-menores-taxas-de-homicidio-no-brasil-aponta-atlas-da-violencia/#respond Tue, 26 May 2026 15:36:28 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/sp-sc-e-df-lideram-menores-taxas-de-homicidio-no-brasil-aponta-atlas-da-violencia/ Levantamento mostra queda de 7,4% nos assassinatos em 2024, mas alerta para aumento de mortes por causas indeterminadas.

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O Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Ipea e FBSP, aponta que São Paulo, Santa Catarina, Distrito Federal, Minas Gerais e Rio Grande do Sul registraram as menores taxas de homicídios por 100 mil habitantes no Brasil em 2024. São Paulo teve 6,6%, Santa Catarina 8,1%, Distrito Federal 10,3%, Minas Gerais 12,8% e Rio Grande do Sul 15,2%.

Em todo o país, o sistema oficial de saúde contabilizou 42.590 assassinatos em 2024, o que representa uma taxa de 20,1 homicídios por 100 mil habitantes. O número indica uma redução de 7,4% em relação a 2023. Segundo o relatório, o Brasil atingiu o menor patamar de violência letal desde o início da série histórica em 1998.

Veja os 10 estados com as menores taxas: São Paulo (6,6%), Santa Catarina (8,1%), Distrito Federal (10,3%), Minas Gerais (12,8%), Rio Grande do Sul (15,2%), Mato Grosso do Sul (18,3%), Goiás (18,4%), Paraná (18,6%), Tocantins (19,8%) e Acre (20,2%).

O documento destaca que a queda foi relativamente disseminada, com recuos expressivos em estados que historicamente apresentavam índices altos, como Amapá (-30,0%), Tocantins (-26,7%) e Sergipe (-24,8%). Em números absolutos, a redução mais significativa ocorreu no Rio de Janeiro, com 772 mortes a menos do que no ano anterior.

Apesar dos dados positivos, o coordenador do estudo, Daniel Cerqueira, alerta para a piora na qualidade dos registros oficiais. O relatório aponta aumento de 23,8% nas Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI). Usando metodologia de machine learning para estimar quantos desses casos seriam assassinatos, o Atlas indica que a redução real da letalidade entre 2023 e 2024 teria sido de apenas 0,4%.

Nesse cenário estimado, Santa Catarina permanece como o estado menos violento (taxa de 8,8), enquanto São Paulo perde a segunda posição para o Distrito Federal (10,9). O relatório também detalha que a violência continua atingindo desproporcionalmente grupos minoritários e jovens. Em 2024, 19.801 jovens de 15 a 29 anos foram assassinados, representando 46,5% do total de vítimas. Além disso, o risco de uma pessoa negra ser assassinada no país é 2,7 vezes maior do que o de uma pessoa não negra.

Fonte: Jovem Pan

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Atlas da Violência: Amapá e Bahia lideram taxas de homicídios; país atinge menor índice histórico https://vozesdooraculo.com.br/atlas-da-violencia-amapa-e-bahia-lideram-taxas-de-homicidios-pais-atinge-menor-indice-historico/ https://vozesdooraculo.com.br/atlas-da-violencia-amapa-e-bahia-lideram-taxas-de-homicidios-pais-atinge-menor-indice-historico/#respond Tue, 26 May 2026 15:04:05 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/atlas-da-violencia-amapa-e-bahia-lideram-taxas-de-homicidios-pais-atinge-menor-indice-historico/ Brasil registra queda de 7,4% nos assassinatos em 2024, com 42.590 mortes, menor patamar desde 1998.

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O Atlas da Violência de 2024, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Ipea e FBSP, aponta que Amapá (45,7 mortes por 100 mil habitantes), Bahia (40,9), Pernambuco (37,3), Alagoas (35,9) e Ceará (34,3) concentram as maiores taxas de homicídios do país. Nacionalmente, o índice foi de 20,1 mortes por 100 mil habitantes, uma redução de 7,4% em relação a 2023.

O sistema de saúde registrou 42.590 assassinatos no último ano, o menor número desde o início da série histórica, em 1998. Os estados com menores taxas foram São Paulo (6,6%), Santa Catarina (8,1%), Distrito Federal (10,3%), Minas Gerais (12,8%) e Rio Grande do Sul (15,2%).

As maiores quedas percentuais ocorreram no Amapá (-30,0%), Tocantins (-26,7%) e Sergipe (-24,8%). Em números absolutos, o Rio de Janeiro liderou a redução, com 772 mortes a menos. O coordenador do estudo, Daniel Cerqueira, afirmou que o país vive um momento de transição.

Apesar da queda nos homicídios, o pesquisador destacou o aumento da sensação de insegurança e a persistência de desigualdades que afetam grupos minoritários. Ele alertou para a piora na qualidade dos registros oficiais, com alta de 23,8% nas Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI). Se esses óbitos fossem reclassificados, a redução real da letalidade seria de apenas 0,4%.

O relatório aponta ainda que os jovens continuam sendo as principais vítimas: representam 46,5% do total de homicídios. Considerando crimes ocultos, a taxa estimada para esse grupo é de 46,1 mortes por 100 mil jovens.

