políticas públicas Archives - Vozes do Oráculo https://vozesdooraculo.com.br/tag/politicas-publicas/ Revelando os Fatos! Mon, 29 Jun 2026 13:06:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.4 https://vozesdooraculo.com.br/wp-content/uploads/2026/05/favicon-150x150.png políticas públicas Archives - Vozes do Oráculo https://vozesdooraculo.com.br/tag/politicas-publicas/ 32 32 Parlamento catarinense realiza seminário sobre modelo educacional chinês https://vozesdooraculo.com.br/parlamento-catarinense-realiza-seminario-sobre-modelo-educacional-chines/ https://vozesdooraculo.com.br/parlamento-catarinense-realiza-seminario-sobre-modelo-educacional-chines/#respond Mon, 29 Jun 2026 13:06:23 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/parlamento-catarinense-realiza-seminario-sobre-modelo-educacional-chines/ Evento de cinco dias discute a evolução do sistema de ensino da China e suas lições para o Brasil.

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A Assembleia Legislativa de Santa Catarina deu início nesta segunda-feira (29) ao seminário intitulado “Educação na China – 1980-2050: Do Mundo Rural ao da Ciência e Tecnologia”, uma programação de cinco dias voltada à análise da trajetória do sistema educacional chinês e sua conexão com o crescimento econômico, científico e tecnológico do país asiático. O encontro segue até sexta-feira (3) no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright, localizado no Palácio Barriga Verde, em Florianópolis, e reúne gestores públicos, professores, acadêmicos e alunos interessados em conhecer a experiência chinesa e discutir sua aplicabilidade na formulação de políticas brasileiras. A iniciativa é coordenada pela deputada Luciane Carminatti (PT), em parceria com a Escola do Legislativo, por meio do Núcleo de Inovação, Pesquisa e Projetos (NIPP).

Todas as atividades serão ministradas pelo pesquisador, escritor e especialista em China Milton Pomar, que realizou sua primeira visita ao país em 1997 e, desde então, monitora de perto as mudanças econômicas, sociais e educacionais na nação oriental. Autor do livro “O Sucesso da China Socialista: 1949-2025”, Pomar examina a evolução chinesa desde a Revolução de 1949 até sua consolidação como uma das maiores economias mundiais. De acordo com o pesquisador, um dos feitos mais notáveis do modelo chinês foi a retirada de aproximadamente 800 milhões de pessoas da pobreza, combinando planejamento estatal, ampliação da educação e avanços científicos e tecnológicos.

Para Pomar, entender o percurso da China requer o reconhecimento de sua história milenar e do papel central da educação na transformação do país em uma potência global. Ele observa que quase cinco mil anos de história documentada representam um acervo de conhecimento que impulsionou inovações científicas, tecnológicas e culturais além das invenções mais conhecidas, como o papel e a pólvora. O especialista enfatizou que o êxito chinês está diretamente relacionado ao tratamento da educação como uma prioridade de Estado.

“Enquanto a China atingiu mais de 95% de alfabetização e conta com cerca de 44 milhões de estudantes universitários, o Brasil ainda enfrenta aproximadamente 30% de analfabetismo funcional, índice que prejudica o desenvolvimento econômico e social do país”, afirmou Pomar. O professor também destacou o investimento contínuo da China na formação de capital humano. “Desde o final da década de 1970, o país enviou mais de cinco milhões de estudantes ao exterior para cursos de graduação e pós-graduação, permitindo que esses profissionais retornassem com conhecimento e experiência para alavancar o desenvolvimento nacional”, acrescentou.

Na avaliação de Pomar, o Brasil precisa debater a educação como uma estratégia de desenvolvimento, e não apenas como preparação para o mercado de trabalho. Para ele, é crucial combater o analfabetismo funcional, expandir o acesso ao ensino e capacitar a população para os desafios da era digital. Outro ponto abordado foi a relevância da infraestrutura para a universalização da educação. Pomar notou que, assim como o Brasil, a China concentrava sua população no litoral, mas conseguiu reduzir desigualdades ao levar indústrias, universidades e investimentos para o interior do país.

“A expansão da malha ferroviária de alta velocidade foi um elemento que facilitou o acesso à educação, ao trabalho e às atividades culturais”, destacou. Ele ainda afirmou que a rápida ascensão chinesa gerou um novo desafio global: a crescente lacuna entre o ritmo de desenvolvimento da China e o restante do mundo, situação que, em sua opinião, tende a provocar novos debates sobre os efeitos dessa disparidade no futuro. O progresso tecnológico, a entrada da China na Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2001 e iniciativas internacionais como a Nova Rota da Seda também foram apontados como fatores cruciais para a projeção global do país.

Segundo Milton Pomar, a experiência chinesa representa um modelo singular de desenvolvimento e oferece subsídios importantes para o debate sobre educação, inovação, planejamento estratégico e crescimento econômico. Ao longo dos cinco dias, ele abordará diversos aspectos da realidade chinesa, incluindo geografia, preservação ambiental, história, cultura, filosofia, organização estatal, educação, ciência, tecnologia, inovação, economia, infraestrutura, mercado consumidor, comércio exterior e as relações institucionais entre Brasil e China. A programação também inclui discussões sobre cultura e comunicação chinesas, proporcionando aos participantes uma visão abrangente dos fatores que transformaram o país em referência mundial em desenvolvimento científico, tecnológico e educacional.

O seminário ocorre de 29 de junho a 3 de julho, das 7h30 às 12h40, no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright, no Palácio Barriga Verde, em Florianópolis. A programação detalhada inclui palestras sobre geografia e preservação ambiental, história moderna e contemporânea, cultura e filosofia, Estado e política, educação e inovação, mercado consumidor, economia e infraestrutura, entre outros temas.

Fonte: Assembleia SC

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Audiência pública no Sul catarinense discute abandono animal e falta de políticas públicas https://vozesdooraculo.com.br/audiencia-publica-no-sul-catarinense-discute-abandono-animal-e-falta-de-politicas-publicas/ https://vozesdooraculo.com.br/audiencia-publica-no-sul-catarinense-discute-abandono-animal-e-falta-de-politicas-publicas/#respond Fri, 26 Jun 2026 12:06:01 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/audiencia-publica-no-sul-catarinense-discute-abandono-animal-e-falta-de-politicas-publicas/ Debate na Alesc destaca urgência de castração, censo animal e apoio a protetores.

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A ausência de políticas públicas consolidadas para a proteção animal foi o principal tema abordado por ativistas e protetores durante audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) na noite de quinta-feira (25), em São Ludgero, Sul do estado. O evento, conduzido pela Comissão de Proteção, Defesa e Bem-Estar Animal, presidida pelo deputado Marcius Machado (PL), ocorreu na Câmara de Vereadores e fechou um ciclo de seis encontros regionais, que também passaram por São Miguel do Oeste, Lages, Garopaba, Rio das Antas e Três Barras.

No encontro, protetores independentes, representantes de organizações não governamentais, autoridades e convidados relataram a situação enfrentada pelos municípios sulinos e pediram investimentos contínuos para combater um dos maiores problemas da causa animal: o abandono de cães. A protetora Rosiane da Rosa Bianco, da Associação de Proteção aos Animais (APA) de São Ludgero, calcula que aproximadamente 250 cães estejam vivendo em situação de abandono na cidade. Os depoimentos indicaram que a maior parte do atendimento é feita por voluntários, que muitas vezes dedicam mais de 12 horas diárias ao resgate, tratamento e procura por adoção, sem apoio da administração municipal.