Fonte: Jovem Pan

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Brasil registra menor taxa de homicídios em 11 anos, aponta Atlas da Violência https://vozesdooraculo.com.br/brasil-registra-menor-taxa-de-homicidios-em-11-anos-aponta-atlas-da-violencia/ https://vozesdooraculo.com.br/brasil-registra-menor-taxa-de-homicidios-em-11-anos-aponta-atlas-da-violencia/#respond Tue, 26 May 2026 14:36:58 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/brasil-registra-menor-taxa-de-homicidios-em-11-anos-aponta-atlas-da-violencia/ País teve 42.590 assassinatos em 2024, com queda de 7,4% na taxa, mas qualidade dos dados preocupa.

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A taxa de homicídios no Brasil caiu para 20,1 mortes por 100 mil habitantes em 2024, uma redução de 7,4% em relação ao ano anterior. O dado faz parte da edição de 2026 do Atlas da Violência, estudo conduzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado nesta terça-feira (26). Em números absolutos, foram 42.590 assassinatos no país, uma diminuição de 6,9% comparado a 2023.

De acordo com o relatório, essa é a menor taxa registrada desde 1998, consolidando uma tendência de queda iniciada em 2018. Daniel Cerqueira, coordenador do Atlas e técnico do Ipea, avaliou que a redução ocorre em meio a um cenário de transição: embora os homicídios caiam, a insegurança cresce e as desigualdades que afetam grupos minoritários persistem ou se agravam.

Em entrevista à Agência Brasil, Cerqueira destacou que a taxa atual é a menor da série histórica, mas expressou surpresa com a piora na qualidade dos dados de 2024. “Esperávamos que houvesse menos ou, pelo menos, o mesmo número de mortes violentas por causa indeterminada. Isso não ocorreu. Pelo contrário, o número aumentou muito em 2024 e fez sombra a essa queda histórica”, afirmou.

Entre os estados, as maiores quedas nas taxas ocorreram no Amapá (-30,0%), Tocantins (-26,7%) e Sergipe (-24,8%). Em termos absolutos, o Rio de Janeiro liderou a redução, com 772 assassinatos a menos que em 2023. Apesar da melhora na maioria das unidades federativas, o relatório alerta para um aumento de 23,8% nas Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI) em 2024. Quando se aplica a taxa estimada, que reclassifica parte desses óbitos como homicídios, a queda nacional entre 2023 e 2024 seria de apenas 0,4%.

A violência continua distribuída de forma desigual pelo país. Enquanto São Paulo (6,6) e Santa Catarina (8,1) apresentam as menores taxas, Amapá (45,7) e Bahia (40,9) mantêm os índices mais altos por 100 mil habitantes. O estudo também aponta que os jovens são os mais afetados: 46,5% das vítimas de homicídio têm entre 15 e 29 anos. Considerando os crimes ocultos, a taxa estimada chega a 46,1 homicídios por 100 mil jovens.

Fonte: Jovem Pan

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Homicídios de jovens caem um terço no Brasil entre 2014 e 2024 https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-de-jovens-caem-um-terco-no-brasil-entre-2014-e-2024/ https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-de-jovens-caem-um-terco-no-brasil-entre-2014-e-2024/#respond Tue, 26 May 2026 14:32:07 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-de-jovens-caem-um-terco-no-brasil-entre-2014-e-2024/ Taxa de homicídios de jovens de 15 a 29 anos caiu 33,9% em dez anos, mas ainda há 75 mortes por dia.

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A taxa de homicídios de jovens entre 15 e 29 anos no Brasil caiu 33,9% entre 2014 e 2024, de acordo com o Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). No período de dez anos, 301.825 jovens dessa faixa etária foram assassinados no país, o que equivale a 75 mortes por dia e representa 46,5% do total de vítimas de homicídios no Brasil.

As maiores reduções na taxa de homicídios de jovens ocorreram no Distrito Federal (-79,6%), Goiás (-67,8%) e São Paulo (-58,0%). Por outro lado, alguns estados registraram aumento, como Amapá (+45,2%), Pernambuco (+7,5%) e Bahia (+6,4%).

Quando analisados apenas os homens jovens, a taxa caiu 39,1% entre 2014 e 2024, com a maior queda no Distrito Federal (81,7%). Segundo o Atlas da Violência, em 2024, 19.801 jovens foram assassinados, resultando em uma taxa de 42,2 homicídios por 100 mil habitantes. Se forem considerados os homicídios ocultos — casos prováveis de assassinato não registrados oficialmente — a taxa estimada sobe para 46,1 homicídios por 100 mil pessoas.

Em 2024, a menor taxa de homicídio de jovens foi registrada em São Paulo (10,7 por 100 mil), enquanto as maiores foram no Amapá (114,7) e na Bahia (101,8). Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, globalmente, cerca de 193 mil jovens morrem violentamente a cada ano, e os homicídios de pessoas entre 15 e 29 anos correspondem a aproximadamente 40% das mortes violentas no mundo. A OMS destaca ainda que, para cada jovem morto, muitos sobrevivem com ferimentos graves que afetam seu desenvolvimento psicológico, educacional e social.

Do total de 19,8 mil jovens assassinados em 2024, 18.545 eram homens, o que representa uma taxa de 78 homicídios por 100 mil — quase o dobro da taxa geral. O estudo ressalta que a violência letal é predominantemente masculina e armada, resultado de fatores estruturais e concentrada em regiões pobres e periféricas. Dos 54 jovens mortos diariamente em 2024, 51 eram homens. Entre adolescentes de 15 a 19 anos, armas de fogo foram usadas em 84,1% dos homicídios.

O coordenador do Atlas da Violência, Daniel Cerqueira, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, afirmou à Agência Brasil que, antes da morte física, existe um ciclo de violência na vida desses indivíduos desde o nascimento. “É um grito de alerta para tentar decidir o que a gente quer fazer com as nossas crianças, adolescentes e jovens, que são o futuro da nação”, alertou.

O Atlas da Violência 2026 também traz dados sobre violência contra crianças e adolescentes. Em 2024, ocorreram 179 homicídios de crianças de 0 a 4 anos, taxa de 1,4 morte por 100 mil vivos. Entre 2014 e 2024, houve redução de 14,8% no número de assassinatos nessa faixa etária, mas a taxa se manteve estável. Para crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, foram registrados 320 homicídios em 2024, ou 1,1 morte por 100 mil. No período, o número de homicídios nessa faixa etária caiu 63,2%, e a taxa recuou 60,7%.

A violência letal foi mais intensa entre adolescentes de 15 a 19 anos, embora tenha havido redução de 55,8% no número de homicídios, que passou de 10.348 em 2014 para 4.570 em 2024. A taxa caiu de 60,3 para 30,5 homicídios por 100 mil. No total, cerca de 14 crianças e adolescentes de 0 a 19 anos foram assassinados por dia no Brasil em 2024.

O Atlas revela forte predominância do uso de armas de fogo nos homicídios de adolescentes de 15 a 19 anos (84,1% dos casos), sugerindo dinâmicas típicas da violência interpessoal em contextos urbanos. Entre crianças de 5 a 14 anos, embora a maioria das mortes também esteja relacionada a armas de fogo (69,5%), há participação de meios contundentes (6,6%) e perfurantes (12,7%), além de registros com instrumento desconhecido (4,1%). Para crianças de 0 a 4 anos, há maior dispersão dos meios de agressão, com menor predominância de armas de fogo (20,3%) e participação expressiva de instrumentos classificados como desconhecidos (36,7%) e contundentes (19,3%).

O estudo sustenta que a violência se torna mais letal e associada ao uso de armas de fogo à medida que a idade avança, destacando a importância de políticas de controle de armas para reduzir os homicídios nessa faixa etária. A violência doméstica liderou os tipos de violência contra crianças e adolescentes entre 2014 e 2024, com 676.282 casos registrados: 253.199 na faixa de 0 a 4 anos, 279.542 em crianças de 5 a 14 anos e 143.541 em adolescentes de 15 a 19 anos. Para as crianças menores, recomenda-se a adoção de estratégias de proteção no ambiente doméstico, prevenção de maus-tratos e identificação precoce de situações de risco.

Fonte: Agência Brasil

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Homicídios de mulheres caem 27,7% no Brasil, mas feminicídios seguem estáveis https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-de-mulheres-caem-277-no-brasil-mas-feminicidios-seguem-estaveis/ https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-de-mulheres-caem-277-no-brasil-mas-feminicidios-seguem-estaveis/#respond Tue, 26 May 2026 14:30:59 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-de-mulheres-caem-277-no-brasil-mas-feminicidios-seguem-estaveis/ Caiu 27,7% o número de homicídios de mulheres no Brasil entre 2014 e 2024, mas feminicídios se mantiveram estáveis.

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O total de homicídios de mulheres no Brasil apresentou queda de 27,7% de 2014 a 2024, período em que foram registrados 46.336 casos. Apesar da redução, os índices de violência letal contra o público feminino permanecem elevados, com destaque para as regiões Norte e Nordeste, que concentram os maiores patamares. Os dados são do Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

De acordo com o estudo, a diminuição no número de assassinatos se deve à redução dos homicídios ocorridos fora do ambiente doméstico. A taxa por 100 mil mulheres nessa categoria caiu de 3,47 em 2014 para 2,17 em 2024. Entre os estados, Sergipe (-67,2%) e Goiás (-62,5%) registraram as maiores quedas nas taxas de homicídios femininos. Em contrapartida, Roraima (21,2%) e Amazonas (13,6%) apresentaram os maiores índices.

Já o número de mulheres mortas no ambiente doméstico — classificado como feminicídio — permaneceu praticamente estável no período, variando de 1,25 para 1,18 por 100 mil habitantes. Para o Ipea e o FBSP, esse dado indica que não houve avanço na redução dos feminicídios. Em 2024, 3.642 mulheres foram vítimas desse crime no país. No acumulado de 2014 a 2024, os feminicídios representaram 40,3% do total de homicídios femininos, com base em registros policiais.

O coordenador do Atlas da Violência, Daniel Cerqueira, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, destacou que a lei contra o feminicídio entrou em vigor em 2015, e os primeiros anos foram marcados por um processo de adaptação das autoridades policiais, que antes qualificavam esses crimes como homicídios simples. “Uma coisa que não muda é essa estabilidade inaceitável da violência feminicida no Brasil”, afirmou.