O deputado Marcius Machado destacou o programa estadual Pet Levado a Sério, considerado o maior programa de castração de Santa Catarina, com orçamento de R$ 18 milhões, e também mencionou as leis estaduais existentes para a causa animal. “Santa Catarina possui um marco legal abrangente voltado à causa animal, mas ainda há desafios”, afirmou. Ele reconheceu que a principal reivindicação em todas as regiões do estado é a expansão das políticas de castração. “Além de aumentar o número de procedimentos, é necessário investir em vacinação, microchipagem e identificação dos animais”, completou.

Outro ponto debatido foi a realização de um Censo Animal, instrumento apontado como essencial para mensurar a população de cães e gatos e orientar políticas públicas mais eficazes. Estimativas apresentadas na audiência indicam que mais de três mil animais estão abandonados em toda a região. “Com a identificação eletrônica, será possível encontrar o tutor responsável e responsabilizá-lo em casos de abandono ou negligência”, explicou o deputado.

A protetora e advogada Rosiane da Rosa Bianco, que atua há mais de dez anos na causa, afirmou que o maior obstáculo é a falta de políticas públicas estruturadas. Segundo ela, há poucas castrações, atendimento veterinário insuficiente para animais de famílias de baixa renda e quase nenhuma campanha permanente de vacinação e prevenção. A vereadora de São Ludgero, Maria Marlene Schlickmann, também defendeu o fortalecimento das ações municipais. Ela ressaltou que ONGs e protetores realizam um trabalho fundamental, mas enfrentam limitações financeiras para atender à demanda crescente de animais abandonados.

Entre as propostas apresentadas na audiência estão: ampliação dos programas contínuos de castração; criação e fortalecimento do Censo Animal; implantação da microchipagem dos animais; aumento da oferta de atendimento veterinário público; apoio financeiro a ONGs e protetores independentes; campanhas permanentes de educação e conscientização sobre guarda responsável; e aplicação rigorosa da legislação contra maus-tratos e abandono. Também foram lembradas as legislações estadual e federal de proteção animal, como o programa federal SinPatinhas, além de normas que preveem multas de até R$ 20 mil para casos de abandono em algumas localidades.

No encerramento, os participantes reforçaram que a proteção animal depende de recursos públicos e planejamento contínuo. “Não existe política pública efetiva sem investimento”, resumiu o ativista Vinicius Rodrigues Ramos, conhecido como Vini Protetor de Animais, fundador do Instituto Amor Animal de São José, que lidera o movimento Santa Catarina Contra Maus-Tratos e atua há mais de 17 anos resgatando animais e exigindo políticas públicas para a causa.

Fonte: Assembleia SC

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Especialistas debatem prevenção de quedas em idosos em simpósio na Alesc https://vozesdooraculo.com.br/especialistas-debatem-prevencao-de-quedas-em-idosos-em-simposio-na-alesc/ https://vozesdooraculo.com.br/especialistas-debatem-prevencao-de-quedas-em-idosos-em-simposio-na-alesc/#respond Thu, 25 Jun 2026 17:06:00 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/especialistas-debatem-prevencao-de-quedas-em-idosos-em-simposio-na-alesc/ Evento na Assembleia Legislativa reuniu especialistas para discutir estratégias de prevenção de quedas em pessoas idosas.

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A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) sediou nesta quinta-feira (25), por meio da Comissão dos Direitos da Pessoa Idosa, o 2º Simpósio Catarinense de Prevenção de Quedas em Pessoas Idosas. Realizado no Auditório Antonieta de Barros, o evento contou com a participação de especialistas e instituições ligadas ao envelhecimento e à saúde da terceira idade, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A programação incluiu mesas-redondas sobre o papel do exercício físico e da reabilitação na prevenção de quedas, abordando temas como treinamento multicomponente, adesão às atividades, adaptações no ambiente domiciliar e alimentação.

Além da capacitação técnica de profissionais da área, o encontro destacou a importância da integração entre políticas públicas, serviços de saúde, assistência social, universidades e entidades parceiras. De acordo com os organizadores, a iniciativa visa fortalecer a rede estadual voltada ao envelhecimento saudável e seguro, ampliando o debate sobre inovação, tecnologias assistivas e políticas públicas baseadas em evidências.

O deputado Sérgio Mota (Republicanos), presidente da comissão e proponente do evento, ressaltou a relevância do tema em um estado com uma das maiores proporções de idosos do país. Ele afirmou que a longevidade deve estar associada à qualidade de vida. “A prevenção de quedas é um tema essencial, pois os impactos para uma pessoa idosa podem ser muito mais graves. Por isso, ações de conscientização e orientação são importantes para garantir mais segurança, autonomia e bem-estar.”

A doutora Núbia Carelli de Avelar, da UFSC, apresentou um panorama sobre as quedas entre pessoas idosas. Segundo os dados, o Brasil tem mais de 32 milhões de idosos, e a tendência é que essa população supere a de crianças e adolescentes nos próximos anos. Atualmente, mais de 9 milhões de idosos sofrem ao menos uma queda por ano, um dos principais fatores de mortalidade entre pessoas com mais de 65 anos. Em Santa Catarina, cerca de 40% dos idosos com 80 anos ou mais registram quedas anualmente, contribuindo para o aumento das internações hospitalares. A pesquisadora destacou a perda funcional como um dos aspectos mais sensíveis do envelhecimento. “Leva cerca de um ano para uma criança adquirir movimento independente e aproximadamente dez anos para desenvolver plenamente sua mobilidade. Já para a pessoa idosa, essas capacidades podem ser perdidas em pouco tempo.”

A mestre em Ciências da Saúde e vice-presidente da Associação Brasileira de Fisioterapia em Gerontologia (Abrafige), Fabiane Vaz, traçou um histórico das políticas públicas voltadas à população idosa no Brasil. Ela mencionou a criação da Política Nacional do Idoso, em 1994, e a consolidação da Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, em 2006, que ampliou o foco para a promoção do envelhecimento ativo. Também destacou a adoção do termo “pessoa idosa” em substituição a “idoso”, reforçando a perspectiva dos direitos, da dignidade e da saúde. Segundo a especialista, as quedas representam um grave problema de saúde pública, com impactos funcionais, emocionais e sociais, afetando a autonomia, a independência, as famílias, os serviços de saúde e a sociedade. Ela citou estimativas de 684 mil mortes por quedas por ano no mundo e destacou o Relatório Global sobre Prevenção de Quedas, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2018, como referência internacional.

Especialistas também abordaram a relação entre envelhecimento, alimentação e prevenção de quedas. Segundo uma das palestrantes, o envelhecimento provoca mudanças fisiológicas, hormonais e metabólicas que podem afetar a alimentação e a funcionalidade, incluindo redução do apetite, alterações no paladar e dificuldades de mastigação. Embora naturais, essas alterações não devem comprometer a autonomia e a qualidade de vida. A recomendação é investir em alimentação adequada e prática regular de atividades físicas, especialmente as voltadas ao fortalecimento muscular. A especialista também enfatizou a importância da ingestão adequada de proteínas, já que a capacidade de síntese proteica diminui com a idade. Em alguns casos, a necessidade pode chegar a 25 a 30 gramas de proteína por refeição para manutenção e ganho de massa muscular.

Fonte: Assembleia SC

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Prevenção de desastres naturais é tema de discurso na Alesc https://vozesdooraculo.com.br/prevencao-de-desastres-naturais-e-tema-de-discurso-na-alesc/ https://vozesdooraculo.com.br/prevencao-de-desastres-naturais-e-tema-de-discurso-na-alesc/#respond Wed, 24 Jun 2026 14:50:57 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/prevencao-de-desastres-naturais-e-tema-de-discurso-na-alesc/ Deputado Mário Motta defendeu medidas preventivas contra desastres naturais durante sessão plenária.

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O deputado Mário Motta utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) nesta quarta-feira para defender a adoção de políticas públicas voltadas à prevenção de desastres naturais.