Em relação à violência não letal, 293.842 mulheres foram vítimas no Brasil, sendo a maioria dos casos (187.958, ou 64%) ocorridos no ambiente doméstico. Desses, 79,9% das agressões aconteceram na residência da vítima, e 66,2% das mulheres atendidas pela rede de saúde relataram ter sofrido múltiplos episódios de violência no mesmo ano, indicando alta reincidência.

A violência contra a mulher varia conforme a faixa etária. Entre 0 e 9 anos e a partir dos 70 anos, a forma predominante é a negligência (51,9% e predomínio, respectivamente). Para meninas de 10 a 14 anos, 45,5% das violências reportadas foram de natureza sexual. Dos 15 aos 69 anos, a violência física é a mais frequente, geralmente associada a relacionamentos íntimos e acompanhada de outros tipos de agressão simultânea.

O levantamento confirma que as mulheres negras são as principais vítimas de violência letal. Em 2024, a taxa de homicídios de mulheres negras foi 66,7% superior à de mulheres não negras (2,4 por 100 mil), o que os pesquisadores atribuem ao racismo estrutural no país. Quatorze estados tiveram taxas de homicídio de mulheres negras acima da média nacional. Os maiores índices foram registrados no Ceará (7,2), Pernambuco (6,7), Espírito Santo (6,5), Roraima (6,3), Alagoas (5,9) e Mato Grosso (5,4). Já os menores ocorreram em São Paulo (1,4), Sergipe (2,4), Distrito Federal (2,5), Santa Catarina (2,7) e Minas Gerais (2,8).

Em 2024, 2.457 mulheres negras foram assassinadas, o equivalente a 67,5% do total de homicídios femininos no ano, resultando em uma taxa de 4 mortes por 100 mil mulheres negras. Esse número representa uma queda de 9,1% em relação ao ano anterior e o menor índice dos últimos 11 anos. No período de 2014 a 2024, a taxa de homicídios de mulheres negras caiu de 5,6 para 4 por 100 mil, uma redução de 28,6%. As maiores quedas ocorreram em Sergipe (70,0%), Goiás (64,2%) e Distrito Federal (55,4%). Por outro lado, Ceará (56,5%), Piauí (12,5%) e Roraima (8,6%) apresentaram aumentos significativos. Apenas o Maranhão manteve estabilidade na taxa ao longo dos 11 anos.

Fonte: Agência Brasil

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Brasil atinge menor taxa de homicídios da série histórica em 2024 https://vozesdooraculo.com.br/brasil-atinge-menor-taxa-de-homicidios-da-serie-historica-em-2024/ https://vozesdooraculo.com.br/brasil-atinge-menor-taxa-de-homicidios-da-serie-historica-em-2024/#respond Tue, 26 May 2026 14:26:08 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/brasil-atinge-menor-taxa-de-homicidios-da-serie-historica-em-2024/ Em 2024, o Brasil registrou a menor taxa de homicídios desde 2014, com 20,1 mortes por 100 mil habitantes.

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O Brasil alcançou em 2024 o menor índice de homicídios desde o início da série histórica do Atlas da Violência, em 2014. O levantamento, divulgado nesta terça-feira (26), é produzido anualmente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). A taxa ficou em 20,1 assassinatos para cada 100 mil habitantes, uma redução de 7,4% em relação a 2023. Em números absolutos, foram 42.590 homicídios, queda de 6,9%.

O estudo baseou-se em dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), ambos do Ministério da Saúde. A análise do período de 10 anos (2014-2024) mostrou uma queda de 33,4% na taxa nacional de homicídios e de 29,6% no número total de mortes. O Amapá foi o único estado a registrar aumento expressivo tanto na taxa (+30,2%) quanto no número de homicídios (+41,8%) na década.

O estudo também apontou um crescimento significativo na subnotificação desses crimes, enquanto a percepção de insegurança da população continua elevada. Para Daniel Cerqueira, coordenador do Atlas da Violência e técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, o Brasil vive uma transição marcada pela redução de homicídios, mas com aumento da insegurança e manutenção ou agravamento das desigualdades que afetam minorias. Em entrevista à Agência Brasil, ele afirmou que a taxa atual é a mais baixa desde 1998, mas destacou que a piora na qualidade dos dados em 2024 surpreendeu os pesquisadores. “Esperávamos que houvesse menos mortes violentas por causa indeterminada, mas o número aumentou muito, ofuscando essa queda histórica”, disse.

A melhora na taxa de homicídios em 2024 foi relativamente disseminada entre os estados. Apenas Maranhão e Ceará tiveram aumentos relevantes na comparação com 2023, com altas de 7,6% e 5,2%, respectivamente, enquanto São Paulo ficou estável. As quedas mais acentuadas ocorreram no Amapá (-30,0%), Tocantins (-26,7%), Sergipe (-24,8%), Roraima (-22,8%) e Acre (-20,5%). Em números absolutos, as maiores reduções foram no Rio de Janeiro (-772 casos), Bahia (-555), Rio Grande do Sul (-280), Goiás (-229) e Amazonas (-229).

As menores taxas oficiais de homicídios em 2024 foram registradas em São Paulo (6,6 por 100 mil habitantes), Santa Catarina (8,1), Distrito Federal (10,3), Minas Gerais (12,8) e Rio Grande do Sul (15,2). Já as maiores taxas ocorreram no Amapá (45,7), Bahia (40,9), Pernambuco (37,3), Alagoas (35,9) e Ceará (34,3). Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, 17 dos 20 mais violentos estão no Nordeste, enquanto as 20 cidades menos violentas estão concentradas no Sul e Sudeste. O Atlas atribui essas desigualdades a diferenças históricas de desenvolvimento econômico, capacidade institucional, dinâmica demográfica e presença do crime organizado.

As Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI) somaram 3.311 casos em 2024, um aumento de 23,8% em relação a 2023. No total, 17.207 pessoas morreram de forma violenta sem que a causa básica fosse identificada. Segundo o Ipea, quase metade (41%) desses casos são, na verdade, homicídios subnotificados. Os pesquisadores desenvolveram uma metodologia para identificar, entre as MVCI, quais têm maior probabilidade de serem assassinatos, chamados de homicídios ocultos. Com isso, verificou-se que 7.083 das 17.207 mortes violentas sem causa determinada em 2024 foram homicídios não classificados como tal.

Daniel Cerqueira explicou que o modelo identifica probabilisticamente padrões de letalidade com base nas características das vítimas e das circunstâncias. Entre as possíveis causas da subnotificação, ele apontou a falta de compartilhamento de informações entre saúde e polícia. O Atlas da Violência 2026 mostra que os homicídios ocultos cresceram 88,6% entre 2023 e 2024, passando de 3.755 para 7.083, com a taxa evoluindo de 1,8 para 3,3 por 100 mil habitantes – uma expansão de 83,3%. Em 2024, os homicídios ocultos representaram 14,3% dos homicídios estimados, contra 7,6% em 2023.

Fonte: Agência Brasil

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Homicídios caem 7,4% no Brasil em 2024, mas subnotificação preocupa, diz Atlas https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-caem-74-no-brasil-em-2024-mas-subnotificacao-preocupa-diz-atlas/ https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-caem-74-no-brasil-em-2024-mas-subnotificacao-preocupa-diz-atlas/#respond Tue, 26 May 2026 14:25:17 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-caem-74-no-brasil-em-2024-mas-subnotificacao-preocupa-diz-atlas/ Queda de homicídios no Brasil esconde subnotificação e alta em regiões Norte e Nordeste.

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O Atlas da Violência 2024, divulgado nesta terça-feira pelo Ipea e FBSP, aponta que o Brasil registrou 42.590 homicídios no ano passado, uma redução de 7,4% em relação a 2023. A taxa nacional ficou em 20,1 mortes por 100 mil habitantes, o menor índice desde 2014.

Apesar da melhora geral, o estudo destaca dois problemas: a subnotificação de assassinatos e a concentração de mortes violentas em cidades das regiões Norte e Nordeste. As maiores taxas estão no Amapá, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Ceará. Entre os 20 municípios mais violentos com mais de 100 mil habitantes, 17 estão no Nordeste, enquanto as 20 cidades com menos homicídios ficam no Sul e Sudeste.

O coordenador do levantamento, Daniel Cerqueira, explica que a interiorização das facções criminosas, com grupos locais focados no controle territorial, agrava a violência nessas regiões. “São jovens que querem se firmar pela violência”, afirma. A queda nacional, por outro lado, é atribuída a políticas de segurança mais eficazes, envelhecimento populacional e redução dos conflitos entre PCC e Comando Vermelho, que atingiram o auge entre 2016 e 2017.

Cerqueira ressalta que a sensação de insegurança aumentou, mesmo com menos homicídios. Isso se deve à maior visibilidade da criminalidade no debate público e à mudança no perfil dos crimes: além do medo de roubo, cresce o temor de fraudes, como estelionatos virtuais. Outro fator é a governança criminal territorial, antes restrita ao Rio de Janeiro, que agora se expande pelo país.

O Atlas também alerta para os homicídios ocultos, mortes registradas como acidente, suicídio ou causa indeterminada (MVCIs). Entre 2023 e 2024, esses casos subiram 88,6%, de 3.755 para 7.083, elevando a taxa de 1,8 para 3,3 por 100 mil habitantes. De 2014 a 2024, foram 55.212 homicídios ocultos. Para Cerqueira, a piora na qualidade dos dados cria um “ponto cego estatístico”. Ele cita a falta de compartilhamento de informações entre polícia e saúde, além de dificuldades na identificação das causas pelas autoridades.

A violência contra mulheres caiu 27,7% na última década, mas a redução se deve a mortes fora de casa. Dentro do ambiente doméstico, a taxa variou de 1,25 para 1,18 por 100 mil habitantes, uma “estabilidade inaceitável”, segundo Cerqueira, que aponta raízes culturais no patriarcado. A letalidade contra negros também preocupa: em 2024, 32.820 negros foram assassinados (89,9% do total), com taxa 170,3% maior que a de não negros. Para mulheres negras, a taxa é 66,7% superior.

O levantamento critica a falta de registros sistemáticos de violência contra a população LGBTQ+, gerando invisibilidade. As notificações de agressões contra homossexuais e bissexuais cresceram 5,5%, totalizando 10.250 casos, enquanto as contra transexuais e travestis subiram 2,5%, para 5.575 ocorrências.