Durante seu pronunciamento na sessão plenária, o parlamentar destacou a necessidade de investimentos em sistemas de alerta, planejamento urbano e educação da população para minimizar os impactos de eventos climáticos extremos.

Motta citou exemplos recentes de tragédias ocorridas no estado e no país, ressaltando que a falta de preparo agrava os danos materiais e humanos. Ele defendeu a criação de um fundo específico para ações preventivas.

O deputado também cobrou maior integração entre os governos municipal, estadual e federal na elaboração de planos de contingência e na execução de obras de infraestrutura resiliente.

Por fim, Motta sugeriu a realização de audiências públicas para debater o tema com a sociedade civil e especialistas, visando construir uma política de Estado duradoura para a redução de riscos de desastres.

Fonte: Assembleia SC

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Seminário em Joinville debate autismo, diagnóstico precoce e políticas públicas https://vozesdooraculo.com.br/seminario-em-joinville-debate-autismo-diagnostico-precoce-e-politicas-publicas/ https://vozesdooraculo.com.br/seminario-em-joinville-debate-autismo-diagnostico-precoce-e-politicas-publicas/#respond Tue, 16 Jun 2026 18:05:59 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/seminario-em-joinville-debate-autismo-diagnostico-precoce-e-politicas-publicas/ Evento reuniu especialistas, gestores e políticos para discutir ações de inclusão de pessoas com TEA.

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A Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência promoveu, nesta terça-feira (16), um seminário regional em Joinville com o objetivo de compartilhar conhecimento e debater medidas para fortalecer a inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Realizado no auditório da Faculdade Censupeg, o encontro contou com a presença de lideranças políticas, gestores públicos e especialistas de diferentes áreas.

Segundo dados do Censo Demográfico de 2022, do IBGE, Santa Catarina tem 91.588 pessoas diagnosticadas com autismo, o que representa 1,2% da população estadual. Desse total, 62,6% são homens e 37,4% são mulheres. A faixa etária com maior número de diagnósticos é de 5 a 9 anos, seguindo a tendência nacional.

O deputado Fernando Krelling (MDB), proponente do seminário, informou que, apenas na região Norte do estado, cerca de 4 mil crianças com suspeita de autismo aguardam diagnóstico, enquanto outras milhares esperam por terapias. Ele ressaltou a importância de eventos como este para capacitar profissionais e orientar famílias. “É fundamental que o poder público promova iniciativas como esta, demonstrando à sociedade que a inclusão vai além do discurso e se concretiza por meio de ações efetivas. Entre elas, a capacitação permanente dos profissionais, especialmente em uma área que está em constante evolução, com novos conhecimentos, desafios e perspectivas surgindo a todo momento. Isso é ainda mais importante quando se trata dos diferentes níveis de suporte. Então, quanto mais cedo essas crianças forem estimuladas e acompanhadas, desde a educação infantil até o ensino fundamental, maiores serão as oportunidades para seu desenvolvimento, aprendizagem e inclusão social.”

O neuropsicopedagogo Fabrício Cardoso, em sua palestra, alertou que um dos primeiros sinais do autismo pode ser observado no desenvolvimento motor da criança, antes mesmo de déficits cognitivos. “Quando uma criança não atinge determinados marcos do desenvolvimento motor, isso já deve acender um sinal de alerta. É o que ocorre, principalmente, por volta dos 6 ou 7 meses de idade, quando alguns reflexos primitivos, como o reflexo de Moro — caracterizado pela abertura e fechamento dos braços —, já não deveriam mais estar presentes. O mesmo vale para situações em que a criança, ao ser colocada de bruços, vira sozinha em razão desses reflexos. Em geral, essas respostas automáticas devem desaparecer por volta dos 6 ou 7 meses de vida.”