Fonte: O GLOBO

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Homicídios caem no país, mas subnotificação e alta das mortes no Norte e Nordeste são desafio, aponta Atlas https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-caem-no-pais-mas-subnotificacao-e-alta-das-mortes-no-norte-e-nordeste-sao-desafio-aponta/ https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-caem-no-pais-mas-subnotificacao-e-alta-das-mortes-no-norte-e-nordeste-sao-desafio-aponta/#respond Tue, 26 May 2026 14:18:14 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-caem-no-pais-mas-subnotificacao-e-alta-das-mortes-no-norte-e-nordeste-sao-desafio-aponta/ Brasil registrou 42.590 homicídios em 2024, menor patamar desde 2014, mas Norte e Nordeste concentram as maiores taxas.

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Dados oficiais da área da saúde mostram que o Brasil viu o número de homicídios registrados em 2024 reduzir 7,4% em relação ao ano anterior, segundo o Atlas da Violência, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) nesta terça-feira. Em 2024, foram contabilizados oficialmente 42.590 homicídios em todo o país, representando uma taxa de 20,1 casos por 100 mil habitantes. Trata-se do menor patamar desde 2014.

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Apesar da queda, que segue uma tendência já vista nos últimos anos, o Atlas da Violência elenca a subnotificação e o elevado número de mortes em municípios de Norte e Nordeste como desafios. As maiores taxas de homicídio concentram-se no Amapá, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Ceará. Dezessete dos 20 municípios mais violentos com mais de 100 mil habitantes estão no Nordeste, enquanto as 20 cidades menos violentas encontram-se exclusivamente no Sul e Sudeste.

Veja aqui as taxas de homicídios por 100 mil habitantes por estado Reprodução

Um dos fatores que contribui para a disparidade é demográfico. As regiões mais violentas são as que mantém uma proporção maior de jovens, recorte da população que tende a estar mais envolvido, seja como vítima ou perpetrador, nos homicídios. Esse, no entanto, não é o único fator, com as movimentações recentes do crime organizado, cada vez mais presente no interior do país, tendo peso relevante.

— O que explica isso é o processo de interiorização das facções, com o surgimento de grupos locais que não tem uma organização como a do Primeiro Comando da Capital (PCC), que não olham o lucro, mas o controle do território — explica Daniel Cerqueira, um dos coordenadores do levantamento — São jovens que querem se firmar e se firmam pela violência.

O pesquisador atribui a queda no número total de homicídios a uma série de fatores, como o aprimoramento das iniciativas de segurança pública, além do envelhecimento da população. Ele também destaca o arrefecimento do confronto entre PCC e Comando Vermelho (CV) pelo controle de rotas de tráfico, que atingiu o auge entre 2016 e 2017. Segundo Cerqueira, a sensação de insegurança da população, por outro lado, aumenta. Esse desencontro seria explicado pelo destaque dado à pauta da criminalidade no debate público, o que se soma à mudanças na dinâmica criminal.

— Antes as pessoas tinham medo de serem roubadas. Hoje, seguem com esse medo, mas também passaram a temer sofrer uma fraude — diz Cerqueira, citando o aumento de estelionatos virtuais identificado em outros estudos, como as edições mais recentes do Anuário da Segurança Pública, feito pelo FBSP — Outro aspecto é a transformação da governança criminal, com grupos fazendo controle territorial. É algo que acontece há muito tempo no Rio, mas está se espalhando pelo Brasil.

Outro fator que é fonte de preocupação são os chamados homicídios ocultos. Tratam-se das ocorrências fatais que o Estado não consegue identificar se foram causadas por um acidente, suicídio ou homicídio. Essas mortes são classificadas como Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCIs). Uma metodologia desenvolvida pelos pesquisadores do Ipea permite calcular quais delas devem ser os assassinatos. Os dados indicam que entre 2023 e 2024 os homicídios ocultos aumentaram 88,6%, indo de 3.755 para 7.083. A taxa, por sua vez, subiu de 1,8 para 3,3 a cada 100 mil habitantes. Entre 2014 e 2014 foram 55.212 homicídios ocultos. Na avaliação do Atlas, a piora na qualidade da informação pode estar criando um “ponto cego estatístico”.

— O modelo estatístico de aprendizado de máquina calcula a probabildade de ser homicídio ou não a partir das características da pessoa e das circunstancias— explica Cerqueira, que acrescenta — Por que existe as MVCIs? A primeira razão tem relação com a falta de compartilhamento de informação entre a polícia e o sistema de Saúde. Em geral, por um problema de gestão ou normativo que cria dificuldades. Outra possível explicação é que a polícia não consegue identificar a causa da morte.

Abaixo, pesquise a sua cidade e veja os dados de homicídio registrados nela em 2024.

Violência alta contra mulheres, negros e população LGBT+

O Atlas da Violência aponta ainda para uma redução geral nos homicídios contra mulheres ao longo da última década, com uma queda de 27,7% entre 2014 e 2024. Apesar disso, o Ipea e o FBSP destacam que a redução é puxada pela morte de mulheres fora do ambiente doméstico. Quando os pesquisadores analisaram as mortes ocorridas dentro da casa, encontraram um cenário de estabilidade. No mesmo intervalo de dez anos, a taxa de homicídios ocorridos nessas circunstâncias mudou pouco, variando de 1,25 para 1,18.

— É uma estabilidade inaceitável. O grande problema é que a raiz dessas violências é cultural. É a cultura do patriarcado, que coloca a mulher como inferior e pertencente ao marido. Isso não muda de uma hora para a outra — diz Cerqueira.

A violência contra pessoas negras também mantém-se em um patamar elevado. Em 2024, 32.820 mil foram vítimas de homicídios. É o equivalente a uma média de 89,9% assassinatos por dia. A taxa de homicídios entre negros é 170,3% superior à de não negros. A disparidade também se manifesta ao se analisar a violência letal contra mulheres negras, que apresenta uma taxa 66,7% superior à das mulheres não negras.

Os autores do levantamento apontam que o estado brasileiro falha ao registrar de forma sistemática os casos de violência contra a população LGBTQ+, o que gera uma “invisibilidade institucional”. Segundo os dados do Atlas, as notificações de violência contra homossexuais e bissexuais aumentaram 5,5%, chegando a 10.250 registros. Já nas notificações de violência contra pessoas transexuais e travestis cresceu 2,5%, com 5.575 ocorrências contabilizadas.

Entre outros números destacados pelo levantamento, o Atlas da Violência registrou 27.210 mortes por agressão que não foram considerados homicídios dolosos, mas sim lesões corporais seguidas de morte ou outras causas violentas. O estudo também aponta que a taxa de homicídios no Brasil é 6,3 vezes maior que a média mundial e que, se considerados os homicídios ocultos, a taxa real pode chegar a 23,4 por 100 mil habitantes.

Fonte: O GLOBO

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Homicídios caem 7,4% no Brasil em 2024, mas Norte e Nordeste ainda concentram violência https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-caem-74-no-brasil-em-2024-mas-norte-e-nordeste-ainda-concentram-violencia/ https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-caem-74-no-brasil-em-2024-mas-norte-e-nordeste-ainda-concentram-violencia/#respond Tue, 26 May 2026 14:16:49 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/homicidios-caem-74-no-brasil-em-2024-mas-norte-e-nordeste-ainda-concentram-violencia/ Atlas da Violência aponta queda para menor patamar desde 2014, mas subnotificação e alta de mortes em estados do Norte e Nordeste preocupam.

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Dados oficiais do Sistema de Informações sobre Mortalidade mostram que o Brasil registrou 42.590 homicídios em 2024, uma redução de 7,4% em relação a 2023. A taxa de homicídios ficou em 20,1 por 100 mil habitantes, o menor índice desde 2014. O Atlas da Violência, divulgado nesta terça-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), indica que a tendência de queda observada nos últimos anos se manteve, mas alerta para desafios como a subnotificação e a concentração de mortes no Norte e Nordeste.

As maiores taxas de homicídio estão nos estados do Amapá, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Ceará. Das 20 cidades mais violentas com mais de 100 mil habitantes, 17 estão no Nordeste. Já as 20 menos violentas ficam exclusivamente no Sul e Sudeste. Um dos motivos para essa disparidade é demográfico: as regiões mais violentas têm proporção maior de jovens, faixa etária mais envolvida em homicídios como vítimas ou autores. Além disso, a interiorização do crime organizado e o surgimento de grupos locais, que priorizam o controle territorial em vez do lucro, têm peso relevante.

Daniel Cerqueira, um dos coordenadores do levantamento, explica que a interiorização das facções, como grupos sem a estrutura do Primeiro Comando da Capital (PCC), leva a disputas violentas por território. Ele atribui a queda geral dos homicídios a fatores como o aprimoramento das políticas de segurança pública, o envelhecimento populacional e o arrefecimento do confronto entre PCC e Comando Vermelho (CV) pelo controle de rotas de tráfico, que atingiu o auge entre 2016 e 2017.

Apesar da redução, Cerqueira observa que a sensação de insegurança da população aumentou. Isso ocorre porque a pauta da criminalidade ganhou destaque no debate público e a dinâmica criminal mudou: antes o medo era de roubo, hoje soma-se o temor de fraudes, como estelionatos virtuais, e a preocupação com o controle territorial exercido por grupos criminosos, fenômeno que se espalha pelo Brasil.

Outro ponto de atenção são os homicídios ocultos, mortes classificadas como Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCIs) pelo Estado. Uma metodologia do Ipea estima quantas dessas mortes são, na verdade, assassinatos. Entre 2023 e 2024, os homicídios ocultos subiram 88,6%, de 3.755 para 7.083, elevando a taxa de 1,8 para 3,3 por 100 mil habitantes. De 2014 a 2024, foram 55.212 casos. O Atlas alerta para um possível ‘ponto cego estatístico’ causado pela piora na qualidade da informação.

Cerqueira explica que as MVCIs podem ocorrer por falta de compartilhamento de dados entre polícia e sistema de Saúde, seja por problemas de gestão ou normativos, ou porque a polícia não consegue determinar a causa da morte. O modelo estatístico de aprendizado de máquina calcula a probabilidade de ser homicídio com base nas características da vítima e das circunstâncias.