Cardoso, também professor de educação física, destacou que a atividade física deve fazer parte do tratamento de pessoas com TEA. “Programas de exercícios físicos estruturados promovem benefícios neuroquímicos e neurofisiológicos, além de contribuírem para mudanças comportamentais importantes. Aqueles comportamentos repetitivos, bastante comuns em crianças com transtorno do espectro autista, tendem a diminuir com a prática regular de atividades físicas. Além disso, há ganhos cognitivos significativos, com melhora das funções executivas, da comunicação e de outras habilidades essenciais ao desenvolvimento.”

A psiquiatra Maria Fontana abordou a importância do diagnóstico precoce. Segundo ela, os primeiros sinais podem ser percebidos em casa, como atraso na fala. Ela explicou que crianças costumam dizer as primeiras palavras por volta dos seis meses e, aos dois anos, ter um vocabulário de cerca de 200 palavras. Outros indicadores incluem contato visual, acompanhamento de objetos com o olhar e gestos como apontar. Se houver alterações, a médica recomenda avaliação especializada, usando ferramentas como o M-CHAT, para crianças de 16 a 30 meses. O ideal é que o diagnóstico ocorra até os três anos. “Há estudos que demonstram isso. Quanto mais cedo o diagnóstico é feito e quanto antes a criança recebe estimulação adequada às suas necessidades, melhores tendem a ser os resultados. Se ela apresenta atraso no desenvolvimento motor, pode precisar do acompanhamento de um fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional. Se possui sensibilidade sensorial ou atraso na linguagem, pode necessitar do suporte de um fonoaudiólogo. O importante é identificar precocemente as necessidades de cada criança para oferecer as intervenções mais adequadas.”

A advogada e professora Indyanara Baptista palestrou sobre a legislação para pessoas com TEA. Ela lembrou que, desde 2015, com o Estatuto da Pessoa com Deficiência, o Brasil avançou em leis sobre curatela, tomada de decisão apoiada, acesso à educação, saúde, assistência social, inclusão no trabalho, benefícios previdenciários e isenções fiscais. O desafio atual, segundo ela, é transformar esses direitos em ações concretas, ampliando e fortalecendo políticas públicas de inclusão. “A gente vê uma série de legislações evoluindo e direitos sendo conquistados, mas onde precisamos realmente evoluir é em políticas públicas, na implementação, na regulamentação e efetivação desses direitos.”

Fonte: Assembleia SC

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Seminário Regional de Autismo no Oeste de SC reúne famílias, especialistas e políticas públicas https://vozesdooraculo.com.br/seminario-regional-de-autismo-no-oeste-de-sc-reune-familias-especialistas-e-politicas-publicas/ https://vozesdooraculo.com.br/seminario-regional-de-autismo-no-oeste-de-sc-reune-familias-especialistas-e-politicas-publicas/#respond Fri, 12 Jun 2026 19:21:13 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/seminario-regional-de-autismo-no-oeste-de-sc-reune-familias-especialistas-e-politicas-publicas/ Evento em Maravilha discute inclusão, manejo comportamental e direitos de pessoas com TEA.

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O 1º Seminário Regional de Autismo do Oeste de Santa Catarina, realizado em Maravilha, teve início com uma demonstração de criatividade e inclusão. Felipe Antônio, 15 anos, de Pinhalzinho, que tem autismo, encontrou nos desenhos e histórias em quadrinhos uma maneira de se expressar e conscientizar sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Junto com a irmã Sofia Helena, 11 anos, ele criou uma revista em quadrinhos com a ajuda dos ilustradores Chris Chaves e Fábio Lopes. A obra traz relatos do dia a dia da família e busca difundir empatia e informação. Felipe afirma que desenhar representa “paz, união e inclusão” e que a ideia surgiu ao ver uma revista similar, percebendo que poderia ajudar outras pessoas a compreender o autismo. “É importante para que entendam o que é o autismo. Gosto de desenhar futebol, personagens, quebra-cabeças. Ver meus desenhos publicados foi emocionante, fiquei arrepiado”, disse.

A história dos irmãos reflete o objetivo central do seminário: aprofundar o conhecimento sobre o TEA, reduzir o preconceito e promover uma sociedade mais inclusiva. O evento, direcionado a educadores, profissionais de saúde, familiares e lideranças, abordou práticas de inclusão, gestão comportamental e políticas públicas para autistas.

O deputado Mauro De Nadal (MDB), proponente do seminário, afirmou que a meta é despertar o interesse pela causa e capacitar quem lida diretamente com pessoas autistas. Para ele, o conhecimento é chave para inclusão e bem-estar. “Queremos que as pessoas se interessem pela causa autista e que educadores, profissionais de saúde e gestores ampliem seu saber. Ao entender melhor a realidade dos autistas, criamos ambientes mais acolhedores e preparados para as famílias.” Ele destacou que levar o seminário ao interior de Santa Catarina cumpre a missão da Escola do Legislativo e da Assembleia Legislativa de aproximar conhecimento e cidadania. “Cada esforço tem resultado positivo, refletindo na qualidade de vida das famílias. Conhecimento gera inclusão, e inclusão gera dignidade.”

A programação contou com especialistas nacionais em autismo e Análise do Comportamento Aplicada (ABA). A psicóloga Adriana Rubio apresentou a palestra “Do Estigma à Estratégia: Manejo de Comportamentos Desafiadores na Escola sob a Ótica da Ciência ABA”, enfatizando a necessidade de entender os comportamentos antes de julgá-los. Ela observou que muitas famílias sofrem preconceito por falta de informação. “A sociedade interpreta uma crise como falta de limites ou má educação, mas é um transtorno do neurodesenvolvimento. Esse desconhecimento causa sofrimento e exclusão.” Para Adriana, capacitar profissionais da educação é essencial para quebrar estigmas. “A escola é a porta de entrada. Quando professores compreendem o autismo e usam estratégias adequadas, acolhem melhor os alunos, orientam as famílias e favorecem o desenvolvimento.” Ela elogiou Santa Catarina por ser pioneira em debates sobre inclusão. “Iniciativas como esta deveriam se espalhar pelo país. A Assembleia Legislativa tem investido na formação de profissionais e na difusão do conhecimento sobre autismo.”

Outro destaque foi a palestra da pedagoga e ativista Andréia Rigotti, intitulada “Meu filho tem Autismo: vinte anos de vida, dez anos de empirismo e dez anos sob a ótica da ciência”. Ela refletiu sobre a evolução do conhecimento científico sobre o TEA e os desafios familiares. Andréia defendeu que a transformação ocorre quando acolhimento e ciência andam juntos. “Aproximamos a ciência das famílias com tratamento individualizado e baseado em evidências. Quando uma criança recebe intervenção adequada, desenvolve habilidades que melhoram sua qualidade de vida e a de todos.” Mãe de João, diagnosticado com autismo nível 3 de suporte há 20 anos, ela compartilhou sua trajetória de luta em uma época com pouca informação. “Mostrei a busca desesperada de uma mãe há 20 anos, sem informação. Hoje temos ciência e ferramentas que mudam vidas. Quero que as famílias saibam que não estão sozinhas.” Para ela, ações do parlamento vão além do conhecimento: representam pertencimento. “Ter um filho autista pode ser solitário. Quando a Assembleia Legislativa vem até as famílias, mostra que importamos.”

Fonte: Assembleia SC

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XIII Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente reúne autoridades em Tubarão https://vozesdooraculo.com.br/xiii-conferencia-municipal-dos-direitos-da-crianca-e-do-adolescente-reune-autoridades-em-tubarao/ https://vozesdooraculo.com.br/xiii-conferencia-municipal-dos-direitos-da-crianca-e-do-adolescente-reune-autoridades-em-tubarao/#respond Thu, 11 Jun 2026 20:37:29 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/xiii-conferencia-municipal-dos-direitos-da-crianca-e-do-adolescente-reune-autoridades-em-tubarao/ Evento bienal discute políticas públicas e elege delegados para a etapa estadual.