O Atlas também revela que a violência contra mulheres caiu 27,7% entre 2014 e 2024, mas a redução se deve principalmente a mortes fora do ambiente doméstico. Nos homicídios ocorridos dentro de casa, a taxa se manteve estável, passando de 1,25 para 1,18 por 100 mil habitantes. Cerqueira classifica essa estabilidade como ‘inaceitável’ e a atribui a raízes culturais do patriarcado, que trata a mulher como inferior e propriedade do marido.

A violência contra negros permanece em patamar elevado: em 2024, 32.820 pessoas negras foram vítimas de homicídios, média de 89,9 por dia. A taxa de homicídios entre negros é 170,3% maior que a de não negros. Entre mulheres negras, a taxa é 66,7% superior à de mulheres não negras. O levantamento critica a falta de registro sistemático de violência contra a população LGBTQ+ pelo Estado, gerando ‘invisibilidade institucional’. As notificações de violência contra homossexuais e bissexuais cresceram 5,5%, para 10.250 casos, e contra transexuais e travestis subiram 2,5%, totalizando 5.575 ocorrências.

Fonte: O GLOBO

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Atlas da Violência revela as 20 cidades mais e menos violentas do Brasil https://vozesdooraculo.com.br/atlas-da-violencia-revela-as-20-cidades-mais-e-menos-violentas-do-brasil/ https://vozesdooraculo.com.br/atlas-da-violencia-revela-as-20-cidades-mais-e-menos-violentas-do-brasil/#respond Tue, 26 May 2026 14:15:22 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/atlas-da-violencia-revela-as-20-cidades-mais-e-menos-violentas-do-brasil/ Estudo do Ipea e FBSP aponta disparidade regional nos homicídios, com Norte e Nordeste liderando as taxas.

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O Atlas da Violência de 2026, divulgado nesta terça-feira, lista os 20 municípios com mais de 100 mil habitantes com as maiores e menores taxas de homicídio no Brasil. O levantamento, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), indica que as maiores taxas estão concentradas no Amapá, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Ceará.

O relatório destaca dois problemas principais: a subnotificação de assassinatos e o alto número de mortes em cidades do Norte e Nordeste. Das 20 localidades mais violentas com mais de 100 mil habitantes, 17 estão no Nordeste. Já as 20 menos violentas ficam exclusivamente nas regiões Sul e Sudeste.

Um dos fatores que explicam essa diferença é o perfil demográfico. As regiões com mais violência têm uma proporção maior de jovens, faixa etária mais envolvida em homicídios, tanto como vítimas quanto como autores. No entanto, outros elementos contribuem, como a expansão do crime organizado para o interior do país, com impacto significativo.

— O que explica isso é o processo de interiorização das facções, com o surgimento de grupos locais que não seguem a lógica do Primeiro Comando da Capital (PCC), focados não no lucro, mas no controle territorial — afirma Daniel Cerqueira, um dos coordenadores da pesquisa. — São jovens que buscam se afirmar e o fazem pela violência.

Outra preocupação apontada pelo Atlas são os homicídios ocultos, mortes violentas cuja causa o Estado não consegue determinar — se acidente, suicídio ou assassinato. Esses casos são registrados como Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCIs). Uma metodologia desenvolvida pelo Ipea permite estimar quantas delas são homicídios.

Os dados mostram que, entre 2023 e 2024, os homicídios ocultos cresceram 88,6%, passando de 3.755 para 7.083 casos. A taxa subiu de 1,8 para 3,3 por 100 mil habitantes. De 2014 a 2024, foram 55.212 homicídios ocultos. O Atlas avalia que a piora na qualidade da informação pode estar criando um “ponto cego estatístico”.

— O modelo estatístico de aprendizado de máquina calcula a probabilidade de uma MVCIs ser homicídio com base nas características da pessoa e das circunstâncias — explica Cerqueira. — Por que existem as MVCIs? A primeira razão é a falta de compartilhamento de informação entre a polícia e o sistema de saúde, geralmente por problemas de gestão ou normativos. Outra possibilidade é que a polícia não consegue identificar a causa da morte.

As 20 cidades mais violentas são: Maranguape (CE), Jequié (BA), Maracanaú (CE), Itapipoca (CE), Caucaia (CE), Juazeiro (BA), Feira de Santana (BA), Porto Seguro (BA), Simões Filho (BA), Camaçari (BA), Sorriso (MT), Teixeira de Freitas (BA), Sobral (CE), Cabo de Santo Agostinho (PE), Lauro de Freitas (BA), São Lourenço da Mata (PE), Santana (AP), Ilhéus (BA), Marituba (PA) e Salvador (BA).

Já as 20 menos violentas são: Cotia (SP), Mogi das Cruzes (SP), Arapongas (PR), Marília (SP), Araraquara (SP), São José dos Campos (SP), Blumenau (SC), Salto (SP), Indaiatuba (SP), Tubarão (SC), Votuporanga (SP), Atibaia (SP), Ituiutaba (MG), Birigui (SP), Itatiba (SP), Bragança Paulista (SP), Lavras (MG), Santa Bárbara D’Oeste (SP), Brusque (SC) e Jaraguá do Sul (SC).

Fonte: O GLOBO

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