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A Prefeitura de Tubarão, por meio da Secretaria de Assistência Social, Mulher e Família e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), promoveu nesta quinta-feira (11) a XIII Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. O encontro ocorreu no auditório do Bloco C (Saúde) da Unisul e contou com apresentação cultural da Lira Tubaronense.

Autoridades como o vice-prefeito Denis Matiola, a primeira-dama Graziele de Souza Soratto da Silva, o secretário adjunto de Assistência Social Luiz Sérgio Medeiros de Jesus Júnior, a promotora de Justiça Fabiana Mara Silva Wagner (3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Tubarão) e outros representantes prestigiaram a solenidade. A presidente do CMDCA, Jane Falchetti, declarou aberto o evento.

A conferência, que ocorre a cada dois anos (com possibilidade de ajustes conforme deliberações nacionais), é realizada em três fases: municipal, estadual e nacional. A palestra magna desta edição teve como tema “Fortalecendo o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente e a Democracia Participativa”, ministrada pelo professor e doutor André Viana Custódio, especialista em Direitos Geracionais, Diversidade e Sistemas de Políticas Públicas.

O evento serve como espaço de participação social, reunindo representantes do governo, conselhos, profissionais da área, organizações da sociedade civil e a comunidade para debater políticas públicas voltadas à garantia dos direitos de crianças e adolescentes. Segundo a vice-presidente do CMDCA, Mariela Estevão, a conferência está alinhada aos princípios de participação popular previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e ao funcionamento do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente.

“É um momento singular de debate, avaliação e construção de propostas, para fortalecer as políticas públicas e assegurar os direitos de crianças e adolescentes no município”, destacou. No período da tarde, o palestrante dividiu os participantes em grupos por eixos temáticos, onde cada equipe discutiu um tema específico. Após a apresentação e aprovação das propostas, foram escolhidos os delegados para a conferência estadual.

A partir dos resultados, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, o governo e a sociedade civil implementarão ações de orientação, avaliação, propostas de ações e políticas públicas para melhorar o atendimento e proteção de crianças e adolescentes, além do controle e defesa desse segmento.

Fonte: Pref. de Tubarão

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Sangão convoca população para 6ª Conferência Municipal de Saúde https://vozesdooraculo.com.br/sangao-convoca-populacao-para-6-conferencia-municipal-de-saude/ https://vozesdooraculo.com.br/sangao-convoca-populacao-para-6-conferencia-municipal-de-saude/#respond Tue, 09 Jun 2026 19:36:01 +0000 https://vozesdooraculo.com.br/sangao-convoca-populacao-para-6-conferencia-municipal-de-saude/ Evento no dia 17 de junho discutirá políticas públicas para fortalecer o SUS no município.

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A 6ª Conferência Municipal de Saúde de Sangão será realizada no dia 17 de junho, a partir das 15h, no Centro de Eventos José Antônio da Silva. O encontro tem como objetivo criar um canal de diálogo entre a população e o poder público para aprimorar o Sistema Único de Saúde (SUS) local.

A iniciativa é aberta a todos os cidadãos, incluindo usuários dos serviços de saúde, profissionais da área, gestores e representantes da sociedade civil. A participação de cada pessoa é considerada fundamental para a formulação de políticas públicas mais eficazes e equitativas.

Durante o evento, serão debatidos temas relevantes para a saúde pública municipal, com foco na escuta ativa das demandas da comunidade. A proposta é que as contribuições coletivas ajudem a orientar as ações futuras da administração municipal na área da saúde.

A Conferência Municipal de Saúde é um espaço democrático e participativo, essencial para o fortalecimento do SUS. A prefeitura reforça o convite para que todos compareçam e contribuam com ideias e sugestões, visando a melhoria contínua dos serviços prestados à população.

Fonte: Pref. de Sangão

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